O empate entre Grêmio e Avaí pode ser considerado ruim para os dois times. Para o Grêmio pois empatou em casa contra o ex-lanterna e pior time do Campeonato até aqui. Dois pontos desperdiçados. Para o Avaí, pois vencia por 2 a 0 e estava muito próximo da primeira vitória e levou o gol de empate nos minutos finais.
Não vi o jogo, de arbitragem confusa, por isto não me apegarei ao confronto em si. O fato é que após o jogo Renato Gaúcho pediu demissão do Grêmio (ainda não confirmado oficialmente pelo clube, mas já exposto pelo seu empresário no Twitter). Decisão que, assim como o resultado da partida, é ruim para os dois lados.
É fato que Renato Gaúcho não conseguiu dar ao Grêmio a cara que queria em 2011. Chegou ano passado e rapidamente começou campanha de recuperação ancorada em um 4-3-1-2 absolutamente funcional. Deu certo e levou o time gaúcho à Libertadores.
Em 2011 não foi assim. Renato seguiu preso ao esquema, sem perceber a profunda mudança pela qual o elenco passou. Não conseguiu adaptar o novo time ao velho esquema e quando tentou se adaptar ao novo time não se encontrou.
Independente disto, Renato não é o culpado pelo momento ruim do time gaúcho. Faltam peças importantes para entrar no elenco, sejam jogadores recém-contratados (Miralles e Gilberto Silva, por exemplo) ou que estavam machucados e estão voltando agora (como Leandro e André Lima). A tendência natural é de crescimento, qualquer que seja o treinador.
Renato Gaúcho deixa para trás um trabalho sólido, em um clube onde é muito respeitado. Anteontem, falava-se em fazer dele o "Ferguson do Grêmio". Faltou paciência para o treinador, que se viu como responsável pelo momento ruim de um clube que ele gosta e respeita. Na busca por um novo clube, certamente não terá o mesmo respaldo de diretoria e torcida. E pode retomar o momento de altos e baixos que vivia antes de voltar ao clube gaúcho.
Quanto ao Grêmio, terá que se virar para as opções escassas do mercado. Apostar no vice-campeão da Libertadores, Aguirre, é um risco. O sistema defensivo do treinador dificilmente seria bem aceito por aqui, embora seja tão funcional quanto o de Muricy Ramalho, por exemplo. Celso Roth é sair de um técnico adorado e idolatrado pela torcida para o completo oposto. Adilson e Cuca com imagem arranhada e momento onde o ideal é se desligar e se reciclar, também geram insegurança.
Não restam dúvidas: a saída de Renato Gaúcho, hoje, não é boa para ninguém.
Duas vitórias consecutivas e o crescimento de Ronaldinho Gaúcho. Tudo isto passa por um time organizado taticamente e que vive momento de crescimento no Brasileirão.
Confira a análise do Flamengo no Quadro Negro do Marcação Cerrada clicando aqui.
Em 2010, a Petrobras fez um trabalho muito legal com os times da Série A do Campeonato Brasileiro. O projeto Todas as Torcidas fez mini-documentários mostrando um lado muito legal de cada uma das torcidas da elite do futebol nacional.
Em 2011, o projeto continua. Não serão feitos vídeos dos 16 times que permaneceram na Série A. Mas é hora de mostrar as quatro "novidades" desta temporada.
E começaram com o pé direito, com o Bahia. Mais uma vez, trabalho de tirar o chapéu. Confiram no vídeo abaixo:
Acha que a força da torcida do Bahia é coisa de documentário? Clique aqui e veja outro vídeo, da recepção ao time nesse domingo, depois de duas vitórias consecutivas fora de casa. Cerca de 200 torcedores foram receber os jogadores no aeroporto de Salvador.
Os vídeos que a Petrobras fez no ano passado, você confere no site do Todas as Torcidas. Vale a pena! Figueirense, Coritiba e América vão ter seus vídeos postados no site até o fim de julho.
Enquanto isto, o Bahia vai se organizando no Brasileirão. Duas vitórias consecutivas e um crescimento inesperado.
Eu, sinceramente, torço para que o Bahia consiga se manter na elite por longo tempo.
Não restam mais desculpas. Não restam mais palavras. O M.Cerrada FC só não desiste por respeito aos concorrentes. A situação é preta e lamentável. E mais uma rodada com desempenho abaixo do aceitável: 33,01 pontos.
Simplesmente o 29º desempenho da Liga na rodada. Despencamos 4 posições, caindo para o 21º lugar. E a culpa desta vez tem nome: Rafael Moura. Bizarros 8,3 pontos negativos, diga-se de passagem graças a uma expulsão injusta contra o Avaí. Injusta mas imperdoável. O He-Man nunca mais estará no elenco do Marcação. E torcemos para que ele vá jogar no River Plate!
Apenas Elkeson (17,1) e D'Alessandro (10) salvaram. Pouco, muito pouco, para quem começou o ano falando em título.
O destaque da rodada foi o Atlético Knarin, do Siru Meirelles. Ótimos 84,57 pontos. Grandes apostas em Bolívar (10,6), Elkeson, Montillo (16,1) e Leandro Damião (11,8). Não apostou em Rafael Moura e só não foi melhor pois Muriel fez 2 pontos negativos e atrapalhou. O desempenho manteve o time na vice-liderança, se aproximando da ponta.
Que segue ocupada pelo TássioSpuriFC, com apenas 14 pontos de vantagem. Nesta rodada foram ótimos 74,67 pontos. Das grandes apostas do Knarin, só não contratou Bolívar. Foi o que diferenciou a pontuação dos dois times, já que Muriel também estava nos dois elencos. Apostas parecidas de dois times fortes, que vão deixando os outros concorrentes para trás.
O líder do campeonato demorou para ter um grande destaque individual. E começou com seu grande ídolo. Rogério Ceni, que pegou até penalti na 5ª rodada, foi eleito e agora faz parte da lista:
Bernardo (Vasco) - 1ª rodada Leonardo Silva (Atlético-MG) - 2ª rodada Anderson Aquino (Coritiba) - 3ª rodada William (Corinthians) - 4ª rodada Rogério Ceni (São Paulo) - 5ª rodada
Quem foi o destaque da 5ª rodada do Brasileirão?
Jóbson (Bahia)
21,43%
Luan (Palmeiras)
21,43%
Rogério Ceni (São Paulo)
57,14%
Vamos agora ao destaque da 6ª rodada. Confira os candidatos e vote:
Liédson (Corinthians) - Marcar três gols num clássico contra o São Paulo, em cima do goleiro que se destacou na última rodada. Não precisa mais nada.
D'Alessandro (Internacional) - Duas assistências e mais uma grande partida com a camisa do Internacional conta o Figueirense.
Fernando Prass (Vasco) - Defesas memoráveis, inclusive uma no estilo Gordon Banks, garantiram a vitória do Vasco por 1 a 0 sobre o Atlético-GO.
Bastou 25 minutos de bom futebol para que um time se sobressaísse no Engenhão. E não foi o Atlético-MG, que chegou a 7 derrotas em 7 jogos no estádio. O sábado foi de "renascimento" do Flamengo, que goleou e afastou, mesmo que provisoriamente, a crise que rondava a Gávea.
Luxemburgo tinha problemas para armar o meio-campo. Fez a aposta certa no jovem Luiz Antônio e colocou mais um zagueiro no time. A idéia era interessante: dar liberdade aos bons alas para atacar. Na frente, manteve o rodízio, dando mais uma oportunidade para Wanderley.
No Galo, Dorival Júnior voltou a errar na avaliação, e outra vez foi obrigado a acertar e melhorar o time no intervalo. A opção por Dudu Cearense e Serginho como volantes e dois meias (Giovanni Augusto e Daniel Carvalho) deixou o time desprotegido na defesa e com pouco poder de marcação. Tomar a bola, só com o erro do adversário.
E no primeiro tempo não faltaram erros. Dos dois lados. Os passes errados apareceram em profusão e impediram que os dois times ameaçassem o gol adversário. A etapa inicial foi sonolenta e cansativa. Para quem assistia, inclusive os goleiros, que mal participaram do jogo.
No segundo tempo, o panorama parecia seguir o mesmo. Dorival mexeu no Galo, mas só mudou peças, não alterando a estrutura. E a partida seguia cheia de passes errados e com quase nenhuma chance de gol. Até que numa falta boba na entrada da área, Serginho bateu e a defesa do Flamengo não saiu. Na frente do gol, Dudu Cearense desviou e matou Felipe.
A vitória àquela altura não era justa para o Galo. Mas era melhor que a encomenda. Com Neto Berola, o time podia matar o jogo no contra-ataque, pois o Flamengo teria que sair. E teve a oportunidade, em falha de Júnior César que deixou o atacante sozinho, mas faltou ter paciência e procurar a melhor jogada. Na tentativa individual, foi desarmado e desperdiçou grande chance.
Luxemburgo fez o que tinha que fazer. Abriu Negueba do lado esquerdo, onde Guilherme Santos sentia cãimbras e não conseguia marcar. Armou o 4-2-3-1 e partiu para sufocar o adversário. Faltava acerto no último passe, faltava movimentação, faltava tudo. Até que uma bola desviada pela defesa atleticana caiu nos pés de Ronaldinho Gaúcho, que em lance de Ronaldinho Gaúcho empatou o jogo.
O empate era o resultado justo, mas a virada parecia o mais provável. O Atlético perdia o meio-campo e não conseguia marcar. O gol empolgou Ronaldinho e o Flamengo. E assustou os mineiros. A pressão cresceu e o gol era questão de tempo.
Dorival tentou corrigir o curso com a entrada de Toró para fortalecer a marcação. Mas já era tarde. Os gols foram saindo de forma natural, com Thiago Neves e Deivid (duas vezes). 25 minutos de bom futebol do Flamengo bastaram para deixar o adversário na lona.
O resultado é empolgante mas ainda falta muito ao Flamengo. Craque que é, Ronaldinho não pode viver de lampejos ou de alguns minutos de bom futebol. O time tem para onde crescer, mas precisa de reforços e de paz. E de tempo, que parecia um grande inimigo, mas que agora deve voltar a aparecer graças à goleada.
O Atlético-MG precisa de um caminho. Que Dorival parece longe de encontrar. A desculpa dos reforços que ainda vão entrar no time não existe mais. O que tem de melhor está à disposição do técnico. A cada jogo, o time tem uns jogadores, um esquema. E sempre muda durante o jogo. É preciso saber o que quer, antes que não tenha mais tempo para escolher.
Novamente sem mistério, sem dicas, sem firula. Firme e direto, vamos à escalação do M. Cerrada FC, ainda em busca da recuperação.
Duas novidades nas apostas desta rodada: a primeiro é o excesso de jogadores que atuam fora de casa, coisa rara na história do time; a segunda, a saída do 4-3-3 para o 4-4-2, fortalecer o meio culpa da falta de bons atacantes na rodada.
Com 116 cartoletas de investimento, segue o time:
Fábio (Cruzeiro), Rômulo (Atlético-PR), Gum (Fluminense), Juan (Internacional) e Kléber (Internacional); D'Alessandro (Internacional), Diego Souza (Vasco), Maicosuel (Botafogo) e Mádson (Atlético-PR); Alecsandro (Vasco) e Rafael Moura (Fluminense). Técnico: Adilson Batista (Atlético-PR).
Teve tudo que uma final de Libertadores pede: emoção, disputa, lances ríspidos, discussão, briga. Mas teve também futebol. Bem jogado e qualificado de um Santos que não parece ter limites para parar. O glorioso alvinegro praiano soube jogar quando foi preciso, tendo a cara leve dos "meninos da Vila" e soube ser pragmático como reza a cartilha de seu treinador quando era o momento. Resultado: venceu o Peñarol e conquistou o tri-campeonato da Libertadores.
Com Ganso no time titular, o Santos ganhou o toque qualificado que faltou na primeira partida. Era o arco perfeito para acionar Neymar, a flecha decisiva durante a competição. Com ele, o Santos tomou a rédea do jogo desde o início e não deu brechas para o adversário. Muito disto graças a mais uma partida incansável e impecável de Adriano, destacado para marcar o melhor jogador do Peñarol e que engoliu Martinuccio mais uma vez.
Sem permitir que Martinuccio jogasse, o Santos não permitiu que o adversário jogasse. O Santos perdeu um jogador, o Peñarol parecia ter perdido onze.
No primeiro tempo, o domínio foi claro e absoluto embora o Santos não conseguisse levar perigo ao gol de Sosa. Faltava capricho no último passe e movimentação mais efetiva de Neymar à frente. Nas duas vezes que o atacante saiu da marcação forte imposta pelo lateral direito Gonzales, Ganso o achou com belos passes, faltando detalhes para o gol.
O primeiro tempo passou com apenas uma chance clara de gol para o Santos. Mas veio o segundo tempo e logo Arouca saiu do meio-campo para aproveitar espaço deixado pela defesa uruguaia, desmontar o sistema adversário e deixar Neymar sozinho para abrir o placar. Gol que dava tranquilidade. Gol de quem tinha que ser.
O gol desnorteou o Peñarol. Pela primeira vez na Libertadores, o time uruguaio ficou desorganizado em campo. Sem Martinuccio, faltava o toque que levaria o time ao ataque. E no desespero, todos queriam atacar. O espaço finalmente apareceu para o Santos, que só não matou o jogo porque Zé Eduardo voltou a viver noite para lá de infeliz. Quando a bola não passou pelos pés do atacante, Danilo fez jogada individual e bateu firme marcando o segundo gol do Peixe.
Com o 2 a 0, o Peñarol mostrou o nervosismo. Abusava das chegadas violentas e passou a tentar intimidar o time santista, principalmente Neymar e o nervoso Zé Love. O gol uruguaio saiu por acaso, em falha de marcação de Alex Sandro que acabara de entrar e infelicidade de Durval (que marcou seu segundo gol contra em finais de Libertadores).
O gol deu o toque de drama que faltava ao jogo nos minutos finais. Muito embora o Santos sempre tenha parecido mais perto do terceiro gol do que o Peñarol do empate. O descuido e a bobeira da defesa santista, não custou mais do que alguns minutos de tensão ao Santos. Que vibrou com justiça após o apito final.
É inegável o mérito de Muricy Ramalho na conquista do Santos. Soube acertar o sistema defensivo do time porque sabia que na frente, havia quem resolvesse. Não é o estilo que mais me agrada e tenho ressalvas com o trabalho do técnico que são sempre repetidas aqui. Mas não há como negar que Muricy é um vencedor, que trabalha simplesmente para vencer.
O Santos tri-campeão da Libertadores tem uma geração pronta para marcar época. Venceu a Copa do Brasil ano passado e a Libertadores este ano. Poderia ter ganhado o último Campeonato Brasileiro assim como é favoritíssimo neste, desde que mantenha seus principais jogadores e que não se preocupe apenas com o Mundial.
Ganso e Neymar vão ganhar o mundo. Antes, ganharam o Brasil e a América. Eles fazem bem ao Santos e ao futebol brasileiro. E são o símbolo de um time que amadureceu e que definitivamente não tem limites para crescer.
A partir de amanhã, da próxima vez que Santos e Peñarol se enfrentarem, estarão em campo oito títulos da Copa Libertadores. Hoje, o time paulista tem dois e o uruguaio, cinco. Tradição que será colocada frente a frente no Pacaembu logo mais, na decisão continental.
Em 1962, na época em que o campeão entrava já nas fases finais no ano seguinte, o Peñarol (campeão de 61) enfrentou o Santos na decisão. Em três jogos, os paulistas acabaram levando a melhor e vencendo a Libertadores pela primeira vez. Os três jogos, aconteceram pois nas duas primeiras partidas os resultados foram iguais: vitória dos visitantes por um gol de diferença.
Se o regulamento permitisse, seria bem provável que Santos e Peñarol precisassem fazer três jogos novamente pare decidir o campeão, dado o equilíbrio no confronto. Santos e Peñarol fizeram jus à vaga na decisão com times parecidos, embora diferentes.
O Santos tem duas frentes. O pragmatismo e a eficiência de Muricy e a qualidade irretocável de Neymar. Para o jogo decisivo, ganha ainda a genialidade de Paulo Henrique Ganso (que embora tenha jogado pouco, foi fundamental para a chegada do Santos na decisão). Com ele, mesmo abaixo das condições físicas ideais, o Santos é mais forte. Na qualidade do passe, Ganso pode decidir. Quanto mais vezes a bola chegar redonda até Neymar, maiores as chances do Peixe decidir o jogo. Embora seja impossível prever quanto tempo Ganso ficará em campo, é certo que em um minuto ele pode fazer a diferença.
O Peñarol aposta na eficiência. É um time que erra pouco, que dá poucas chances ao adversário. Sabe o que quer e o que é capaz. Marca forte com duas linha e dá liberdade para Martinuccio, homem-chave da equipe, armar os contra-ataques.
O empate na primeira partida deu a impressão de vantagem ao Santos. Ledo engano. Quem acompanhou a campanha dos uruguaios na Libertadores sabe que a história se repetiu até que o time chegasse a decisão: nunca foi favorito, sempre decidiu fora de casa, sempre surpreendeu. É no campo inimigo que o Peñarol se faz forte, porque sua força depende diretamente da confiança do adversário. Quanto mais à vontade o adversário se sente, mais forte o Peñarol.
Se você obrigar 10 pessoas a cravar um campeão, tenho certeza que pelo menos oito apostarão no Santos. Eu, inclusive. O que isso quer dizer? Nada.
Para o jogo de logo mais há história, há tradição, há dois bons times. Não existe espaço para favoritismo.
Dentro de campo, Santos e Peñarol vão decidir uma Libertadores indefinida. E juntos, chegarão à oito títulos do campeonato mais importante do continente.
Cicinho salvou a rodada. Os quase 24 pontos do lateral direito do Palmeiras levaram o M. Cerrada FC a uma pontuação decente nesta rodada. Foram 58,14 pontos no total e uma valorização de 7 cartoletas no plantel. Decente e digna. Apesar disto, fomos apenas o 18º melhor time da rodada, e seguimos na incômoda 17ª posição na tabela, já com 100 pontos de diferença para o líder.
A defesa foi o ponto alto. Além de Cicinho, a dupla do Figueirense Bruno Vieira (6,5) e Edson Silva (7) foram bem. O meia Souza (6) e o técnico Jorginho (5,64) também estiveram dentro da média. Mas foram atrapalhados pelo desempenho decepcionante de Daniel Carvalho (-0,3), Éverton Ribeiro (-1,8) e Ciro (-1,6).
O destaque da rodada foi o Lhamas FC, do Thiago Quini. Foram ótimos 95,13 pontos graças às ótimas atuações de Rogério Ceni (26,7), Júnior César (17,1) e Luiz Eduardo (10,2). E com o perdão da intromissão: com cara de time que não foi escalado para esta rodada e aproveitou os mesmos da 4ª rodada. Se for verdade, sorte lhe rendeu 11 posições na tabela, assumindo o 7º lugar.
A liderança voltou para as mãos do TássioSpuriFC. O time do Tássio Spuri fez 60,63 pontos nesta rodada, suficientes para retomar a primeira posição na tabela. Outro time impulsionado pela boa atuação de Cicinho, apoiado pelos bons 12,8 pontos de Magno Alves. O time conseguiu ainda abrir uma folga de 24 pontos para o segundo colocado que dá tranquilidade para as próximas rodadas.
Sai Cuca, entra Joel Santana. No Cruzeiro, não havia outro caminho senão a troca do treinador, que já era defendida neste espaço há algumas rodadas. O elenco é qualificado, o time é forte e os resultados não vieram. Era preciso agir para tentar que a equipe busque a reação o quanto antes.
Cuca fez um bom trabalho no Cruzeiro. Perdeu a chance de coroar sua passagem por Minas Gerais com títulos, para tirar alguns rótulos que o acompanham. Mas recuperou o time no último Campeonato Brasileiro e chegou perto do título. Fez ótima campanha na Libertadores. Ganhou o Campeonato Mineiro.
Porém, como em outros trabalhos, tudo ruiu. De repente e sem explicação clara. A eliminação na Libertadores pesou, mas o Cruzeiro tem elenco experiente o suficiente para passar por cima da derrota. Cuca ficou depressivo e o time também. Chato, modorrento, repetitivo. Quando o time precisava se reinventar, buscar nova motivação, Cuca não foi capaz de dar.
Assim como em outras oportunidades, Cuca deixa um time organizado e com potencial enorme de crescimento. Não por acaso, Flamengo e Fluminense foram campeões brasileiros logo após sua saída. Faltou a Cuca no Cruzeiro o "algo mais", como faltou em outras oportunidades.
Algo mais que pode vir com Joel Santana. Embora não seja o meu técnico preferido (inclusive entre os disponíveis no mercado), Joel é um boleiro que sabe lidar com os jogadores. Assim como Cuca, é cercado de pré-conceitos já arraigados em seu nome, mas tem uma ótima oportunidade na carreira.
Para quem se fez no Rio de Janeiro, encontrar no Cruzeiro a paz para trabalhar, um elenco qualifiado e estruturado e infra-estrutura de dar inveja, é tudo que Joel Santana sempre quis e sonhou.
A faca e o queijo mineiro estão nas mãos de Joel. O Cruzeiro, só precisa do "algo mais".
Com dois gols e grande atuação na vitória sobre o Fluminense, o atacante William foi eleito o destaque da 4ª rodada do Campeonato Brasileiro. É o segundo atacante da lista, que tem estes nomes:
Bernardo (Vasco) - 1ª rodada Leonardo Silva (Atlético-MG) - 2ª rodada Anderson Aquino (Coritiba) - 3ª rodada William (Corinthians) - 4ª rodada
Quem foi o destaque da 4ª rodada do Brasileirão?
William (Corinthians)
66,67%
Anselmo (Atlético-GO)
8,33%
Elkeson (Botafogo)
25,00%
Agora vamos eleger o destaque da 5ª rodada. Confira os candidatos:
Jóbson (Bahia) - Ótimo segundo tempo no Engenhão, encerrado com chave de ouro. Foi dele o gol da vitória sobre o Flu por 1 a 0, nos acréscimos.
Luan (Palmeiras) - Criticado durante a semana, deu a resposta dentro de campo. Marcou 2 dos 5 gols da goleada do Palmeiras e assumiu a artilharia do Brasileirão.
Rogério Ceni (São Paulo) - Um dos três goleiros que defendeu penalti na rodada, o camisa 1 do líder passou mais uma rodada sem sofrer gols, com grandes defesas.
Não havia outro resultado para o duelo fraco entre América e Cruzeiro, senão o empate. E se tivesse um vencedor, seria o América, não o Cruzeiro que voltou a adiar a reação e vai deixando para trás pontos que deixam o time distante da briga.
O primeiro tempo foi fraco e de poucas chances de gol. Postado mais uma vez no 4-3-1-2, o Cruzeiro tinha a bola mas não conseguia fazer nada diferente. Tocava, sem propósito, à espera de alguma jogada individual. Os laterais apareciam pouco à frente, Montillo não tinha a mesma inspiração do início do ano e os atacantes estavam encaixotados pela defesa adversária. O Cruzeiro só conseguia algo diferente quando a bola passava por Fabrício. A dinâmica do volante, embora erre demais, é fundamental para um Cruzeiro de poucas "novidades".
E foi numa boa movimentação de Fabrício que surpreendeu a defesa do América, que Montillo encontrou o volante sozinho para abrir o placar. Uma das poucas boas jogadas do primeiro tempo. E uma vitória "justa" para quem tentou jogar mais, mesmo não conseguindo.
O América variou taticamente durante o jogo. Começou no 3-5-2, com Amaral ocupando a ala direita devido à suspensão de Marcos Rocha. Era um time que bloqueava o Cruzeiro mas que com 3 zagueiros e 3 volantes não conseguia sair. Rodriguinho ficava perdido no meio dos volantes cruzeirenses e o time só chegava quando Fábio Júnior circulava com inteligência entre os zagueiros e volantes celestes, levando algum perigo.
No fim da primeira etapa o América já passou ao 4-4-2. Otávio virou lateral direito e os três volantes davam mais suporte à Rodriguinho. No segundo tempo, com a marcação adiantada o time cresceu. Não que jogasse bem, envolvesse o Cruzeiro ou nada parecido. Mas assim como foi a Raposa no primeiro tempo, o Coelho tinha a bola no campo ofensivo embora sem qualidade para ameaçar.
O gol, surgiu em outro lance esporádico. Chute cruzado que atravessaria a área não fosse o desvio de cabeça de Fábio Júnior que surpreendeu Fábio.
Com o empate, Cuca repetiu a estratégia de sempre. Trocou um volante por Dudu. O time seguiu preso, sem movimentação, sem conseguir ameaçar. O América voltou a recuar, um pecado para quem poderia ter vencido o jogo. Mesmo assim, ainda teve a melhor oportunidade, em chute de longe de Leandro Ferreira que acertou a trave.
No fim, o empate foi o resultado mais justo para dois times que parecem presos por amarras das quais não conseguem se soltar.
A diretoria do Cruzeiro garante a permanência de Cuca. Não me parece o mais correto. O Cruzeiro vai deixando para trás pontos fundamentais. E o técnico segue sem mostrar que conseguiu superar a derrota na Libertadores. O Cruzeiro hoje, parece realmente o Barcelona das Américas. Aquele Barcelona, de Guayaquil...
O gol de Jóbson, aos 48 minutos do segundo tempo, foi um castigo para Abel Braga em sua primeira partida diante da torcida do Fluminense. Castigo merecidíssimo, para um time que não conseguiu jogar diante de um adversário tecnicamente muito inferior.
Abel Braga escalou sua equipe no 3-5-2 que tanto gosta. Edinho era o homem da sobra na defesa. Ciro, seria o "atacante de movimentação". Os alas, teriam liberdade para se aproximar de Conca, assim como Souza. Na prática, não funcionou.
Muito pelo esquema armado pelo Bahia. Os baianos acabaram igualando o esquema do Flu, já que Fahel era responsável pela marcação à Ciro e tornou-se um terceiro zagueiro. A diferença é que Diones e Marcone ocupavam melhor o meio-campo e Ávine apoiava muito bem pelo lado esquerdo, permitindo que Carlos Alberto jogasse perto dos atacantes.
Depois do domínio e pressão do Bahia nos minutos iniciais, Abel encostou Valência em Carlos Alberto. O volante do Flu virou praticamente um quarto zagueiro, já que Carlos Alberto atuava solto. Como todas as jogadas do Bahia passavam pelo camisa 19, o adversário foi anulado (com clara vantagem de Valência na marcação). Mas o Fluminense também sumiu. Souza ficou sozinho no meio-campo. Tinha que marcar, correr e fazer a transição do jogo, errando passes demais.
Veio o segundo tempo e o Bahia se reorganizou. Jóbson passou a aparecer mais no jogo e receber mais a bola, dividindo as atenções com Carlos Alberto. O time avançou as linhas percebendo a falta de qualidade do Flu para ir ao ataque. As entradas de Marcos e Lulinha reoxigenaram a equipe. Enquanto isto, Abel mexia mal. Colocou o jovem Matheus Carvalho na vaga de Conca. Se a bola não chegava à frente com a presença do argentino, com o atacante ficou ainda pior.
O Bahia empilhava chances perdidas enquanto a pressão da torcida do Flu crescia. Vaias inéditas para Fred e reclamações com o desempenho do time. Que, como num golpe de sorte, teve uma falta lateral nos minutos finais do jogo e se jogou para a área, com o sonho de definir o confronto. Bola mal batida, contra-ataque rápido puxado por Ávine (o melhor em campo) e gol de Jóbson. Duro e merecido castigo.
O Bahia vai se acertando e somando pontos importantes. O "time de refugos" comandado por Renê Simões ainda está sendo montado, mas pode melhorar. Pontos conquistados agora vão dar ao técnico a tranquilidade que ele precisa para fazer o time jogar.
Quanto ao Fluminense, é bom que Abel reveja seus conceitos. O óbvio passeou em sua vista durante os 90 minutos do jogo, mas ele preferiu ignorar. A pressão aumenta a medida que o tempo diminui. E Abel precisa justificar o quanto antes os meses de indefinição que o Fluminense viveu à sua espera.
Voltamos à estratégia que deu certo na única rodada com desempenho decente até aqui. Sem delongas, direto ao time. Expectativa de recuperação urgente, antes que seja tarde.
Antes, lembro a todos que o jogo entre Corinthians e Santos foi adiado, portanto não vale para esta rodada. Escalar jogador destes times é zerar pontos.
Vamos então ao M.Cerrada FC, novamente no 4-3-3. 115 cartoletas de investimento para:
Renan Ribeiro (Atlético-MG), Cicinho (Palmeiras), Edson Silva (Figueirense), Gum (Fluminense) e Bruno Vieira (Figueirense); Everton Ribeiro (Coritiba), Souza (Fluminense) e Daniel Carvalho (Atlético-MG); Júnior Viçosa (Grêmio), Bill (Coritiba) e Ciro (Fluminense). Técnico: Jorginho (Figueirense).
O atraso nas obras, a mania brasileira de deixar tudo para a última hora, nada disso é novidade na "organização" da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos no Brasil. Surpreendente é a medida aprovada pela Câmara na última quarta-feira que cria regime diferenciado de contratações públicas para todas as licitações envolvendo as duas competições. Ou seja, liberou geral.
O aumento no preço inicial da maioria das obras nos estádios até aqui e o fato de cidades como Brasília estarem construindo imensos elefantes brancos, não é novidade. Surpreendente é o fato de diante dos nossos olhos, os governantes aprovarem um absurdo que permite sigilo em despesas públicas.
Neste caso, não são pequenas despesas. São gastos nas casas de bilhões.
Neste caso, e em todos os outros, por público leia-se o meu dinheiro, o seu dinheiro, o nosso dinheiro.
A Copa e as Olimpíadas no Brasil vão acontecer e eu não tenho dúvidas disto. Vão ser um sucesso, inclusive em termos de organização, e eu não tenho dúvidas disso. A participação da FIFA e do COI obriga que isto aconteça.
O problema é que neste caso, os fins não justificam os meios. E o que deveria servir para fazer o país crescer e evoluir, provavelmente servirá para enriquecer ainda mais os mesmos nomes de sempre.
Aqui não há time, religião e nem partido político. Somos todos brasileiros. E somos nós que vamos pagar a conta. E nela, a "gorjeta" será bem maior que os 10% tradicionais...
Mais uma rodada de desempenho inaceitável. Ridículos 19,67 pontos que fizeram o M. Cerrada FC despencar 10 posições na tabela. Desvalorização do elenco e do clube. Que vai encarar a realidade: só com humildade voltará a crescer na competição.
As escolhas foram as piores possíveis. Só salvaram Cássio (7) e Maicosuel (7,2). Ramón sequer entrou em campo. E nada menos do que quatro jogadores tiveram notas negativas, com "destaque" para a pechincha Aleks que fez -3,5 pontos.
O destaque da rodada foi o Atletico Knarin, do Siru Meireles. Ótimos 93,92 pontos. Apesar de também ter caído na pegadinha Aleks, fez fantásticas escolhas. As melhores Maicosuel (20) e Anselmo (24,6), que sozinhos fizeram mais pontos que o M.Cerrada. Outros três jogadores fizeram mais de 10 pontos. Desempenho que fez o time ganhar uma posição e assumir a liderança na tabela, com pouco mais de 1 ponto de vantagem para o antigo primeiro colocado, TássioSpuri FC.
Vale destacar também nesta rodada o Leandrus, que subiu 11 posições na tabela e chegou ao terceiro lugar, embora ainda esteja muito atrás dos líderes.
É uma pena quando o assunto principal de um jogo de futebol é o trio de arbitragem. No Brasil, infelimente acontece com frequência. Foi assim no duelo entre Bahia e Atlético-MG. Que terminou empatado em tudo, inclusive nos erros toscos da arbitragem.
O Bahia bancou a multa para escalar Jóbson. De fato, o ex-jogador de Atlético e Botafogo é fundamental em um elenco que carece de opções. E em um time em construção como o Bahia, ter alguém que pode decidir em um lance é fundamental. Mesmo que o atacante não tenha passado nem perto disto no último domingo.
No Galo, Dorival teve desfalques importantes. Patric mostrou na ausência o quanto é importante. Sem ele, o time segue com problemas defensivos pelo lado direito, mas perde muito em potencial ofensivo. Felipe Soutto também foi ausência sentida. É fundamental na proteção à frente da defesa e dá toque de qualidade à saída de bola.
Com dois times com tantos problemas, não dava para esperar um bom jogo. O primeiro tempo foi equilibrado, com poucas chances de gols e times com estratégias parecidas.
O Bahia no 4-3-3, apostava em Jóbson nas costas de Rafael Cruz, onde saíram as melhores jogadas. O time teve mais volume de jogo mas pouca criatividade no meio para oferecer perigo ao gol atleticano. Exceção feita ao gol mal anulado de Fahel, ao penalti não marcado em mão dentro da área do lateral direito atleticano e a impedimento mal marcado de Jóbson que sairia na cara do gol de Renan Ribeiro.
O Atlético, no 4-3-1-2, tinha Giovanni Augusto apagado mais uma vez e apostava em Mancini nas costas do fraco Jancarlos, que não conseguia marcar. Também faltava criatividade, graças à atuação apagada do seu meia. E também sofreu com a arbitragem: penalti mal marcado a favor dos baianos e gol mal anulado de Dudu Cearense.
Quando o Bahia abriu o placar, com Souza de penalti, a vitória era justa. Os baianos não jogavam bem, mas tinham mais a bola e tentavam algo diferente. O Atlético-MG cresceu depois do gol sofrido (e da entrada de Daniel Carvalho) passando a pressionar um time que não conseguia manter a posse. Mesmo após a expulsão tola de Neto Berola (um dos poucos acertos da arbitragem), o time criou ótimas chances de gol, todas desperdiçadas. Pouco antes, o atacante que seria expulso fez o gol de empate, que já era justo àquela altura.
O Bahia é um time em formação. E a maior incógnita da competição. Afinal, é difícil saber o que esperar de um time que já se reformulou três vezes no ano e que tem uma série de jogadores renegados e problemáticos mas com algum potencial técnico. Fato é que a permanência na Série A será lucro para o time de torcida apaixonada.
Quanto ao Galo, sigo com meu pensamento: é um time com baita potencial e que tem encontrado um padrão de jogo interessante. Faltam algumas peças e poder de decisão, para não desperdiçar pontos quando joga melhor, como aconteceu contra o São Paulo e nos momentos finais do jogo de domingo. Jogar bem é bom. Mas é pouco para as ambições de um time que sonha ser campeão.
Autor de três gols e com atuação destacada, Anderson Aquino é o terceiro elemento da lista de Destaques da Rodada do Brasileirão. O jogador do Coritiba brilhou contra o Vasco e agora entra nesta briga:
Bernardo (Vasco) - 1ª rodada Leonardo Silva (Atlético-MG) - 2ª rodada Anderson Aquino (Coritiba) - 3ª rodada
Quem foi o destaque da 3ª rodada do Brasileirão?
Anderson Aquino (Coritiba)
62,50%
Oscar (Internacional)
25,00%
Borges (Santos)
12,50%
Vamos agora escolher o destaque da 4ª rodada. Confira os candidatos:
William (Corinthians) - Marcou mais dois gols e vai confirmando o seu ótimo momento no Corinthians. Decisivo na vitória por 2 a 0 sobre o Fluminense.
Anselmo (Atlético-GO) - Surpresa na escalação de PC Gusmão, o atacante foi fundamental na goleada por 4 a 1 sobre o Ceará, marcando dois gols.
Elkeson (Botafogo) - Voltou a se movimentar bem, criar jogadas e de quebra ainda marcou mais um gol na vitória por 3 a 1 sobre o Coritiba. Começou bem no Botafogo.
Contra um time totalmente reserva do Santos, não havia outro resultado aceitável para o Cruzeiro que não fosse a vitória. Embora o Santos seja candidato fortíssimo ao título brasileiro, isto se dá pelo time que tem. O elenco, em si, é muito jovem e tem poucas alternativas "prontas". Mas nem a soma de todos estes fatores foi suficiente para que o Cruzeiro conquistasse a primeira vitória no Campeonato Brasileiro.
O jogo foi o mesmo até a expulsão de Vinicius Simon, no início do segundo tempo. O Cruzeiro tinha a bola, controlava o jogo sem sustos, mas conseguia poucos lances de perigo. Novamente no 4-3-1-2, o Cruzeiro ganhou força no meio-campo e roubava bola com facilidade. Tinha dificuldades para criar porque Montillo não fazia boa partida e os laterais tinham que se preocupar com os meias abertos do 4-2-3-1 de Muricy. Principalmente Gilberto, que teve muito trabalho com o bom Tiago Alves. O desempenho abaixo do comum do Cruzeiro não era novidade. O belíssimo terceiro uniforme em homenagem ao Palestra Itália era o que mais chamava a atenção.
O Cruzeiro insistia mas pouco criava. Teve dezenas e dezenas de escanteio, todos muito mal batidos e que não levaram perigo algum. Só passou a ameaçar de verdade depois da já citada expulsão de Vinicius Simon, justíssima aliás. Dudu, que havia entrado ao pouco, deu movimentação ao time e a verticalidade que o Cruzeiro precisava, principalmente tendo um jogador a mais. A pressão foi concluída com penalti do jovem Walace em Anselmo Ramon, batido e convertido por Montillo.
Apesar da derrota, o Santos não ameaçava. O Cruzeiro poderia apertar e marcar mais uma ou duas vezes. Montillo, displiscente, perdeu grande chance dentro da área. Chegou a acertar a trave. Aos poucos, cansou e deu o jogo como definido. Para sorte do Santos. O aviso que era preciso atenção veio no gol anulado de Borges (em lance complicado, mas que parece não haver desvio). A equipe de Cuca seguiu indolente até que no último lance o Santos aproveitou a bola parada e Borges empatou o jogo.
É difícil falar em justiça no futebol. Mesmo cheio de reservas, o Santos correu atrás do empate com um jogador a menos. Suportou bem a pressão e ainda teve um gol mal anulado.
O Cruzeiro de Cuca, candidatíssimo ao título brasileiro, tem apenas 2 pontos em 4 jogos. A luz amarela já aparece pois é um time claramente mal treinado. Desde que Cuca assumiu, a equipe mineira brilhou quando seus melhores jogadores apareceram bem. Quando isto não acontece e o time depende de jogadas ensaiadas, de lances treinados, a equipe simplesmente não funciona.
A decisão de substituir é complicada pois faltam nomes qualificados no mercado. Fato é que se há um grande responsável pelo momento conturbado do Cruzeiro na temporada, ele se chama Cuca.
O momento ainda é de recuperação, apesar do ótimo desempenho da última rodada. Portanto, a estratégia será mantida. Poucas dicas, muito trabalho. Afinal, aqui é trabalho, meu filho!
A rodada é de jogos complicados. Nenhuma grande barbada. O Vasco seria teoricamente o time com o confronto mais fácil, mas vai saber como vai a ressaca depois do título da Copa do Brasil.
Sem mais delongas, seguem os escolhidos para a rodada. Apenas 101 cartoletas de investimento. E expectativa de ótimo retorno, principalmente no meio-campo (me reservo ao direito de manter a dúvida entre Maicosuel e Diego Souza para ser decidida apenas no vestiário).
Aleks (Avaí), Paulinho (Atlético-PR), Cássio (Avaí), Anderson Martins (Vasco) e Ramón (Vasco); Gilberto (Cruzeiro), Branquinho (Atlético-PR) e Maicosuel (Botafogo) ou Diego Souza (Vasco); Jóbson (Bahia), Herrera (Botafogo) e Anselmo Ramon (Cruzeiro). Técnico: Ricardo Gomes (Vasco).
Rogério Ceni não se cansa de bater recordes. Contra o Atlético-MG, mais uma "conquista". 100 jogos consecutivos pelo São Paulo. Não ficou fora de uma partida sequer do time no período. E merece a condição pelo que faz dentro de campo. Provou mais uma vez e foi figura fundamental na importante vitória que deixa o São Paulo isolado na liderança do Brasileirão. É um dos responsáveis pela única defesa que ainda não foi vazada no campeonato.
Volantes e comportamento defensivo não necessariamente precisam caminhar juntos. Carpegianni escalou quatro em seu meio-campo. Tinha apenas Lucas e Dagoberto à frente. Mas todos sabiam jogar e tinham liberdade. Principalmente Casemiro, que aproveitou a liberdade para marcar belo gol de fora da área e foi o melhor em campo no primeiro tempo.
O Atlético-MG não foi bem na etapa inicial. Primeiro porque preferiu pedir penaltis do que concluir as jogadas. Patric e Magno Alves foram advertidos com cartões amarelos e com justiça. Nos minutos finais do primeiro tempo, Magno Alves preferiu praticamente se ajoelhar na área para pedir toque de mão involuntário do que brigar pela bola.
No 4-2-2-2, com Toró mais adiantado, o Galo conseguia marcar bem a saída de bola do São Paulo mas errava muito. Mancini, principalmente. A bola chegava até o atacante e as jogadas se encerravam. Assim como a paciência da torcida, que pedia por Berola. Enquanto isto, o São Paulo assustava. Lucas acertou a trave e Renan Ribeiro fez outras duas boas defesas. A derrota pelo placar mínimo acabou boa para um time que não conseguiu assustar Rogério Ceni.
Veio o segundo tempo e Dorival Júnior comprovou sua insatisfação com o time queimando ainda no intervalo as três substituições. Apenas uma delas, a de Felipe Soutto, por lesões. Dudu Cearense, Serginho e Neto Berola entraram em campo e a melhora foi notável.
Com Lucas cansado, o São Paulo perdeu o contra-ataque e não conseguia sair da defesa. A pressão crescia a cada instante, à medida que Dudu Cearense (entrando em campo pela primeira vez com a camisa atleticana) crescia no jogo. Faltava, porém, finalizar mais para ameaçar Rogério Ceni. A arma dos escanteios que funcionou tão bem contra o Avaí, desta vez não resolveu. Não por falta de oportunidade.
As mexidas de Carpegianni reoxigenaram o time tricolor que conseguiu voltar a sair para o jogo. Mas não diminuiu a pressão atleticana. Que só não assustou mais porque apenas Richarlyson parecia disposto a arriscar finalizações. Só depois dos 9 minutos de acréscimos dados por Sandro Meira Ricci, o time de Rogério Ceni pode respirar aliviado.
O São Paulo lidera o Brasileiro com 100% de aproveitamento. E é impossível não considerar o time como um dos grandes favoritos. Vale lembrar que o ótimo Luís Fabiano ainda nem estreou. E que o time deve ter outros reforços na competição.
Quanto ao Galo, a derrota em casa é sempre dolorosa. Mas o time não tem porque abaixar a cabeça. É visível a qualidade no trabalho de Dorival Júnior. Hoje, o Atlético é um time pronto para encarar qualquer adversário. Com pequenos ajustes, terá atributos de sobras para vencê-los. Se ainda me parece abaixo por exemplo do São Paulo em condições de brigar pelo título, me parece um dos times com mais potencial para crescer ao longo da temporada.
Desde que fez o primeiro gol da decisão, em São Januário, o Vasco armou a proposta que manteve até o fim da Copa do Brasil. Marcação forte no meio e time jogando nos contra-ataques. Ainda no primeiro jogo, ficou visível que faltava algo. No segundo, não. Éder Luís foi a "flecha" que o Vasco precisava, decisivo na conquista vascaína.
Antes de mais nada, é preciso dizer duas coisas sobre a partida em Curitiba. A primeira, que foi digna de mais uma grande decisão da Copa do Brasil. Jogo aberto, com todos os ingredientes e dramático até o último minuto. O Coxa engrandeceu demais o título vascaíno. A segunda, é ressaltar a importância de Ricardo Gomes. No início do ano, após campanha bizarra na Taça Guanabara, não havia quem apostasse um real no Vasco. Reconstruído e campeão.
É fato que o Coritiba sentiu os desfalques. Com Anderson Aquino suspenso e Marcos Aurélio ainda sem as condições para suportar 90 minutos, Marcelo Oliveira se viu obrigado a desmontar o esquema que funcionou tão bem até aqui. No 4-3-2-1 "árvore de natal", o time começou com marcação adiantada tentando pressionar o adversário. Levou perigo em falta bem cobrada por Jonas e crescia no jogo. Mas bastou um descuido...
E Diego Souza foi o arco que lançou a flecha Éder Luís. O atacante disparou em velocidade e teve paciência para encontrar Alecsandro no momento certo. Sozinho, o iluminado atacante abriu o placar para o Vasco.
Demorou até que o Coritiba conseguisse se recompor do golpe. Aos poucos, o time voltou ao jogo, mas não conseguia ameaçar o adversário. Marcelo Oliveira, fez o que podia fazer. Colocou Leonardo em campo para tentar abafar o adversário. Sabia da importância de no mínimo empatar na etapa inicial. Pouco depois, antes mesmo da substituição surtir algum efeito, Bill empatou em falha da defesa do Vasco.
O roteiro sairia melhor que a encomenda. Davi, engolindo o perdido Eduardo Costa, aproveitou rebote de Fernando Prass e inaceitavelmente sozinho dentro da área fez o segundo dos donos da casa no último lance do primeiro tempo. O caldeirão formado pela torcida do Coritiba no Couto Pereira era daqueles de arrepiar qualquer um.
O segundo tempo começou com mais discussão do que futebol. Sálvio Espíndola, apaziguador em excesso, esteve perto de perder o comando do jogo. Que esfriou depois que Éder Luís, de novo, achou espaço da entrada da área e acertou uma flechada que Édson Bastos aceitou. Apesar do efeito, gol inaceitável. E que deixou o Vasco perto demais do título.
Embora novamente abatido pelo gol sofrido, o Coritiba seguiu mais organizado. Era um time que sabia o que queria e que só desfez sua organização nos minutos finais, já na base do desespero. O Vasco, errava demais na defesa. Dedé era mais emoção do que razão. Anderson Martins marcava de longe. Eduardo Costa não conseguia acompanhar ninguém.
E o Coxa pressionou, com raça incansável, até William marcar um golaço da entrada da área e deixar o jogo absolutamente aberto mais uma vez. Seguiu pressionando e teve lance duvidoso de Dedé sobre Leonardo (ao meu ver, penalti). Tentou até o último minuto, com Édson Bastos e cia na área vascaína. Mas não conseguiu o gol que lhe daria o título.
Não há motivos para tristeza no Coxa branca. Apenas para frustação. A belíssima campanha eleva o time ao lugar que merece. A reconstrução foi rápida e o trabalho precisa seguir para que o time siga brigando entre os mais importantes times do país.
O Vasco é o merecido campeão. Correu riscos desnecessários, mas fez grande jogo. Impossível dizer que o time voltou a ser grande. Nunca deixou de ser. Aliás, é preciso citar o crescimento do futebol carioca. De 2006 para cá, são 3 Copas do Brasil e 2 Campeonatos Brasileiros. Mesmo sem a estrutura ideal, mesmo desorganizados, mesmo dados como acabados. Porque são gigantes os clubes do Rio e isto faz toda a diferença.
Título justo e importante para o sensacional Roberto Dinamite.
Título justo e importante para o sereno Ricardo Gomes.
Título justo e importante para a "flecha" decisiva, Éder Luís.
Autor de dois gols na vitória do Atlético-MG sobre o Avaí, Leonardo Silva provou que não vai bem apenas na defesa. Votado pela maioria, o zagueiro se junta à Bernardo do Vasco. Os dois saem na frente na briga pelo título de Destaque do Campeonato. Vejam:
Bernardo (Vasco) - 1ª rodada Leonardo Silva (Atlético-MG) - 2ª rodada
Quem foi o destaque da 2ª rodada do Brasileirão?
Fernando Henrique (Ceará)
6,90% (2 votos)
Leonardo Silva (Atlético-MG)
55,17% (16 votos)
Jóbson (Bahia)
37,93% (11 votos)
Total: 29 votos
Hora de escolher o destaque da 3ª rodada. Confira os candidatos e vote:
Anderson Aquino (Coritiba) - Fez três gols e deu passe para outro. Atuação espetacular na vitória do misto do Coritiba por 5 a 1 sobre os reservas do Vasco.
Oscar (Internacional) - Recuperou seu lugar entre os titulares e não decepcionou. Dois gols e grande atuação na vitória por 4 a 2 sobre o América.
Borges (Santos) - Não poderia estrear melhor. Marcou duas vezes em sua primeira partida no Peixe e ajudou o time a vencer o Avaí por 3 a 1.
O jogo tinha todos os ingredientes para dificultar a análise do desempenho brasileiro. Primeiro porque a Romênia trouxe ao Brasil uma seleção sem seus nomes mais importantes, que já não são tão bons assim. Segundo, pois o evento da noite era a despedida do Ronaldo e era impossível separar os 15 minutos de festa do restante do jogo.
O Brasil até começou bem, aproveitando-se da fraqueza do adversário que só levou perigo em falta de muito longe que acertou o travessão. O time de Mano tinha os laterais jogando no campo ofensivo, Elias com muita liberdade e Jádson, o melhor em campo, se aproximando do trio de atacantes. Apesar da boa movimentação faltava capricho no último passe que só saiu certo quando a boa trama de Jádson e Neymar deixou o gol vazio para um ansioso Fred balançar as redes, cavar seu lugar na Copa América e homenagear Ronaldo.
O camisa 9, absolutamente acima do peso, entrou em campo aos 30 minutos e o jogo mudou. Todos na seleção queriam procurar Ronaldo, para dar-lhe a oportunidade de marcar. Todos na Romênia não pareciam dispostos a evitar, dando imenso espaço para o centro-avante. Todos, menos o goleiro Tatarusanu. Com duas boas defesas, estragou a festa e impediu o último gol do Fenômeno que ainda perdeu outra boa chance.
No segundo tempo a festa havia acabado e a motivação para o jogo também. O time brasileiro voltou sonolento e pouco inspirado. Teve a bola mas não ameaçou. Deu espaços perigosos que deixaram para os romenos a impressão de que o empate era possível. As substituições de Mano não funcionaram e mais uma vez o time deixou o campo sob vaias.
A decepção pelo desempenho bate de frente com a sensação de um time organizado, que sabe onde quer chegar. O problema é que o tempo nunca foi parceiro do técnico da seleção. É bom que Mano saiba que na Copa América os resultados vão influenciar, e muito, na sequência do trabalho. Por isto, algumas escolhas como a ausência de Marcelo e Hernanes são injustificáveis. É hora de jogar bem e vencer.
O pedido de desculpas em seu último ato foi apenas mais uma demonstração do que sempre foi Ronaldo. Um herói verdadeiro, humano. Que terminou a carreira com físico inaceitável para um jogador, que teve muitos problemas pessoais e que passou por graves lesões. Mas que sempre se recuperou. Com a capacidade e humildade que caracterizam os vencedores.
A homenagem feita pela CBF foi justa e merecida. Por tudo que Ronaldo representa. Para a seleção brasileira e para o mundo. Fenômeno dentro e fora de campo.
Impossível não me emocionar com a despedida do meu primeiro grande ídolo no futebol. Com o primeiro grande jogador que vi a carreira começar e terminar. Ronaldo ficou no passado. E certamente na memória, minha e de muitos outros.
Ronaldo deixa o caminho livre para novos candidatos à ídolo. O principal deles, Neymar. Se tiver metade da humildade e força de vontade do Fenômeno, chegará longe. Hoje, qualquer tipo de comparação entre eles além de precipitada é injusta. Mas torço muito para que ele possa ocupar a enorme lacuna deixada por Ronaldo.
Enquanto isto, só nos resta torcer, aguardar e agradecer. Agradecer a Ronaldo por tudo que fez e que foi. Pelas enormes lições que deixou.
Depois de vacas magras nas primeiras duas rodadas, o M.Cerrada FC finalmente fez jus à sua tradição. O desempenho na terceira rodada foi digno da capacidade do time e recolocou o M.Cerrada FC no caminho da disputa pelo título.
Foram ótimos 77,07 pontos com direito a valorização importante do elenco (que já chega a 122 cartoletas).Embora o meio-campo tenha ido muito mal (com notas negativas de Petkovic e Alan Patrick e pontuação insignificante de Welinton Nem), o ataque compensou em grande estilo. Júnior Viçosa marcou duas vezes e fez 15,8 pontos. Anderson Aquino, com três tentos, fez ainda mais: 22,70.
Na defesa, as boas pontuações de Cicinho, Rafael Marques e principalmente Édson Silva compensaram a ausência de Lúcio e a pontuação ruim de Rafael.
O resultado fez do time o 5º melhor da rodada na Liga M. Cerrada. E um incrível salto de 8 posições na classificação geral, chegando ao 7º lugar. Além disso, mais quatro troféus entraram para o Hall da Fama do Marcação: chuteiras de bronze e prata (pelos seis gols marcados na rodada), "Pede Música!" (pelos três gols de Anderson Aquino) e "O Gringo" (pela escalação de Petkovic em sua despedida). Já conquistamos 13 dos 38 disponíveis.
O melhor time da rodada foi o "1º Campeão Brasileiro", dirigido por Homer J. Simpson. O 3-4-3 funcionou com equilíbrio, com destaques no gol (Marcelo Grohe com 11 pontos), na defesa (Gum com 10,6), meio-campo (D'Alessandro com 11) e ataque (Júnior Viçosa). No total, foram 82,38 pontos, que fizeram o time subir seis posições e chegar ao 5º lugar na classificação geral.
A liderança ainda é do Tassio Spuri FC, que conseguiu 57,56 pontos na rodada. Também apostou em Grohe, D'Alessandro e Viçosa. Mas acabou perdendo ou marcando poucos pontos em outras escolhas. Mesmo assim, o time tem ainda boa folga na tabela, com mais de 25 pontos de vantagem para o segundo colocado graças às ótimas primeiras duas rodadas.
Antes de mais nada, é preciso deixar claro uma coisa: é um absurdo colocar em campo um jogador que não jogou uma partida oficial na temporada para fazer um jogo de despedida em partida que valia três pontos no Campeonato Brasileiro.
Bizarrices proporcionadas pelo futebol brasileiro à parte, a festa, as homenagens da diretoria e da torcida e tudo mais feito além de merecido é pouco para o que merecia Petkovic. O sérvio mais brasileiro do planeta ficará marcado por longo tempo na história do futebol nacional e principalmente na do clube mais popular do país.
Em campo nos primeiros minutos do jogo contra o Corinthians, Pet mostrou que podia dar mais ao time de Luxemburgo. Venceu a falta de ritmo com toques inteligentes, bom posicionamento e a qualidade que exibiu ao longo da carreira. Não foi o mesmo pois não tinha condições físicas para tal. Não teve pernas sequer para bater a falta que Renato Abreu bateu com perfeição. Não havia homenagem melhor para o meia do que um gol com o seu "carimbo".
Antes, o Corinthians jogava melhor e vencia por 1 a 0. Pouco ligando para a festa, mas com vários desfalques, Tite voltou a apostar no 4-2-3-1, com destaque para a boa dobradinha entre Weldinho e William pelo lado direito. Em boa arrancada do lateral, o atacante fez o gol corinthiano. O Flamengo jogava de maneira semelhante. Inclusive com a dobradinha pela direita, com Botinelli abrindo espaços para Léo Moura. A diferença é que enquanto Ronaldinho assistia as subidas do lateral corinthiano e sobrecarregava a defesa, Jorge Henrique seguia o lateral do Flamengo onde ele fosse.
Na etapa final, Petkovic já não estava mais em campo. A festa acabou e parecia que o sentido da partida também havia terminado. O Corinthians cansou, diminuiu o ritmo e não conseguiu mais agredir. As mexidas de Tite, com opções escassas no banco, não surtiram efeito. Assim como as de Luxemburgo, que viu seu time voltar a ter problemas de articulação e ameaçar pouco.
No fim, o empate foi justo. Assim como a homenagem. Petkovic fica no passado e na história. É mais um jogador fora de série que encerra a carreira. Pet foi brilhante com a bola nos pés como é nas palavras. Autêntico, articulado e inteligente, é daqueles que vai fazer falta dentro e fora do campo. Infelizmente...
O amistoso contra a Holanda jamais valeria para vingar ou descontar a derrota na última Copa do Mundo. Mas tinha importância, pelo fato de marcar a oportunidade de Mano Menezes escalar a seleção brasileira contra um adversário qualificado e tradicional às vésperas da Copa América.
Ainda sem contar com Ganso, Mano e sua seleção tiveram dificuldades muito parecidas com a que Muricy Ramalho vem tendo no Peixe. Mais uma prova de que os jovens santistas formam a base da reconstrução e do futuro do Brasil visando 2014.
Pela primeira vez no 4-3-3, de fato, Mano esperava que Elano pudesse ser seu articulador. E assim como no Santos, faltou o passe diferenciado e um jogador capa de girar e trabalhar a bola no campo ofensivo. O time dependia da velocidade e do drible para surpreender e chegar ao ataque, tudo que passou longe no chato primeiro tempo que só valeu por duas boas tramas da Holanda que deixaram Affelay em condições de marcar e confirmaram a qualidade acima da média de Júlio César.
As vaias no intervalo e a reorganização do time mudaram o panorama do jogo nos 20 minutos iniciais do segundo tempo. Neymar e Robinho se aproximaram e participaram mais do jogo, com o santista tornando-se o protagonista da partida. E assim como no time de Muricy, ele fez a diferença com o Brasil empilhando uma sequência de gols perdidos.
As chances desperdiçadas desanimaram a seleção que voltou a diminuir o ritmo até a expulsão de Ramires, pouco depois de Mano tentar reoxigenar seu time com as entradas de Sandro, Elias, Lucas e Damião. Daí até o fim do jogo, o que se viu foi a mesma coisa que na etapa inicial: nada.
No Santos, Muricy é obrigado a usar Elano como meia devido à falta de experiência de Alan Patrick para assumir a função em jogos tão decisivos. No Brasil, Mano precisa e pode encontrar alternativas. Thiago Neves, ainda que com características diferentes, me parece o jogador mais parecido com Ganso no elenco atual. E com ele, o time pode ganhar o toque de bola e o controle da posse que necessita para funcionar melhor.
A Copa América já bate a porta e será o primeiro grande desafio de Mano na seleção. Na competição, o time será testado e cobrado, de fato. E precisará encontrar alternativas que para um clube não são tão fáceis, mas que para o Brasil precisam acontecer.
Nesta rodada não teremos dicas. Afinal, quem está na posição do M. Cerrada FC na tabela, não tem condições de dar conselhos à ninguém. Só um aviso e lembrança aos jogadores: Atlético-MG e São Paulo, jogo adiado para quarta-feira, não valerá nesta rodada. Portanto, não escalem jogadores destes times.
Nesta rodada o M.Cerrada FC vai buscar a recuperação. Monta um time humilde, barato, mas qualificado. Aposta em Petkovic, que vai fazer sua despedida dos gramados, e renderá troféu especial para quem escalá-lo.
E vai com esta escalação, ao custo de apenas 88 cartoletas:
Rafael (Santos), Cicinho (Palmeiras), Rafael Marques (Grêmio), Édson Silva (Figueirense) e Lúcio (Grêmio); Wellinton Nem (Figueirense), Alan Patrick (Santos) e Petkovic (Flamengo); Anderson Aquino (Coritiba), Júnior Viçosa (Grêmio) e Marcelo Nicácio (Ceará). Técnico: Marcelo Oliveira (Coritiba).
Imagine um jogo com todos os ingredientes possíveis, daqueles capazes de fazer qualquer um se apaixonar por futebol. Se você não entende como este esporte arrasta pessoas mundo afora para assistirem "22 homens correndo atrás de uma bola", veja a semifinal da Libertadores, entre Vélez e Peñarol. Aposto que vai entender!
O José Amalfitani recebeu ótimo público e não poderia ser diferente. Torcedores argentinos e uruguaios foram um show a parte, mas nem de longe foram o que mais chamaram a atenção em Buenos Aires.
Em campo, Vélez e Peñarol fizeram um jogo tenso, emocionante, cheio de reviravoltas. Que teve momentos de nervosismo e discussões ríspidas, normais dentro da rivalidade entre os dois países. Que teve expulsão, gols, gol mal anulado, penalti perdido. Mas que também teve muito futebol.
A postura do Peñarol surpreendeu quem esperava um time acuado. Nos primeiros 20 minutos, o time saía com inteligência para o ataque e conseguia manter a posse de bola. Na defesa, tinha segurança e não permitia ao Vélez ameaçar. O baixinho Moralez, de volta ao time argentino, era a grande esperança, mas decepcionou. Com pouca movimentação, ficou preso ao lado esquerdo do campo e participou pouco do jogo. Além disso, não abria o corredor para Papa, o ótimo lateral canhoto e uma das principais armas do Vélez.
Os argentinos só entraram no jogo quando adiantaram seus volantes e passou a jogar no campo ofensivo. E justamente quando vivia seu melhor momento na partida, viu Martinuccio armar boa trama com Mier que bateu firme e abriu o placar. Gol que dava ampla vantagem aos uruguaios e deixou o Vélez atordoado.
Cinco minutos depois do golpe, o Vélez se reergueu. Pressionado pelo resultado, passou a pressionar o adversário. Teve gol mal anulado em ótima jogada de Papa e impedimento inexistente de Martinez. Mas chegou ao empate no último lance do primeiro tempo, após falha do inseguro goleiro Sosa.
Gol em ótimo momento, que trouxe um Vélez empolgado para a etapa final. Os argentinos tinham a bola e tentavam pressionar, mas não conseguiam passar pelas ótimas e compactadas linhas de quatro do Peñarol. Que armou contra-ataque fulminante com tabela entre Martinuccio e Olivera, que sozinho com o goleiro bateu para fora. O gol perdido foi um baque para os uruguaios, principalmente porque no lance seguinte o bom e brigador Santiago Silva fez o segundo do Vélez.
Precisando de mais um gol, os argentinos se empolgaram. A expulsão de Ortiz, pouco depois, esfriou um pouco os ânimos da equipe. Mas em jogada individual de Martinez, o melhor em campo, penalti bobo dos uruguaios e chance de ouro para o Vélez. Silva, porém, relembrou os tempos de Corinthians e desperdiçou a chance. Banho de água fria e resultado decidido.
O Peñarol não era o favorito no confronto. Também não era contra o Inter e nem contra a Universidad Católica. Não será contra o Santos. O que não indica que o caminho santista será fácil na decisão. Muito bem armado num 4-4-1-1 e consciente de suas limitações, o Peñarol não tem vergonha de se defender e tem qualidade no ataque para surpreender. Sem falar na tradição e na sem dúvida, inesquecível festa que deverá ser feita pela torcida.
Isto é Libertadores. E não há jogo resolvido antes de entrar em campo.
Um bom jogo de futebol não se faz apenas com muitos gols ou em noites incríveis do(s) goleiro(s). Prova clara disto foi a primeira partida da decisão da Copa do Brasil, entre Vasco e Coritiba. 1 a 0 em jogo com "melhores momentos" escassos. Mas foi uma grande partida de futebol, que deixou os vascaínos com uma vantagem considerável para decidir o título semana que vem, em Curitiba.
Sem Ramón e Éder Luís, o Vasco perdeu suas principais referências de velocidade pelos lados do campo. A escolha óbvia de Ricardo Gomes por Bernardo, mudou um pouco a maneira do time jogar, com um 4-3-2-1 mais agrupado e forçando muito o jogo pelo meio. O Coritiba manteve a postura que fez do time uma das sensações de 2011: marcação adiantada e transição veloz para o ataque, com toques rápidos e eficientes.
O primeiro tempo foi bom. Corrido e muito equilibrado. Faltaram chances de gol, porque os dois times pecavam muito no último passe. O Coritiba teve as melhores oportunidades quando forçou o erro dos limitados volantes vascaínos, faltando que Anderson Aquino entrasse em sintonia com seus companheiros de ataque. Já o Vasco, cresceu quando Felipe recuou para organizar o jogo e participou mais da partida. Faltava maior movimentação de Bernardo (muito preso pelo lado esquerdo) e participação mais efetiva dos laterais, principalmente Allan que tinha corredor enorme pela direita.
Na etapa final, o gol do Vasco saiu cedo. Boa trama de Bernardo e Diego Souza, Allan subiu aproveitando os espaços e cruzou para Alecsandro marcar de cabeça. Explosão em São Januário e vantagem importante para os donos da casa.
O jogo esquentou e o Vasco poderia ter aproveitado o momento de nervosismo do Coritiba para definir o jogo (e quem sabe o confronto). Não o fez pois recuou demais e sentiu falta da velocidade de seus dois ausentes para puxar os contra-ataques. Diego Souza, o melhor em campo e jogando como em seus melhores momentos, não tinha mais pernas; Bernardo desapareceu e Alecsandro (depois Élton) ficou isolado.
Marcelo Oliveira reoxigenou o setor ofensivo com o que tinha disponível. Principalmente Geraldo e Marcos Paulo deram mobilidade ao time que esboçou sufoco nos donos da casa nos minutos finais. A melhor chance veio já nos acréscimos com Émerson, e não seria injusto se o Coritiba empatasse.
O fato de não ter levado gols, é um alento importante. Que faz ficar maior a vantagem do Vasco para a partida decisiva. Principalmente, levando-se em conta que o time tem jogado muito melhor fora de casa. O possível retorno de Éder Luís é outro ponto importante para um time que terá que saber se fechar mas precisará de alternativas para agredir o Coritiba no Couto Pereira.
Embora o ritmo do Coritiba não me pareça com o mesmo fôlego do início da temporada, o time provou em São Januário ter totais condições de lutar pelo título. A equipe que se ressente muito da ausência de Marcos Aurélio, ainda perdeu Anderson Aquino para o jogo decisivo. Geraldo, provou que pode ser boa alternativa.
A vantagem é reversível e a festa no Couto Pereira promete ser fantástica. O que deixa ainda mais imprevisível o título da Copa do Brasil. Que certamente, ficará em boas mãos.