Cada vez mais difícil

O chato 0 a 0 entre Ceará e Atlético-MG acabou sendo ruim para os dois times. O Ceará porque perde em casa, pontos que dariam tranquilidade pois afastariam o time da zona de rebaixamento e deixariam definitivamente na lama um concorrente. O Galo, porque precisa somar pontos e o "grão em grão" neste momento não é suficiente.

Dorival Júnior mudou o time dentro do que tinha em mãos e podia. Manteve o jovem e ótimo Renan Ribeiro no gol e colocou no time outro garoto, o volante Felipe Souto. A explicação para o fato de o Atlético-MG revelar tão poucos jogadores é simples: jovens de futuro, como estes dois, infelizmente só entram no time em momentos de desespero.

O Ceará que contava com o retorno de Magno Alves, tentou atacar desde o início (e não havia outra alternativa). E até conseguiu pressionar, apesar da pouca efetividade de seu ataque que só conseguiu ameaçar de fato o goleiro atleticano na etapa final.

Com as mexidas no segundo tempo, os times ganharam oxigênio extra. Mas seguiram sem conseguir produzir grandes coisas. E o empate sem gols no fim acabou sendo mesmo o resultado mais justo para uma partida tão fraca tecnicamente.

O Ceará mostrou a fraqueza de seu ataque ao não conseguir marcar na pior defesa do Brasileirão. O bom desempenho no início, que se baseou no sucesso defensivo, claramente não seria suficiente. E o desanimador pós-Copa deixa o time com motivos para se preocupar com o futuro.

Quanto ao Atlético-MG: apostou em Dorival tarde. E a situação fica cada vez mais complicada. Vencer 8 jogos em 12 seria possível se houvesse evolução. A falta de tempo e de mudança radical no comportamento fazem crêr que o fracasso parece próximo de ser consumado. Na próxima rodada outro confronto direto, este ainda mais decisivo: é fundamental somar os três pontos mesmo fora de casa contra o xará goianiense.

Sem esforço e com autoridade

Apesar da goleada sofrida na última rodada, o Cruzeiro segue sua sequência de vitórias em busca do título do Brasileirão. Sem muito trabalho, bateu o candidatíssimo ao rebaixamento Atlético-GO por 3 a 0.

O primeiro tempo foi de superioridade total dos donos da casa. Marcando no campo de ataque, rodando a bola com consciência e criando (principalmente pelo lado direito) o Cruzeiro marcou duas vezes com Caçapa e Montillo (golaço) e poderia ter feito pelo menos mais dois gols com um pouco mais de capricho.

Os goianos que apostavam no contra-ataque, sentiam os desfalques, principalmente Elias, o vice-artilheiro do Brasileirão. O time marcava forte mas errava no último passe, que colocaria seus atacantes no mano-a-mano com os zagueiros cruzeirenses.

Na etapa final, o Cruzeiro claramente diminuiu o ritmo e optou por não correr riscos. O pé foi ainda mais fundo no freio após a expulsão de Daniel Marques que decretou o fim de qualquer possibilidade de reação dos visitantes. Cuca se deu ao luxo de poupar Montillo e Thiago Ribeiro no time. O argentino, claramente sentindo o peso do excesso de jogos, não apareceu como em outras oportunidades. Mas foi decisivo quando a chance apareceu, demonstrando sua qualidade.

No fim, o terceiro gol marcado por Walyson (que já havia perdido chance claríssima) fez justiça no placar para um time que mesmo sem tanto esforço foi extremamente superior ao adversário.

O Atlético-GO reagiu, deu sinal de melhora, mas depende muito da sorte e de Elias para conseguir a permanência na Série A. Já o Cruzeiro, mostra que está no caminho para brigar até o fim. Principalmente porque já mostrou que sabe vencer mesmo quando não está em um dia brilhante.

Destaque da Rodada

Nada como uma goleada para criar um destaque. E Jéferson, do Avaí, aproveitou muito bem a do seu time sobre o Ceará na 25ª rodada para entrar na lista de Destaques da Rodada do Brasileirão. Agora ele é o segudo Jéferson da lista. E o segundo jogador do Avaí.

Confira:

Victor (Grêmio) - 1ª rodada
Wálter (Internacional) - 2ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 3ª e 17ª rodadas
Jonas (Grêmio) - 4ª e 24ª rodadas
Bruno César (Corinthians) - 5ª e 11ª rodadas
Hugo (Grêmio) - 6ª rodada
Dagoberto (São Paulo) - 7ª rodada
Fábio (Cruzeiro) - 8ª rodada
Caio (Avaí) - 9ª rodada
Alecsandro (Internacional) - 10ª rodada
Conca (Fluminense) - 12ª rodada
Elias (Corinthians) - 13ª rodada
William Magrão (Grêmio) - 14ª rodada
Jorge Henrique (Corinthians) - 15ª rodada Elias (Atlético-GO) - 16ª e 19ª rodadas Jéfferson (Botafogo) - 18ª e 20ª rodadas
Magno Alves (Ceará) - 21ª rodada
Jucilei (Corinthians) - 22ª rodada
Montillo (Cruzeiro) - 23ª rodada
Jéferson (Avaí) - 25ª rodada

Quem foi o destaque da 25ª rodada do Brasileirão?

Kléber (Palmeiras)

14,29%
Jéferson (Avaí)

57,14%
Neymar (Santos)

28,57%

Vamos agora eleger o destaque da 26ª rodada. Confira os candidatos:

Wesley (Grêmio Prudente) - Sofreu um penalti e marcou dois belos gols. Foi o destaque do Prudente na goleada sobre o Guarani por 4 a 2.

Marcos Assunção (Palmeiras) - Dois belos gols de falta de longa distância garantiram a vitória do Palmeiras sobre o Internacional por 2 a 0.

André Lima (Grêmio) - Marcou os dois primeiros gols do Grêmio na vitória por 4 a 2 sobre o São Paulo, seu ex-time.

Quem foi o destaque da 26ª rodada do Brasileirão?

Wesley (Grêmio Prudente)

Marcos Assunção (Palmeiras)

André Lima (Grêmio)












Só um ficou livre dos empates

Na rodada antecipada do Brasileirão devido às eleições, a abertura foi emblemática. O Vasco recebeu o Santos em São Januário e o Goiás encarou o Flamengo no Serra Dourada. Os cariocas tinham um objetivo em comum: reencontrar as vitórias e ficarem livres do excesso de empates nas últimas rodadas.

Só o Vasco conseguiu. Venceu o Santos por 3 a 1 com autoridade e justiça, apesar de em alguns momentos dar a impressão que cederia mais um empate em um jogo que parecia ganho. Com o meio-campo qualificado com Felipe e Felipe Bastos auxiliando a saída de bola, o Vasco ganhou em velocidade. Rafael Coelho não fez grande partida, mas o time chegava bem pelos lados com Fágner, Max, Zé Roberto e Éder Luís.

O primeiro tempo acabou 2 a 0, após gols de Fágner e Felipe (no rebote do penalti que ele mesmo perdeu). Parecia definido já que os meias santistas não apareciam no jogo e Neymar era muito bem marcado por Jumar. Parecia. O Santos diminuiu com Danilo (cada dia melhor) e passou a pressionar o adversário após a expulsão de Jumar. O alívio só veio com o belíssimo gol de Éder Luís, já nos minutos finais. 3 a 1 e a primeira vitória após seis jogos (com quatro empates). E o time que mais empatou no Brasileirão se distancia da zona do rebaixamento, deixando o Santos virar um participante sem ambição na competição.

Na outra partida, Goiás e Flamengo fizeram um jogo com ares de clássico (pela ótima presença da torcida rubro-negra no Serra Dourada) mas péssimo dentro de campo. Muitos volantes, muita chuva e pouco futebol.

Depois de um primeiro tempo onde os goleiros praticamente assistiram um show de horrores, o Goiás achou seu gol na falha de Jean que fez contra. Só então Silas resolveu tentar alguma coisa diferente, colocando Petkovic e Diogo em campo. Na base do abafa, mas completamente desorganizado, o Flamengo tentou o empate. Que saiu num despretencioso chute de Deivid (o primeiro do atacante no jogo) já nos acréscimos.

O empate é melhor do que a derrota, claro. Mas o Flamengo já tem 11 em 26 jogos. Não por acaso, o time beira a zona do rebaixamento. Ainda é cedo para criticar o trabalho de Silas. Mas se não houver um fato novo no Fla, o rebaixamento do atual campeão pode tornar-se uma possibilidade bastante aceitável.

MCerrada FC

A última rodada foi de pontuação baixa. Por isso, o silêncio na segunda-feira. É hora de trabalhar já que ainda há tempo para brigar pelo título. Apesar de termos feito apenas 54,12 pontos, ficamos à frente de boa parte dos concorrentes diretos na briga. Por isso, o resultado será aceito.

E nesta semana a rodada começa mais cedo. Hoje já é dia de jogo e por isso o time seguiu na concentração e já foi escalado.

Voltamos ao 4-3-3 (pela falta de bons zagueiros no mercado para esta rodada). Gastamos alto (mais de 180 cartoletas). E fizemos apostas em 7 dos 10 mandantes.

Confira os escolhidos:

Giovanni (Prudente), Mariano (Fluminense), Manoel (Atlético-PR), Edcarlos (Cruzeiro) e Diego Renan (Cruzeiro); Elias (Corinthians), Conca (Fluminense) e Montillo (Cruzeiro); Jonas (Grêmio), Felipe (Goiás) e Washington (Fluminense). Técnico: Paulo César Carpegianni (Atlético-PR).

Melhorou, mas dá para ir mais longe

Depois da rodada ruim no último fim-de-semana a bronca foi grande no MCerrada FC. E surtiu efeito rápido, já nesta rodada. Foram 94,15 pontos, acima da média natural e bem aceita pela diretoria.

Porém, não foi tão bom assim. De fato, foi uma rodada com média alta para todos os participantes. E o MCerrada FC acabou pontuando menos do que seus principais concorrentes na disputa.

Devido à falta de laterais voltamos ao 3-4-3. A defesa novamente foi brilhante, com todos acima dos 7 pontos. Destaque para Leandro Euzébio (10,2). No meio, Montillo, Lucas e Elias foram bem. Mas Bernardo fez apenas 0,6. Logo ele, que era dúvida com Elkeson... No ataque, porém, esteve o grande destaque do time: Jonas que fez 16,1 pontos.

Com o resultado, permanecemos na sexta posição. Estamos distante, mas ainda acreditamos e brigaremos pelo bi-campeonato.

O destaque da rodada foi o DrogFla do Pedro Black. Foram ótimos 126,02 pontos que mantiveram o time na terceira posição e em condições de brigar pelo título. Destaque para a defesa com Diego Renan (13), Rhodolfo (12,3), Dedé (10,1) e para o ataque fantástico com Junior (14,4), Jonas e Elias (17,7).

A liderança segue com o SLMB que já beira os 1800 pontos. Bons 102,62 pontos com destaque para os laterais Egídio (10,4) e Diego Renan e para a dupla de meias Elkeson (13,7) e Montillo (11,7).

Crônica de uma demissão anunciada

Ninguém dava pinta de confiar mais no tal "projeto" de Luxemburgo. Torcida, jogadores e até mesmo o treinador mostravam dia após dia que a situação do Atlético-MG era irreversível. Só Alexandre Kalil parecia crer numa virada. Talvez porque esta era a única opção do presidente atleticano.

Era. E deixou de ser quando Dorival Júnior foi demitido do Santos. Um ótimo treinador disponível no mercado certamente era o que faltava para o presidente do Atlético pensar, de fato, em substituir Luxemburgo. Aliás, não havia outra saída, depois da goleada de ontem.

O Fluminense entrou em campo precisando vencer para se recuperar. Por isso, colocou em campo Deco e Conca, mesmo longe da forma física ideal. Rodriguinho voltou a aparecer bem no ataque, aparecendo nas principais jogadas ofensivas. E os laterais mais uma vez se destacaram (Mariano inclusive, fazendo a primeira partida pós convocação).

No Galo, Luxemburgo optou por um esquema mais seguro, com três volantes. A opção era boa, mas deixou Daniel Carvalho muito isolado na armação. Faltava à Serginho e aos laterais chegarem mais ao ataque.

O primeiro tempo foi equilibrado. A vitória parcial do Fluminense graças à (mais) uma falha de Fábio Costa não era o resultado mais justo. E o jogo equilibrado, mudou graças a dois fatores no segundo tempo.

Primeiro as mexidas de Luxemburgo. Tirou Obina, que fazia boa partida, para colocar (outra vez no ataque) um inoperante Diego Souza. Depois tentou corrigir, colocando Neto Berola na vaga de Serginho. O time ficou mais exposto. E se escancarou após a expulsão, justa, de Alê.

Daí em diante o Fluminense fez a festa. Marcou mais três gols. Poderia ter feito mais. Viu Diego Souza ser expulso por entrada criminosa. E recuperou a confiança para se recolocar na disputa do título.

Já o Atlético-MG não encontrou outra alternativa. Luxemburgo foi demitido no vestiário. E deixa muito pouco para quem assumir o clube. Um time sem esquema tático, mal fisicamente e com a moral absolutamente abalada. Dorival e Levir Culpi são bons nomes. Mas o Galo vai precisar de mais do que um ótimo treinador para conquistar as oito vitórias em 14 jogos que podem salvar o time do rebaixamento.

Quanto à Luxemburgo, acumula mais um fracasso em sua vitoriosa carreira. No entanto, não dá mais para viver de passado. É preciso repensar, se reciclar e perceber que o futebol mudou demais de 2004 para cá. E Luxa, parece ter ficado parado no tempo, sentado sob suas glórias do passado.

Destaque da Rodada

Para alguns, ele já é o melhor jogador do Campeonato até aqui. Fato é que Montillo chegou e organizou o meio-campo do Cruzeiro. Graças (também) às suas atuações, o time mineiro desponta como um dos grandes candidatos ao título. E o argentino, agora faz parte desta lista:

Victor (Grêmio) - 1ª rodada
Wálter (Internacional) - 2ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 3ª e 17ª rodadas
Jonas (Grêmio) - 4ª e 24ª rodadas
Bruno César (Corinthians) - 5ª e 11ª rodadas
Hugo (Grêmio) - 6ª rodada
Dagoberto (São Paulo) - 7ª rodada
Fábio (Cruzeiro) - 8ª rodada
Caio (Avaí) - 9ª rodada
Alecsandro (Internacional) - 10ª rodada
Conca (Fluminense) - 12ª rodada
Elias (Corinthians) - 13ª rodada
William Magrão (Grêmio) - 14ª rodada
Jorge Henrique (Corinthians) - 15ª rodada
Elias (Atlético-GO) - 16ª e 19ª rodadas
Jéfferson (Botafogo) - 18ª e 20ª rodadas
Magno Alves (Ceará) - 21ª rodada
Jucilei (Corinthians) - 22ª rodada
Montillo (Cruzeiro) - 23ª rodada

Quem foi o destaque da 23ª rodada do Brasileirão?

Montillo (Cruzeiro)

66,67%
Egídio (Vitória)

13,33%
Lucas (São Paulo)

20,00%

Vamos agora conhecer os candidatos da 24ª rodada. Escolha e vote:

Elias (Corinthians) - Mais uma vez foi decisivo no líder. Marcou um gol e foi peça fundamental na vitória por 3 a 2 sobre o Santos. Foi destaque na 13ª rodada.

Jonas (Grêmio) - Segue sendo um dos principais jogadores na retomada gremista. Foi dele um dos gols no empate por 2 a 2 com o Flamengo. Foi destaque na 4ª rodada.

Carlinhos (Fluminense) - Dois gols e uma bela atuação na goleada do vice-líder sobre o Atlético-MG que derrubou Luxemburgo.

Quem foi o destaque da 24ª rodada do Brasileirão?

Elias (Corinthians)

Jonas (Grêmio)

Carlinhos (Fluminense)












Adilson e seus volantes

Me chamou muito a atenção na entrevista de Mano Menezes esta semana para o programa Roda Viva, quando ele falou do Corinthians após sua saída e do trabalho de Adilson Batista. Mano começou brincando que Adilson colocou mais um volante no time e depois disse que nem sempre isto representa um time mais defensivo. Prova disto, os números do Corinthians: melhor ataque do Brasileirão.

Adilson tem gosto por volantes. Mas não é qualquer um. No Cruzeiro foi criticado pelo excesso de jogadores da posição. Rapidamente, o meio com Fabrício, Marquinhos Paraná e Ramires tornou-se referência. Depois, com Henrique no lugar de Ramires, mudou a forma, mas manteve-se o nível. E no Corinthians, não é diferente.

No bom time que lidera, com justiça, o Campeonato Brasileiro, são os volantes que decidem e fazem a diferença. Principalmente Jucilei e Elias, que parecem melhores a cada jogo. Ontem, contra o Santos, foi assim.

O clássico paulista começou com o Santos melhor e atacando mais. O momento turbulento fora de campo parecia não prejudicar tanto o desempenho da equipe. Marcou após jogada de bola parada e parecia disposto a dominar o jogo. Mas o Corinthians tem seus volantes. E em ótima jogada de Jucilei, Iarley ficou livre para empatar.

O Santos seguia bem na partida e voltou a marcar, com Neymar, pivô da polêmica com Dorival e de atuação regular, após rebote de Júlio César. Mas após jogada de Bruno César, o misto de volante e meia Elias marcou mais um gol, empatando novamente o jogo.

Na etapa final os donos da casa seguiam melhores no jogo. Adilson mexeu bem. Ganhou cadência e força no meio com Moacir e Danilo. E o gol da vitória saiu, com Paulo André após jogada ensaiada na bola parada lateral.

3 a 2 para um time que não foi melhor em quase nenhum momento da partida. Mas que sabe do que é capaz e que está pronto para decidir. Pronto para decidir e pronto para ser campeão. Se o Corinthians parece sobrar na tabela, muito disto deve-se ao trabalho de Adilson. E claro, de seus ótimos volantes.

Tudo que vai, volta

Resolvi começar este texto pelo final por um motivo simples. Depois do empate com o Botafogo, no Rio, muitos cruzeirenses atacaram (com razão) Heber Roberto Lopes. Alguns, porém, passaram do ponto afirmando que o clube mineiro havia sido prejudicado para favorecer o Corinthians, que comemora 100 anos nesta temporada. Mas num país com a arbitragem tão ruim e defasada, tudo que vai volta. Quem é prejudicado num dia, acaba favorecido na rodada seguinte. A conta, no fim, acaba fechando.

Ontem o Cruzeiro contou com uma mãozinha de Cláudio Francisco Lima e Silva. Mas também com muita paciência e competência para vencer (merecidamente) um fechado e muito bem armado Ceará.

Os cearenses foram à Sete Lagoas para comprovar porque tinham a melhor defesa do Brasileirão. Num 3-5-2 que congestionava o meio-campo e marcava de perto as principais peças do Cruzeiro, os visitantes foram pressionados durante grande parte do jogo mas levaram poucos sustos. E ainda conseguiam ameaçar, nos raros mas muito bem organizados contra-ataques.

O Cruzeiro se portou bem. Apesar da pouca movimentação (que melhorou no segundo tempo após a saída de Roger) e de ter pouco espaço para seus principais jogadores brilharem, o time conseguia rodar a bola, tinha tranquilidade para tentar o bote e mostrou mais uma vez uma virtude fundamental para quem quer brigar pelo título: acreditou e buscou a vitória até no fim.

E ela veio, mesmo no fim. O penalti (bem marcado pela arbitragem) quando Ernandes, mesmo sem intenção e de costas, abriu os braços e impediu que a bola de Henrique chegasse ao gol foi mais uma vez bem batido por Montillo.

Pouco depois, o Ceará surpreendeu e chegou ao empate com Marcelo Nicácio. Gol mal anulado, como já dito acima. O lance era difícil e não indica má fé. Acontece e vão acontecer muitos outros ao longo do Campeonato. No fim, ainda houve tempo para o predestinado Farías marcar mais uma vez completando a festa argentina.

Festa argentina e festa do Cruzeiro. Que segue na briga pelo título sem deixar o Corinthians respirar. São nove jogos sem derrota, com sete vitórias. E um time que já passou por vitórias fáceis, viradas épicas, jogos complicados contra adversários diretos e outros desafios, segue mostrando novas facetas. A de ontem, foi a paciência.

A franqueza que os garotos precisavam

Depois de muito mistério, longas negociações, muitas possibilidades, a CBF anunciou o seu novo "coordenador da base", que será responsável por gerir e observar as seleções de base e também treinar o time sub-20 (que será responsável por levar o Brasil às Olimpíadas). E o escolhido foi Ney Franco, técnico do Coritiba, que assumirá após o fim do ano.

Ney Franco é um grande treinador. Competente, sereno, sério e muito profissional. Fez trabalhos muito interessantes na carreira, principalmente quando apostou em jovens. Aprendeu na base do Cruzeiro a selecionar bons garotos. Manteve o trabalho no Ipatinga, com resultado brilhante. E daí em diante, colecionou campanhas de bom nível.

Este ano, mostrou hombridade ao permanecer no Coritiba após o rebaixamento. E está no caminho certo para trazer o time de volta à Série A. Um caso raro e muito interessante.

Ney será braço direito de Mano. Futuramente, o esquerdo também. A renovação tão prometida pela CBF e pelo novo técnico passará diretamente pelas mãos de Ney Franco.

Que tem competência para o posto e sabe o que fazer. A CBF mais uma vez, parece ter acertado na mosca. Sorte dos novos talentos do país. Com Ney Franco, fica a certeza que eles serão reconhecidos e bem trabalhados.

Neymar Futebol Clube

A injusta demissão de Dorival Júnior do Santos Futebol Clube pegou a todos de surpresa. Por mais que o técnico já desse sinais de desgaste em sua relação com diretoria e jogador (sim, a palavra vai no singular), ninguém esperava o desfecho desta história de maneira tão repentina.

A escolha não é boa para ninguém. Na queda de braço entre Dorival Júnior e Neymar não há vencedor, apenas derrotados. Não só os dois, como tudo que cerca a desavença entre técnico e jogador saem perdendo nesta triste história.

Antes de mais nada, é preciso avaliar o que aconteceu no jogo Santos e Atlético-GO. Relatos dão conta de que o episódio dentro de campo foi apenas o início de um fato muito mais grave. Neymar teria discutido asperamente com o técnico no vestiário e atirado uma garrafa em um membro da comissão técnica. Fatos que muito provavelmente virão à tona agora, após a demissão do treinador.

Defendi aqui no blog, no dia seguinte ao episódio, uma punição severa ao jogador. Era preciso corrigir Neymar, um jogador ainda jovem, que tem muito a aprender e que tem tudo para ter um futuro brilhante à frente. Punir neste caso, serviria como um aprendizado fundamental para Neymar. Se um jogador não respeita seu treinador e seus companheiros de time, o que fará com adversários ou até mesmo com as pessoas na rua?

Mas Neymar tornou-se grande e importante demais para a diretoria do Santos deixar Dorival Júnior educá-lo. Justo ele, que recusou proposta milionária do Chelsea e fez um contrato exorbitante com o Santos, não poderia ficar fora do time. Principalmente após as saídas de Wesley e Robinho e a lesão de Ganso. O clube pensa no agora é pode estar desperdiçando o futuro.

Dorival foi firme. Íntegro como sempre em sua carreira. Além de baita técnico é uma grande pessoa. Quem já acompanhou seu trabalho de perto sabe disso. Com os títulos e o trabalho excelente que fez no Santos, tornou-se definitivamente da prateleira de cima. E acabou desempregado justamente por ter seguido seus princípios. Não lamento por ele. Dorival merecia mais respeito, mas tenho certeza que ele não durará duas semanas sem emprego.

Lamento muito mais pelo Santos. E também por Neymar. A imagem que fica é de que o garoto mimado pode fazer o que quiser e contará com o aval do clube. Da forma que for, ele precisa é estar em campo.

A diretoria perde um prestígio que vinha conquistando com um trabalho diferenciado. Cai na vala do comum. Não teve tato e competência para lidar com a situação.

Neymar se achará (talvez com razão) o dono da situação. Deve achar que foi uma grande vitória. Ledo engano. E talvez ele já comece a perceber isto na quinta-feira, quando Mano Menezes não deverá convocá-lo para a Seleção. Apenas o início de uma vida que promete ser muito mais dura com ele daqui em diante. Após toda esta história, o garoto fica proibido de errar. Afinal, precisará justificar dentro de campo, a decisão da diretoria.

No Santos, agora quem dá bola é o Neymar. Pobre do próximo treinador do Peixe...

MCerrada FC

O desempenho ruim da última rodada exigia mudanças. E elas vieram, escancaradas na escalação do MCerrada FC para a rodada 24 do Brasileirão.

Apesar da promessa que o 5-3-2 não perderia espaço, mudamos o esquema. A opção pelo 3-4-3 deve-se à falta de bons laterais para esta rodada e o excesso de meias em boa fase. De toda forma, o esquema defensivo não está descartado para o futuro e deve voltar em outras rodadas.

Com mais de 165 cartoletas de investimento, expectativa total de subir na tabela e recuperar posições e tempo perdidos.

Sete times aparecem na escalação. Apenas um visitante, que na verdade joga um clássico.

Confira os escolhidos da rodada:

Fábio (Cruzeiro), Alex Silva (São Paulo), Leandro Euzébio (Fluminense) e Edcarlos (Cruzeiro); Elias (Corinthians), Bernardo (Goiás), Lucas (São Paulo) e Montillo (Cruzeiro); Henrique (Vitória), Jonas (Grêmio) e Washington (Fluminense). Técnico: Sérgio Baresi (São Paulo).

Quando o poço não tem fundo

O futebol brasileiro é de uma enormidade e variedade de times impressionante. Times grandes, médios pequenos. De aluguel e tradicionais. E alguns, repletos de tradição, sofrem e agonizam com crises que parecem não ter fim. E neste caso, aquele ditado "nada é tão ruim que não possa piorar" parece fazer cada vez mais sentido.

Neste fim-de-semana quem parece ter encontrado o fundo do poço foi o Juventude. Depois de sofrer no Campeonato Gaúcho, acabou rebaixado à Série D do Brasileirão no ano que vem. Campeão Gaúcho, da Série B e da Copa do Brasil na década de 90, o Juventude se afunda numa crise difícil de sair.

E é difícil pois os recursos se esgotam, encontrar bons jogadores torna-se um milagre praticamente impossível e a tendência é se afundar de vez nas dívidas.

Prova do quão difícil é sair do fundo do poço é o Santa Cruz. Time de torcida empolgante e fenomenal, amargará em 2011 mais uma temporada na Série D. Mesmo estando sempre entre os recordistas de público no país.

O futebol pernambucano agoniza também com Náutico e Sport na Série B. Há anos, o estado não ficava sem um representante na elite nacional.

Isto sem falar de Bahia, Criciúma, Paraná, Portuguesa, Paysandu. Times de relativa tradição que estão afastados da Série A faz um bom tempo.

Uma pena para o futebol nacional. Principalmente por termos que aguentar alguns times de aluguel entre os grandes...

Quadro Negro - Palmeiras

Felipão está visivelmente nervoso. Suas mudanças não surtem efeito e o Palmeiras não emplaca. Ele pediu luta. E definitivamente, os jogadores têm se entregado dentro de campo. Insuficiente, porém, para fazer o time brilhar.

Com poucas opções, só os "messias" Felipão, Valdívia e Kléber são incapazes de fazer o Palmeiras reviver seu passado recente cheio de glórias.

A análise do Palmeiras e de onde pode chegar o time de Felipão está no Quadro Negro do Marcação Cerrada. Confira.

Bronca geral

A segunda-feira foi de bronca geral no CT do MCerrada FC. Apenas 50,49 pontos na rodada que afastaram o time da ponta da tabela e ainda fez com que dois adversários ultrapassassem a equipe na tabela.

A bronca começa pelo diretor de futebol, que dormiu demais no sábado e não acordou a tempo de tirar Fabrício e Caio, que não jogaram, do time. Passou por Ernandes, que fez 1,8 pontos negativos. E terminou com Elias, com pífeos 1,1 pontos.

A novidade no esquema, o 5-3-2 não será responsabilizada. Daremos mais uma rodada para a nova tática funcionar. Destaque positivo para Renan, mesmo tendo saído machucado, com 11,10 pontos. E também para Adilson Batista: treinador com 9,09 pontos é muito digno de nota.

Como já disse, caímos para a sexta posição. Mas não é motivo para crise. Bronca dada e certeza de crescimento na próxima rodada.

O destaque da rodada foi para o 4 de Março, da Marcela Carvalho. Ótimos 117,79 pontos. Boas apostas em Leandro Euzébio (13,5), Daniel Carvalho (16,3), Elias (20,2) e Jorge Henrique (13,6). Nenhum jogador ficou abaixo dos 5 pontos. Apesar do bom resultado, o time ainda é apenas o 17º colocado na classificação.

A liderança parece ficar cada vez mais folgada nas mãos do SLMB, do Rafael Andrade. Com os 83,59 desta rodada, o time já beira os 1700 no Campeonato. Grandes apostas em Victor (11,5) e Elias. Só não foi melhor pois Mariano e Guiñazu acabaram ficando com pontuação negativa. Pouco para afastar o SLMB do título.

Destaque da Rodada

O Corinthians não lidera o Brasileirão atoa. É o time com mais jogadores na lista de Destaques do Brasileirão até aqui. Jucilei também não foi convocado por Mano Menezes atoa. E provou na 22ª rodada, após ser o destaque do time no clássico contra o Fluminense.

Agora Jucilei é mais um do Timão nesta lista:

Victor (Grêmio) - 1ª rodada
Wálter (Internacional) - 2ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 3ª e 17ª rodadas
Jonas (Grêmio) - 4ª rodada
Bruno César (Corinthians) - 5ª e 11ª rodadas
Hugo (Grêmio) - 6ª rodada
Dagoberto (São Paulo) - 7ª rodada
Fábio (Cruzeiro) - 8ª rodada
Caio (Avaí) - 9ª rodada
Alecsandro (Internacional) - 10ª rodada
Conca (Fluminense) - 12ª rodada
Elias (Corinthians) - 13ª rodada
William Magrão (Grêmio) - 14ª rodada
Jorge Henrique (Corinthians) - 15ª rodada
Elias (Atlético-GO) - 16ª e 19ª rodadas
Jéfferson (Botafogo) - 18ª e 20ª rodadas
Magno Alves (Ceará) - 21ª rodada
Jucilei (Corinthians) - 22ª rodada

Quem foi o destaque da 22ª rodada do Brasileirão?

Rômulo (Cruzeiro)

40,00%
Jucilei (Corinthians)

46,67%
Tinga (Internacional)

13,33%

Vamos agora escolher o destaque da 23ª rodada. Confira os candidatos:

Montillo (Cruzeiro) - Autor de dois gols e melhor jogador no empate entre Cruzeiro e Botafogo no Engenhão, por 2 a 2.

Egídio (Vitória) - Bem na defesa ainda apareceu no apoio. Foi dele um dos gols da vitória do Vitória sobre o Atlético-MG em Sete Lagoas por 3 a 2.

Lucas (São Paulo) - De nome novo, o meia foi o destaque do clássico paulista, marcando um gol e dando o passe para o segundo, marcado por Fernandão.

Quem foi o destaque da 23ª rodada do Brasileirão?

Montillo (Cruzeiro)

Egídio (Vitória)

Lucas (São Paulo)












Gols e polêmicas no melhor jogo da rodada

A expectativa antes do jogo era que Botafogo e Cruzeiro fizessem a melhor partida da rodada. E mesmo antes do complemento dela, neste domingo, é difícil apostar que não será. Um jogo disputado, corrido, com poucas faltas e muitos gols. Que só não foi perfeito pela participação polêmica de Héber Roberto Lopes, que acabou como um dos protagonistas no confronto entre o terceiro e o quarto colocado.

No primeiro tempo, o Botafogo foi melhor e mereceu a vitória por 1 a 0. Joel escalou o time no 3-5-2, com dois volantes marcando os dois meias de Cuca (que apostou desde o início na dupla Roger-Montillo). Os donos da casa tinham a marcação muito bem encaixada e conseguiam chegar com perigo em velocidade. Quase sempre, pelo lado direito, onde Roger não ajudava Diego Renan na marcação.

Logo no início, o gol de Alessandro, após falha de Edcarlos. Conclusão de centro-avante, após fintar dois defensores dentro da área. O Cruzeiro tentava manter a posse de bola mas era pouco efetivo e o Botafogo chegava mais. Em que pese o gol mal anulado de Farías, quando Héber marcou saída de bola inexistente, indo contra o bandeirinha que tinha visão melhor do lance, como já disse acima a vitória parcial foi justa.

No segundo tempo, o Cruzeiro acertou o posicionamento. Thiago Ribeiro e Roger se revezavam na ajuda à Diego Renan. E o time passou a ser mais incisivo e veloz na frente. Principalmente porque Fahel cansou e Leandro Guerreiro não conseguia mais achar Montillo em campo. Não demorou para o Cruzeiro empatar, com penalti sofrido por Diego Renan e muito bem batido pelo argentino.

O Cruzeiro parecia revigorado e o Botafogo sentiu o jogo. Deu espaço no meio para o craque Montillo fazer fila e bater forte de fora da área. Um belo gol, de quem sabe. Gol de quem é responsável direto pela arrancada pós-Copa do time mineiro. O 2 a 1 parecia um resultado justo e o Botafogo parecia incapaz de reverter o quadro. O Cruzeiro tinha se encontrado e perdia chances, com Diego Renan e a mais clara com Thiago Ribeiro, que poderia ter avançado com a bola quando bateu praticamente de costas para o gol.

Veio o segundo lance polêmico do jogo. Falta duvidosa de Diego Renan em Maicosuel. Mais duvidosa ainda a posição do lance. Dentro ou fora da área? Héber assinalou penalti, que Loco Abreu bateu para empatar o jogo (quarto gol do uruguaio em cinco jogos). Para mim, dentro da área, mas não houve falta. Maicosuel se joga no lateral do Cruzeiro.

Daí em diante, o Cruzeiro se fechou para garantir um importante ponto e o Botafogo tentou (sem sucesso) definir na bola aérea. Pela pressão no fim, o empate me pareceu o resultado mais justo.

O Botafogo chega ao segundo jogo sem vencer, mas mostra força para brigar na parte de cima. Tem alternativas e bons jogadores. Se vai brigar pelo título, só o tempo dirá. Mas certamente estará entre os melhores colocados no fim.

Quanto ao Cruzeiro, mais um resultado de quem vai brigar pela ponta. Dentro ou fora de casa, contra o adversário que for, os mineiros tem jogado de igual para igual e buscado ótimos resultados. Principalmente, porque tem um craque argentino de tirar o fôlego, chamado Montillo.

Já Héber Roberto Lopes, fez mais uma arbitragem ruim na carreira. Não vou ser adepto da teoria da conspiração que defende o Corinthians em seu centenário. Mas Héber erra além da conta e segue sendo considerado um dos grandes juizes do país. Não dá para entender...

Se não fossem os desfalques...

Numericamente, o desempenho do MCerrada FC na rodada 22 não foi ruim. Foram 71,81 pontos, ainda acima da média. Mas ficou o sentimento de que poderia (e deveria) ser melhor se não fossem dois jogadores que prejudicaram a pontuação por problemas físicos.

O principal motivo para querer mais, é o fato de o time ter ido bem, mas ter ficado abaixo dos principais concorrentes na rodada. Nos mantivemos em quarto, mas vimos a distância para os líderes crescer e a vantagem para os concorrentes diminuir.

Tudo isto porque Fábio não entrou em campo. E Wellington Paulista durou apenas 10 minutos (conseguiu ainda fazer 0,7 pontos). O destaque individual foi o brigão Neymar, com 16,20 pontos. E olha que Dorival não o deixou bater o penalti, hein?! Novamente porém o ponto positivo do time foi a defesa, com boas atuações de Fágner (10,7) e Dedé (9,1) do Vasco. O que inclusive, gerará mudança na escalação do time para a próxima rodada. Importante mudança tática.

O melhor da rodada foi o Brahma Chips FC, do Guilherme Piu. 82,18 pontos, mesmo com Fábio e Wellington Paulista também no time. Destaque para o ataque, com Neymar e Jonas (17,9) e também para a boa aposta em Rômulo (11,8). Apesar da boa pontuação, o time apenas se manteve na nona posição da tabela.

O líder ainda é o SMLB, primeiro a ultrapassar os 1600 pontos na Liga. Nesta rodada foram 77,21 pontos. Destaque para as escolhas de Fágner, Neymar e Thiago Ribeiro (11,1). A vantagem para o segundo colocado ainda é folgada: 44,28 pontos.

Quanto vale uma invencibilidade?

Para o torcedor do Vasco, muito pouco. Depois da Copa do Mundo (e consequentemente da chegada de PC Gusmão) o time não perdeu mais. Desde a derrota por 4 a 0 para o Santos, ainda antes do Mundial, foram 14 jogos com cinco vitórias e nove empates. Isto mesmo, nove empates!

O excesso de jogos em igualdade irritou de vez ontem o vascaíno, que vaiou e reclamou da equipe após mais um empate em casa (desta vez contra o Avaí, em crise, com um jogador a menos). O quinto, nos últimos seis jogos.

Os números podem parecer ótimos, mas não são. Nos 14 jogos de invencibilidade, o Vasco fez 24 pontos. Se tivesse vencido oito e perdido seis, marcaria os mesmos 24 pontos. Ou seja, o desempenho não é tão bom assim.

Tanto é que o time ocupa apenas a 10ª posição. É apenas o sexto melhor time "pós-Copa". Fica mais distante do G-4 a cada rodada e parece mesmo fadado a brigar no meio da tabela. Não acredito que o Vasco vá acabar brigando contra o rebaixamento. Mas podia fazer mais, lutar mais.

Vale notar que PC Gusmão também está invicto. Ele, porém, durante o campeonato inteiro. Não perdeu antes da Copa, como técnico do Ceará. Não perdeu depois, como técnico do Vasco. Em que pesem os problemas de contusão que o técnico está enfrentando (que não são poucos e atacaram seus principais jogadores), PC me parece mais preocupado em aumentar o seu "recorde pessoal" do que levar o time carioca a algum lugar.

É bom o técnico abrir o olho. Ou pode ser o primeiro técnico demitido invicto neste Brasileirão.

Destaque da Rodada

O Ceará que começou bem o Brasileirão e caiu de rendimento só na 21ª rodada conseguiu colocar um jogador como Destaque da Rodada. Magno Alves brilhou na vitória por 2 a 1 contra o Santos e agora faz parte desta seleta lista:

Victor (Grêmio) - 1ª rodada
Wálter (Internacional) - 2ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 3ª e 17ª rodadas
Jonas (Grêmio) - 4ª rodada
Bruno César (Corinthians) - 5ª e 11ª rodadas
Hugo (Grêmio) - 6ª rodada
Dagoberto (São Paulo) - 7ª rodada
Fábio (Cruzeiro) - 8ª rodada
Caio (Avaí) - 9ª rodada
Alecsandro (Internacional) - 10ª rodada
Conca (Fluminense) - 12ª rodada
Elias (Corinthians) - 13ª rodada
William Magrão (Grêmio) - 14ª rodada
Jorge Henrique (Corinthians) - 15ª rodada
Elias (Atlético-GO) - 16ª e 19ª rodadas Jéfferson (Botafogo) - 18ª e 20ª rodadas
Magno Alves (Ceará) - 21ª rodada

Quem foi o destaque da 21ª rodada do Brasileirão?

Douglas (Grêmio)

25,00%
Kléberson (Flamengo)

16,67%
Magno Alves (Ceará)

58,33%

Vamos agora eleger o melhor da rodada 23. Confira os candidatos:

Rômulo (Cruzeiro) - Substituiu e muito bem o titular Jonathan. Marcou o primeiro gol, participou do segundo e foi um dos mais importantes jogadores do Cruzeiro contra o Guarani.

Jucilei (Corinthians) - Dominou o meio-campo no jogo mais importante da rodada. Perfeito nos desarmes, importante no ataque. Marcou o primeiro gol do Timão no 2 a 1 sobre o Fluminense.

Tinga (Internacional) - Fundamental em mais uma vitória do Inter sobre o São Paulo no Morumbi. O volante/meia foi o destaque do Colorado na vitória por 3 a 1.

Quem foi o destaque da 22ª rodada do Brasileirão?

Rômulo (Cruzeiro)

Jucilei (Corinthians)

Tinga (Internacional)












Hora de tomar atitude

Não restam dúvidas quanto ao talento e à qualidade de Neymar. É um jogador extraordinário, fora-de-série, que ainda tem muito a evoluir e tudo para se tornar um dos melhores do planeta. O que pode não acontecer, se não for tomada uma atitude severa agora.

Parece exagero, mas não é, quando Renê Simões (sereno como é) fala que estamos prestes a criar um monstro. E no "estamos" eu incluo torcedores, jornalistas, técnicos e jogadores. Por ser tão bom dentro de campo, acostumamos-nos a ficar despreocupado com o que Neymar faz fora dele. Ou o que faz dentro dele, sem a bola.

A discussão estúpida com Dorival Júnior, as reboladas e o bico ao fim do jogo precisam ser a gota d'água. Para o bem do Santos, do futebol e principalmente de Neymar.

O problema de ontem foi bem diferente do que teve Ganso com o treinador na final do Campeonato Paulista. Ganso não faltou com respeito com o técnico e com o grupo. Apenas indicou que para ele, o melhor caminho naquele momento era outro.

Aliás, Ganso faz muita falta a Neymar. Não só pela qualidade dentro de campo. Mas com ele, os holofotes se dividem e a pressão sobre o ainda garoto atacante é menor. Sendo o único foco que sobrou dos "Meninos da Vila", Neymar se deslumbrou, principalmente após a proposta do Chelsea. Achou que pode fazer tudo sozinho e pior: fazer o que quiser.

Pelo que conheço de Dorival Júnior, ele deve tomar uma atitude. O ideal seria afastar Neymar por um tempo, para que ele coloque a cabeça no lugar. E sem ele, com o foco novamente na equipe do Santos, talvez ele perceba que é só mais um. Um muito especial. Mas apenas mais um.

Derrota física

Mais uma derrota e a agonia do Atlético-MG no Brasileirão continua. Ontem, o time sofreu com aquele velho ditado: "pau que dá em Chico, dá em Francisco". Depois de vencer o Grêmio Prudente com um gol de Obina aos 42 do segundo tempo no fim-de-semana, foi derrotado pelo Atlético-PR por 2 a 1 ontem, levando o último tento aos 43 da etapa final.

Não assisti a partida e por isso não farei nenhuma análise do confronto. Pelo que vi, li e ouvi, a vitória dos paranaenses foi justa, pelo excesso de oportunidades que tiveram durante a partida.

O fato levantado será outro, para uma análise importante da situação do time mineiro.

É impressionante a quantidade de problemas físicos existentes no elenco atleticano. Jogo após jogo, algum jogador deixa a equipe com lesão muscular. Neto Berola, que está no clube há cinco meses, não consegue fazer uma partida completa. Isto sem falar no grande número de jogadores visivelmente fora da forma física ideal.

Já que Kalil dá sinais de que manterá mesmo Luxemburgo no comando da equipe mesmo com a campanha pífea até aqui, é preciso fazer cobranças sérias. E a primeira delas, deveria recair sobre Antônio Mello, que deve explicações.

Se Luxemburgo não consegue repetir a equipe e não consegue escalar o seu "time ideal", muito disto passa pelo trabalho do preparador físico do Galo. A hora de rever o tal projeto já passou faz tempo. Mas ainda há tempo para mudança de filosofia. Caso contrário, a Série B parece mesmo ser o caminho mais provável para o Atlético-MG.

Show, susto e tranquilidade

Só um time conseguiu vencer cinco jogos seguidos no Brasileirão 2010. O mesmo time que venceu seis e empatou uma nos últimos sete jogos. E não por acaso, tirou 11, dos 12 pontos que tinha de desvantagem para o líder Fluminense. Um ponto atrás dos primeiros colocados, o Cruzeiro prova que entrou de vez na disputa pelo título.

Contra o Guarani, Cuca novamente sofreu com os desfalques. Não teve Fábio, os dois laterais titulares, Marquinhos Paraná e perdeu Wellington Paulista antes dos 10 minutos. No 4-2-2-2, com Éverton auxiliando Montillo na armação, o Cruzeiro apostava na intensa movimentação e na manutenção da posse de bola para vencer o jogo.

Postado num defensivo, mas perigoso 3-6-1, o Guarani isolava Mazola mas dava bastante liberdade para seus alas chegarem em velocidade ao ataque. Só que não conseguia segurar o futebol vistoso e inteligente do adversário. O Cruzeiro jogava com facilidade. Teve mais de 65% da posse de bola e chegava com qualidade e facilidade ao gol. Não demorou para os gols saírem, primeiro com Rômulo, depois com Wallyson.

A expulsão (justa, ao meu ver) de Mazolla no fim do primeiro tempo encaminhou uma goleada e um show ainda maior no segundo tempo. Cuca mexeu pensando em segurar jogadores que estavam pendurados. De fato, parecia fácil, mas os gols perdidos principalmente por Wallyson complicaram o jogo.

Foram 10 minutos de cochilo do Cruzeiro para o Guarani dominar o meio-campo e dar o susto. Dois gols seguidos e um empate heróico com um jogador a menos. Mas não demorou e o Cruzeiro marcou mais duas vezes (Fabinho e Farías) antes de se dar ao luxo de perder pelo menos mais três ótimas chances de gol.

O futebol vistoso e a quinta vitória consecutiva empolgam. O Cruzeiro não tem o melhor time e nem o melhor elenco. Mas tem o grupo mais homogêneo do Brasileirão. Os reservas estão à altura dos titulares e Cuca tem opções de sobra para montar seu time mesmo em meio à tantos desfalques. Se o vacilo pode ser fatal em outras partidas, fica o alento pela consciência e pela qualidade apresentados diante de mais um adversário.

Quadro Negro - América-MG

A boa e importante vitória sobre o atual líder da Série B dá motivos de sobra para animar o torcedor do América. Com o triunfo, o time voltou provisoriamente ao G-4 e mostrou que tem alternativas para voltar à elite.

O pouco agressivo 3-6-1 de Mauro Fernandes na etapa inicial, e o ofensivo 4-3-3 após a expulsão de Maicon estão no Quadro Negro do Marcação Cerrada.

Para acompanhar, clique aqui.

MCerrada FC

Vem aí mais uma rodada do Brasileirão. E preparem-se: vem aí mais um show do MCerrada FC. Com altíssimo investimento (170 cartoletas) a expectativa para esta rodada é das melhores possíveis.

De olho na terceira colocação, mantivemos o 4-3-3 que tem funcionado bem e apostamos em seis, dos dez mandantes.

Olho na defesa, que mais uma vez, promete ser destaque.

Vamos aos escolhidos:

Fábio (Cruzeiro), Fágner (Vasco), Wallace (Vitória), Dedé (Vasco) e Paulinho (Atlético-PR); Elkesson (Vitória), Conca (Fluminense) e Montillo (Cruzeiro); Éder Luís (Vasco), Neymar (Santos) e Wellington Paulista (Cruzeiro). Técnico: Dorival Júnior (Santos).

O show é garantido

No futebol atual, não há nada melhor do que ver o Barcelona em campo. Um verdadeiro espetáculo. Um tapa na cara de quem fala que para vencer, no futebol "moderno", é preciso jogar feio. Os espanhóis quebram todos os paradigmas e não por acaso, criaram uma forma de vencer e encantar que se mostra cada vez mais efetiva.

É fato que nem sempre os resultados acontecem. Por isso, o time acabou derrotado pela retranca bem armada pela Inter na última Champions. E foi derrotado, em casa, pelo modesto Hércules na última rodada do Campeonato Espanhol (com quatro titulares no banco de reservas).

Ontem, o time poderia ter perdido. Afinal, era infinitamente superior, tinha mais de 70% da posse de bola, parecia perto do gol, quando Govou marcou o surpreendente gol do Panathinaikos. Mas, como de costume, o Barcelona não se assustou e não mudou seu estilo de jogar. Seguiu marcando no campo de ataque e tocando a bola com paciência em busca do melhor espaço.

E como se fosse a coisa mais simples do mundo, os gols vão saindo. Um atrás do outro. Cada um mais bonito que o outro. Messi duas vezes, Villa, Pedro e Daniel Alves. 5 a 1, fora o baile. Os gregos ficaram na roda como outros já ficaram e como muita gente certamente ficará.

Além da base da Espanha, campeã do mundo, o Barcelona tem um "plus" de encher os olhos. Messi é extraordinário. Ontem, seu show teve vários capítulos. Além dos dois gols, acertou duas bolas na trave, sofreu (e perdeu) um penalti, driblou, colocou seus companheiros na cara do gol. Um repertório de tirar o fôlego e encher os olhos.

Para o encantador Barcelona, tudo parece fácil. O passe, a movimentação. É de uma simplicidade ímpar e de uma beleza rara. Não é exagero colocá-los mais uma vez, como favoritos à todos os títulos da temporada. Podem não vencer, já que futebol não é uma ciência exata. Mas o show, este sim, é garantido!

Chegando devagar...

Sem pressa já que passamos agora da metade do Campeonato, o MCerrada FC vai se aproximando da ponta da tabela. Depois da sabotagem na primeira rodada do returno, podemos escolher o nosso time e fomos bem. Com 78,02 pontos, apenas dois times foram melhores do que o MCerrada FC.

Desta vez, a pontuação ficou bem distribuída e nenhum setor mereceu destaque. A defesa novamente foi muito bem, apesar da ausência de Fabrício, que não foi escalado por Felipão. Destaque para Índio, que fez 15 pontos. No meio-campo, Maicosuel ajudou a subir a média com seus 10,4. E na frente, o salvador Obina com 13,4 foi o único a balançar as redes.

Perdemos uma posição para o DrogFla, mas não pela rodada. O time acabou de entrar na Liga e já vinha com muitos pontos. A vantagem para o líder é maior do que 75 pontos. Parece muito, mas para o MCerrada FC não é, podem apostar.

O destaque da rodada foi o Polaska Sport Club, do Bráulio Coutinho. Bons 83,83 pontos, mas que não mudaram a posição do time na classificação, continuando apenas em 13º. Destaque para Mariano (11,2), Réver (12,2), Maicosuel e Obina. Vacilou por também escalar Fabrício, que acabou não entrando em campo.

A liderança segue com o SLMB, que fez 72,93 pontos e mantém a regularidade. Destaque para Renan (11,5), Réver e Obina. Assim como os outros, caiu na pegadinha do Fabrício.

Vitória de um candidato (2)

Muitos gostam de afirmar que o Botafogo de Joel Santana não tem elenco para brigar pelo título nacional. O que dizer da vitória sobre o São Paulo, em ascenção, com um caminhão de desfalques e dois problemas de lesão durante o jogo?

O Botafogo entrou em campo sem Somália e sem sua dupla de ataque titular, Jóbson e Herrera. Ausências importantes, que fizeram Joel Santana apostar em um esquema apenas com Loco Abreu no comando do ataque. Mesmo assim, desde o início, o time manteve a vocação ofensiva (marca até aqui no Brasileirão) e era melhor na partida.

O esquema com apenas um atacante durou pouco. Joel perdeu Marcelo Cordeiro logo no início, e sem opções defensivas, optou por colocar Edno em campo, recuando Renato Cajá. O dia não era dos Marcelos, e como se não bastasse, pouco depois Marcelo Mattos acabou deixando o campo, também machucado. O corajoso Joel Santana, optou por colocar Caio, deixando seu time praticamente com quatro atacantes ainda na etapa inicial.

Enquanto o São Paulo parecia pouco interessado na vitória, o Botafogo batalhava e buscava o gol. Perdeu algumas chances até marcar (já no segundo tempo), com Loco Abreu após boa jogada de Caio. Em uma das poucas chances que teve no jogo, Dagoberto não conseguiu empatar pouco depois.

Já no fim, um bom contra-ataque botafoguense decretou a vitória. Renato Cajá e Edno fizeram boa jogada e o último não deu chances a Rogério Ceni ao marcar o segundo. Um justo 2 a 0 no Engenhão.

Assim como o Cruzeiro, o Botafogo encosta nos líderes e se coloca como candidato ao título. Por mais que teimem em dizer que o time não tem elenco para isto. Vitórias como esta, contra um forte adversário, repleto de desfalques, mostram que o time pode surpreender. Se está longe de ser favorito, a vocação ofensiva e o apetite de seus atacantes, tornam o Botafogo um agradável concorrente na ponta do Brasileirão.

Vitória de um candidato (1)

Depois de ver os dois primeiros colocados tropeçarem no sábado, não havia outro pensamento para o Cruzeiro senão buscar a quarta vitória consecutiva mesmo muito desfalcado e jogando fora de casa. O adversário era um Avaí em crise, sem vencer há seis partidas, num carregado gramado em Santa Catarina.

Logo, os mineiros tomaram a iniciativa do jogo desde o apito inicial. O Cruzeiro tinha a posse de bola, mas não era contundente ofensivamente, muito pela pouca participação de Roger e Thiago Ribeiro. O Avaí sem sua dupla de ataque titular, apostava em Sávio, que ainda sem ritmo de jogo não conseguia dar seqüência às jogadas, obrigando o time a apelar seguidamente para a ligação direta.

O fraco primeiro tempo só não passou sem nenhuma nota que merecesse destaque por dois motivos. O primeiro, o gol do Cruzeiro, marcado por Roger em cobrança de pênalti aos 24 minutos, após o único lance de perigo da etapa inicial. O segundo, pela confusa arbitragem do goiano André Luiz de Freitas Castro, que errou a dose nos cartões, deixou de marcar faltas claras e acabou conseguindo desagradar os dois times.

No segundo tempo, o Avaí voltou com Leandro Bonfim para melhorar o passe no meio-campo e tentar ficar mais tempo com a bola. O Cruzeiro, com quatro jogadores amarelados voltou com o mesmo time. E não demorou para perder Marquinhos Paraná, expulso.

Com um a mais, o Avaí exercia uma falsa pressão. Tinha a bola mas pouco ameaçava o gol de Fábio. Quando tentou abafar o adversário, com as entradas de Laércio e Jéferson, acabou vendo o Cruzeiro praticamente definir o jogo após contra-ataque que começou com a roubada de bola e a saída em velocidade de Fabrício e o passe para Thiago Ribeiro contar com a sorte para marcar. Aos 34 minutos, Laércio diminuiu para os catarinenses, que esboçaram uma pressão mas não tiveram fôlego para buscar o empate.

Enquanto os avaianos amargam uma crise e já estão apenas três pontos acima da zona da degola, o Cruzeiro aproveita os tropeços e aos poucos se candidata a brigar pelo título. Das 10 vitórias da Raposa no Brasileirão, nove foram com a diferença mínima no placar. Parece pouco. Mas é mais que suficiente para respeitar o time de Cuca na luta pela ponta.

E a estrela sorriu para ele novamente

Uma vitória não servia para tirar Atlético-MG ou Grêmio Prudente da zona do rebaixamento. Mas tornou-se essencial a partir do momento em que os times começavam a ficar afastado demais do restante dos adversários, inclusive fazendo com que as vitórias não representassem subida na tabela.

Com o dever da vitória e jogando em casa, com o apoio da torcida, o Galo tomou a rédea dos jogos desde o início. Com Ricardinho, Diego Souza, Daniel Carvalho e Obina, a expectativa era de mais fluência ofensiva, capaz de finalmente jogar como um time. Não foi o que aconteceu. Contra um adversário fraco tecnicamente e postado de maneira extremamente defensiva, o Atlético tinha a bola mas não conseguia ameaçar. Faltava capricho no último passe.

Quando finalmente acertou, faltou sorte e competência nas finalizações. A bola de Obina parou na trave e Daniel Carvalho, com o gol escancarado, jogou longe. Fora isto, um festival de cruzamentos errados, principalmente com Diego Macedo pelo lado direito.

Na etapa final, o Atlético-MG demonstrava nervosismo pelo fato de não conseguir marcar. E aos poucos, os paulistas se soltaram. Em determinados momentos da etapa final, eram mais perigosos, tinham mais a bola e pareciam mais perto do gol. O nervosismo é natural, e fará parte daqui em diante, do cotidiano dos jogos de ambas as equipes, principalmente dos mineiros onde a pressão é infinitamente maior.

Mas assim como aconteceu contra o Vasco, o atleticano estava destinado a sofrer até o fim. Só aos 42 minutos, em uma das poucas boas chegadas do Galo no segundo tempo, Obina matou no peito após boa jogada de Carvalho e Ricardinho e bateu de bate-pronto no canto direito. Um gol de craque de um atacante que parece cada vez mais destinado a ser o Messias atleticano.

Os 4 pontos em dois jogos servem como alento para um time que pode vislumbrar a saída da zona na próxima rodada. Mas vieram na base de sorte, força e raça e não de futebol. Para vencer adversários mais qualificados, o Galo precisará de muito mais do que isto. O Atlético-PR, na quarta-feira, já será certamente um desafio bem maior. Apenas vencer adversários candidatíssimos ao rebaixamento como Goiás e Prudente como fez nas últimas rodadas, certamente será insuficiente para deixar o time longe do desconforto. Mesmo com toda a luz que parece teimar em aparecer para Obina.

Destaque da Rodada

Convocado por Mano Menezes, Jéfferson tem mostrado crescimento no gol alvinegro. Na 20ª rodada, foi o destaque do Botafogo no 1 a 0 contra o Santos no Pacaembu. Fechou o gol. E garantiu mais uma vez o prêmio de destaque da rodada.

Agora, ele está na liderança do campeonato ao lado de Rogério Ceni, Bruno César e Elias. Confira:

Victor (Grêmio) - 1ª rodada
Wálter (Internacional) - 2ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 3ª e 17ª rodadas
Jonas (Grêmio) - 4ª rodada
Bruno César (Corinthians) - 5ª e 11ª rodadas
Hugo (Grêmio) - 6ª rodada
Dagoberto (São Paulo) - 7ª rodada
Fábio (Cruzeiro) - 8ª rodada
Caio (Avaí) - 9ª rodada
Alecsandro (Internacional) - 10ª rodada
Conca (Fluminense) - 12ª rodada
Elias (Corinthians) - 13ª rodada
William Magrão (Grêmio) - 14ª rodada
Jorge Henrique (Corinthians) - 15ª rodada
Elias (Atlético-GO) - 16ª e 19ª rodadas
Jéfferson (Botafogo) - 18ª e 20ª rodadas

Quem foi o destaque da 20ª rodada do Brasileirão?

Douglas (Grêmio)

25,00%
Jonathan (Cruzeiro)

33,33%
Jéfferson (Botafogo)

41,67%

Vamos agora escolher o destaque da 21ª rodada. Confira e vote:

Douglas (Grêmio) - Contra o ex-time foi decisivo mais uma vez. Marcou um belo gol, o único da vitória do Grêmio sobre o Corinthians no Pacaembu.

Kléberson (Flamengo) - Já que o ataque não marca, ele foi à frente para decidir para o Flamengo. Foram dele os dois gols no empate por 2 a 2 contra o Vitória.

Magno Alves (Ceará) - Aos 34 anos, mostrou que ainda pode ajudar o Vôvo. Marcou o primeiro gol e deu o passe para o segundo, no 2 a 1 dos cearenses sobre o Santos.

Quem foi o destaque da 21ª rodada do Brasileirão?

Douglas (Grêmio)

Kléberson (Flamengo)

Magno Alves (Ceará)












Quem quer ficar com a ponta?

O sábado do Brasileirão lembrou (e muito) o campeonato de 2009. Naquela época, toda vez que uma equipe surgia como favorita ao título, acabava encarando uma série de tropeços até ver seus concorrentes se aproximarem e rapidamente ultrapassaram. Aconteceu com Palmeiras, Atlético-MG, São Paulo e Inter, que acabaram deixando o título para o Flamengo.

Ontem, líder e vice-líder do Brasileirão acabaram derrotados, permitindo a aproximação de fortes concorrentes na disputa pela ponta da tabela. Os dois times tem campanha praticamente idênticas: o Corinthians tem três pontos e um jogo a menos.

Com 10 jogos e 10 vitórias como mandante no turno, o Corinthians veio para fazer sua primeira partida em casa na segunda metade da competição contra um Grêmio em recuperação. Sem perder há quatro jogos (2 vitórias e 2 empates) o time de Renato Gaúcho já começa a se afastar da zona de perigo.

E aprontou mais uma vez. De novo, com gol de Douglas, que assim como o time parece ter se encontrado como em um passe de mágica. O jogo no Pacaembu só foi bom nos minutos finais. Antes disso, um Corinthians com problema de articulação, principalmente pela ausência de laterais no elenco de Adilson Batista. Sem Alessandro e Roberto Carlos, o técnico foi obrigado a apostar em Moacir na direita e no zagueiro Leandro Castán pela esquerda.

O jogo só melhorou após o penalti e a expulsão de Vilson, do Grêmio. Os gaúchos venciam por 1 a 0, mas viam a situação se complicar no jogo. Victor defendeu a cobrança de Iarley. E na base da raça, o Grêmio conseguiu segurar a pressão e sair com três fundamentais pontos.

No outro jogo, o Fluminense foi derrotado pelo Atlético-GO, outro da parte de baixo que mostra evolução. Graças (mais uma vez) à Elias. Foi dele a jogada do primeiro gol goiano, marcado por William. Outra vez, o Flu sentiu muito a falta de Émerson, que deixa o time completamente dependente das ações da dupla Conca-Deco. Aliás, foi deles a jogada do gol de Washington (mais um).

O 1 a 1 se encaminhava para ser o resultado do jogo quando Gilson foi expulso. Com um a mais o Fluminense se lançou ao ataque de qualquer maneira. Buscou o gol a todo custo. E nervoso já que a bola não entrava, acabou deixando espaços atrás. O castigo veio nos acréscimos, quando Juninho decretou a vitória dos donos da casa.

Fluminense e Corinthians foram derrotados. Os dois tinham um jogador a mais em campo. O Corinthians venceu apenas 2 dois últimos cinco jogos. O Flu, apenas duas vitórias nos últimos seis jogos. Os líderes, que davam sinais de disparar e polarizar a disputa pelo título deixaram os adversários se aproximarem. E agora, serão obrigados a se enfrentar na quarta-feira. Um duelo que promete ser eletrizante. E que vai mostrar qual dos dois quer de verdade ficar com a ponta.

Quadro Negro - São Paulo

O São Paulo de Sérgio Baresi já tem uma nova cara. E um "rostinho bonito" que se mostra capaz de surpreender mais uma vez no Campeonato Brasileiro.

Tudo isto graças à evolução de um jogador que veio da base para comandar o time: Marcelinho.

As inovações de Baresi e propostas para o futuro tricolor, no Quadro Negro do Marcação Cerrada.

Confiram clicando aqui.

MCerrada FC

Aquele papo que time grande joga apenas com a camisa não é furado. E o MCerrada FC é a prova viva disto. Depois de ser boicotado pelo Cartola na última rodada, onde fomos impedidos de fazer o login e escalar o nosso time, conseguimos uma boa pontuação: 81,18.

Na verdade, o fundamental para entrar no jogo era tirar Montillo e Wellington Paulista, que não entraram em campo na rodada. Com dois jogadores a mais, provavelmente aumentaríamos a nossa pontuação. Mas não conseguiram nos derrubar. Pelo contrário, o MCerrada FC está de volta ainda mais forte.

Novamente a defesa foi o ponto forte. Tirando o goleiro Fernando Prass (0,7), todos foram muito bem. Destaque para o trio Mariano (10,6), Dedé (12,3) e Paulo César (11,7). No meio Conca mais uma vez brilhou, com 14 pontos.

Com o resultado, vimos os dois primeiros desgarrarem, mas mantivemos a terceira posição, o que foi importante nesta rodada complicada.

O destaque da rodada foi o vice-líder Zanotteraégol, do Pedro Zanotti. Foram quase 112 pontos, que o aproximaram da ponta da tabela. Destaque para o sensacional meio-campo, formado por Conca, Elkesson e Deco, todos acima dos 14 pontos. Boa aposta também no artilheiro Washington, que fez 17. A distância para o líder SLMB agora é de 42,29 pontos.

Sem mais delongas, segue o time do MCerrada FC para a rodada deste fim-de-semana, agora devidamente escalado:

Marcelo Lomba (Flamengo), Nei (Internacional), Fabrício (Palmeiras), Índio (Internacional) e Márcio Careca (Guarani); Diego Souza (Atlético-MG), Maicosuel (Botafogo) e Bruno César (Corinthians); Kléber (Palmeiras), Obina (Atlético-MG) e Leandro Damião (Internacional). Técnico: Adilson Batista (Corinthians).

De fato, G-4

Santos e Botafogo tem dois dos times mais ofensivos do Campeonato Brasileiro. Ambos estavam no fim do primeiro turno entre os cinco times que mais balançaram as redes. A expectativa, portanto, era de um jogo ofensivo e cheio de gols no Pacaembu. Não aconteceu.

Primeiro porque o Botafogo, do maduro Joel Santana, também amadurece como time. Cada vez mais, o Botafogo se mostra consciente de quando deve atacar e quando deve defender. E ontem, o time entrou em campo disposto a eliminar as melhores jogadas do Santos. Com três volantes no meio e laterais que pouco apoiavam, o time anulou boa parte das chegadas do adversário.

Boa parte mas não todas. Na qualidade individual, o Santos até conseguiu criar alguma coisa. A maioria, quando a bola passava pelos pés de Neymar. Mas aí, o time parou na ótima atuação de Jéfferson (mais uma). Keirrison, jogando muito no meio dos zagueiros, de costas para o gol, voltou a fazer uma atuação sem brilho. E o 0 a 0 acabou sendo o placar no fim da etapa inicial.

No segundo tempo, o Santos voltou com Mádson para tentar ter velocidade e jogada pelos lados como alternativa para furar a defesa do Botafogo. O time tinha a bola, mas não chegava. E de tanto martelar, acabou cansando e cedendo ao empate. Que aliás, parecia o resultado óbvio no fim do jogo quando o surpreendente Loco Abreu conseguiu uma jogada espetacular dentro da área e marcou o gol da vitória dos cariocas.

O 1 a 0 pareceu um castigo num jogo que não merecia gols. O Botafogo entrou mais disposto a defender do que atacar e o Santos sentiu muito a falta de Ganso, principalmente porque Marquinhos teve atuação apagada, muito bem marcado.

O resultado coloca o Botafogo na terceira posição e mostra que maturidade e bom elenco vão levar o time a uma bela campanha. Dá para chegar com o que tem em mãos. Basta jogar como ontem: sabendo quando se expor e quando definir.

Santos e Inter (ainda com um jogo a menos) saem do G-4. Que volta a ser G-4, com Fluminense, Corinthians, Botafogo e Cruzeiro. De toda forma, é bom encarar que os seis primeiros tem tudo para ir à Libertdores. Apesar das derrotas na rodada, Internacional e Santos dificilmente deixarão o pelotão de frente.

Dois pontos perdidos

Vasco e Atlético-MG tem motivos para pensar que perderam dois pontos ontem em São Januário. Foi o típico resultado que não ficou bom para nenhum dos dois times. Não resolveu para o Vasco, que continua longe do G-4. Não resolveu para o Galo, que continua longe de deixar a zona de rebaixamento.

Enquanto PC Gusmão tentou montar um time recheado de problemas ofensivos (sem Carlos Alberto, Felipe e Zé Roberto), Luxemburgo optou por um estranho esquema na etapa inicial. O 3-5-2 não tinha nenhum "atacante de ofício". Diego Souza e Daniel Carvalho, meias de origem, eram os homens mais avançados do time mineiro.

No primeiro tempo, o Vasco teve a bola mas não teve qualidade para criar algo diferente. O meio-campo com muitos volantes e um apagado Fumagalli não rendeu e faltava qualidade para deixar Éder Luís e Nunes em condições de concluir. A proposta do Atlético-MG era clara, mas claramente não dava para fazer com o que tinha em campo. O objetivo era esperar o erro do Vasco para definir nos contra-ataques. Mas faltava velocidade e homens de frente para levar perigo.

E numa etapa inicial fraca e praticamente sem chances de gol, Éder Luís foi o único a tentar algo diferente. Sem receber bolas, voltou para buscar o jogo, limpou na entrada da área e acertou um belo chute para abrir o placar.

No segundo tempo, Luxemburgo tentou corrigir o erro da etapa inicial. Tirou um zagueiro e um volante para a entrada de Ricardinho e Neto Berola, o atacante rápido que fez falta no primeiro tempo. O Galo melhorou, passou a ter mais a bola, mas não conseguia criar muita coisa. Sem seus principais jogadores, o Vasco aos poucos se retraiu e mostrou-se satisfeito com o resultado.

Sem criatividade, só na bola parada os mineiros poderiam conseguir alguma coisa. Na primeira, Daniel Carvalho acertou a trave. Pouco depois, sofreu um penalti bobo de Nilton, que Ricardinho bateu para empatar o jogo. Um justo castigo para um Vasco que só quis se defender na etapa final.

Destaque da Rodada

O time dele está na zona de rebaixamento. Mas nas últimas rodadas, Elias tornou-se um dos grandes jogadores do Brasileirão. Na última rodada do turno, voltou a se destacar, marcando dois gols contra o Vitória na goleada por 4 a 1. Agora, se junta à Rogério Ceni e Bruno César na liderança da disputa pelo prêmio de Destaque do Campeonato. Veja:

Victor (Grêmio) - 1ª rodada
Wálter (Internacional) - 2ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 3ª e 17ª rodadas
Jonas (Grêmio) - 4ª rodada
Bruno César (Corinthians) - 5ª e 11ª rodadas
Hugo (Grêmio) - 6ª rodada
Dagoberto (São Paulo) - 7ª rodada
Fábio (Cruzeiro) - 8ª rodada
Caio (Avaí) - 9ª rodada
Alecsandro (Internacional) - 10ª rodada
Conca (Fluminense) - 12ª rodada
Elias (Corinthians) - 13ª rodada
William Magrão (Grêmio) - 14ª rodada
Jorge Henrique (Corinthians) - 15ª rodada
Elias (Atlético-GO) - 16ª e 19ª rodadas
Jéfferson (Botafogo) - 18ª rodada

Quem foi o destaque da 19ª rodada do Brasileirão?

Iarley (Corinthians)

21,05%
Roger (Cruzeiro)

26,32%
Elias (Atlético-GO)

52,63%

Vamos aos melhores da 20ª rodada. Escolha e vote:

Douglas (Grêmio) - Marcou um belo gol de falta que garantiu o Grêmio fora da zona de rebaixamento. Dentro de campo, deu carrinho, participou do jogo e comandou o time.

Jonathan (Cruzeiro) - Voltou a jogar como no ano passado. Foi dele o belo passe para o único gol da vitória do Cruzeiro sobre o Internacional.

Jéfferson (Botafogo) - Fechou o gol no primeiro tempo e garantiu o 0 a 0. No segundo, Loco Abreu marcou o da vitória do Botafogo sobre o Santos. Foi destaque na 18ª rodada.

Quem foi o destaque da 20ª rodada do Brasileirão?

Douglas (Grêmio)

Jonathan (Cruzeiro)

Jéfferson (Botafogo)












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O Palmeiras manteve a base mas não conseguiu os camarões que Felipão pediu. Deve manter o 4-2-3-1 em 2012.

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