Boas tacadas

A dança dos técnicos segue a todo vapor no Brasileirão. Neste fim-de-semana, dois times anunciaram mudanças no comando. Outras devem acontecer nos próximos dias.

O Flamengo demitiu Rogério Lourenço no fim da última semana. Não resistiu a pressão da torcida que era enorme e aos resultados ruins. Teve dificuldades para remontar um elenco com pouco tempo para trabalhar. E perdeu uma grande oportunidade.

Para seu lugar, o time aposta em Silas que saiu do Grêmio. É uma boa contratação. Silas já mostrou capacidade no Avaí, ganhou experiência no Sul e me parece pronto para o desafio (enorme). Fracassar no Flamengo pode causar uma reviravolta negativa em sua carreira. Mas o Flamengo precisa de um treinador jovem mas com certa maturidade para trabalhar este elenco.

Outra mudança aconteceu no lanterna Goiás. Demorou, mas os Esmeraldinos desistiram de Émerson Leão. Aliás, quem ainda tem coragem de apostar em Leão?

Não que eu ache que o treinador seja 100% responsável pela má fase do time. Pelo contrário. Disse na semana passada que era um mistério porque os goianos estavam tão mal. Mas Leão acumula trabalhos negativos e o time precisava de um "fato novo".

A aposta em Jorginho é interessante. O auxiliar de Dunga vinha crescendo muito como treinador antes de ir para a seleção. Perto do ex-volante, porém, ganhou um tom grosseiro que não lhe era característico. Se readaptando, tem tudo para atingir um bom status como técnico. Capacidade para isto, me parece que ele tem. O Goiás, é a chance que Jorginho precisa para voltar ao mercado e desvincular novamente sua imagem de Dunga.

Quadro Negro - Corinthians

O Corinthians comemora 100 anos amanhã. E começamos a comemoração com uma análise tática do time de Adilson Batista. Em pouco tempo, o time já tem a cara de seu novo treinador.

O presente e o futuro próximo da equipe estão no Quadro Negro do Marcação.

Para conferir, basta clicar aqui.

Malditos penaltis

A penalidade máxima é a oportunidade que todo time pede a Deus. Não é o caso do MCerrada FC. Foram dois penaltis neste fim-de-semana que contribuíram (e muito) para impedir que o time tivesse um desempenho melhor. De toda forma, o time ficou exatamente na média definida, com 59,86 pontos.

Tudo isto porque a defesa foi um caso a parte. Exceção feita a Manoel do Atlético-PR, que fez apenas 1,5, todos ficaram acima dos 10 pontos. Destaque para Leandro Euzébio, que marcou um gol e fez 11,20 pontos.

Do meio-campo para frente o time fez a média. Todos entre 3 e 4 pontos. Aliás, as últimas rodadas podem gerar uma mudança no esquema tático do time, deixando a equipe com mais jogadores de defesa (que tem pontuado mais).

De toda forma, o resultado acabou sendo ótimo. Fomos o 5º melhor time da rodada. E subimos mais uma posição na tabela chegando também ao quinto lugar. O Campeonato é de regularidade e o MCerrada FC promete brigar pelo título. Aliás, já dá para sonhar com o G-4 na próxima rodada.

O destaque da rodada foi o Mineiro, do Leo de Paula. O time fez 65,1 pontos. Destaque para Leandro Euzébio. O ponto negativo foi a escolha por Réver, que fez apenas 0,9 pontos. Com o resultado o time ganhou 3 posições na tabela e assumiu a quarta posição.

A liderança voltou para o SLMB, do Rafael Andrade, que fez 62,17 pontos. Boas apostas em Rafael e Leandro Euzébio. Pecou por também escolher Washington (-1,6). De toda forma, reassume a ponta e abre 24 pontos de vantagem para o segundo colocado.

Equilíbrio total

Falar que o Campeonato Brasileiro é o mais acirrado do planeta parece clichê. Mas basta observar a competição para dizer que faz muito sentido. Antes de começar a competição, são muitos candidatos ao título. Durante, a disputa é sempre intensa. O exemplo é que nesta rodada foram 5 empates em 10 jogos. E apenas uma partida foi vencida por mais de um gol de diferença (Santos 2 a 0 no lanterna Goiás).

O empate mais importante foi ontem no Maracanã. Fluminense e São Paulo fizeram um excelente jogo. Apesar de ter saído na frente logo no início, a escalação de Muricy com Belletti na vaga de Émerson não funcionou. O São Paulo pressionou até conseguir a virada em dois minutos. Na etapa final, o Fluminense se acertou, pressionou, empatou o jogo e poderia ter virado (perdeu inclusive um penalti mal marcado pelo juiz, com Washington).

O Flu lidera pois tem um baita time. Além disso, tem um bom elenco, alternativas de sobra e um técnico trabalhador. É o time do momento e tem uma vantagem ainda confortável (três pontos para o segundo, dez para o terceiro). Tropeços são naturais, mas a regularidade do time impressiona.

Regularidade que também é apresentada pelo Atlético-MG. Só que jeito oposto: negativamente. Ontem o time perdeu mais uma vez (2 a 1 de virada para o Palmeiras, em Ipatinga). São 11 derrotas em 17 jogos. Ninguém perdeu tanto quanto o Galo no Brasileirão. Mesmo enfrentando um adversário que tinha apenas dois homens na frente (Valdívia e Kléber), os mineiros não conseguiram pressionar. O time seguiu desorganizado e principalmente, errando passes demais.

No segundo tempo, ganhou velocidade com a entrada de Serginho. Que deu um passe fantástico para Neto Berola abrir o placar e perdeu a chance de matar o jogo cara a cara com Marcos pouco depois. Aos poucos, passaram a dar espaços e o Palmeiras voltou a crescer. Empatou em mais um erro de Fábio Costa e virou pouco depois com o algoz Kléber. Dali em diante, via-se um time sem vontade e sem força para reverter mais este resultado.

O Brasileirão é o campeonato do equilíbrio, onde todos estão na corda bamba. E quem vacila um pouquinho, despenca na tabela e passa a ter motivos de sobra para se arrepender. Só não pode ser tarde demais.

Destaque da Rodada

Ele tirou seu time da lanterna marcando três gols contra o Palmeiras no dia do aniversário do adversário. Elias, do Atlético-GO fez por merecer ser o primeiro jogador dos goianos a figurar na seleta lista de destaques da rodada, com mais de 60% dos votos. Confira:

Victor (Grêmio) - 1ª rodada
Wálter (Internacional) - 2ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 3ª rodada
Jonas (Grêmio) - 4ª rodada
Bruno César (Corinthians) - 5ª e 11ª rodadas
Hugo (Grêmio) - 6ª rodada
Dagoberto (São Paulo) - 7ª rodada
Fábio (Cruzeiro) - 8ª rodada
Caio (Avaí) - 9ª rodada
Alecsandro (Internacional) - 10ª rodada
Conca (Fluminense) - 12ª rodada
Elias (Corinthians) - 13ª rodada
William Magrão (Grêmio) - 14ª rodada
Jorge Henrique (Corinthians) - 15ª rodada
Elias (Atlético-GO) - 16ª rodada

Quem foi o destaque da 16ª rodada do Brasileirão?

D'Alessandro (Internacional)

9,09%
Fábio (Cruzeiro)

27,27%
Elias (Atlético-GO)

63,64%

Vamos conhecer os candidatos ao prêmio na 17ª rodada. Veja e vote:

Rogério Ceni (São Paulo) - O capitão tricolor fez ótimas defesas. Defendeu um penalti de Washington, marcou um gol e impediu a disparada do líder Fluminense. Foi destaque na 3ª rodada.

Elias (Atlético-GO) - Completou a semana em grande estilo. Marcou os dois gols do Atlético-GO nos 2 a 2 contra o Avaí e entra na briga de novo. Foi o destaque da última rodada.

Vandinho (Avaí) - Aos poucos, vai reencontrando a boa fase. Marcou os dois gols do Avaí e assim como Elias foi o artilheiro da rodada.

Quem foi o destaque da 17ª rodada do Brasileirão?

Rogério Ceni (São Paulo)

Elias (Atlético-GO)

Vandinho (Avaí)












MCerrada FC

Este período de jogos seguidos é empolgante (apesar de desgastante). E o MCerrada FC vem se preparando desde o início do ano para chegar nesta época no auge da forma. Não por acaso, ganhou duas posições na tabela nas duas últimas rodadas. E preparem-se: vamos subir ainda mais nos próximos dias.

Para a rodada 17, o investimento foi alto e a expectativa é grande. Quase 164 cartoletas aplicadas na equipe. Dinheiro, definitivamente, não falta por aqui (só no jogo).

Sete mandantes estão representados na equipe. Destaque para Santos e Fluminense, com três jogadores cada um. A equipe, novamente vai no 3-4-3. Confira os escolhidos:

Rafael (Santos), Manoel (Atlético-PR), Fabrício (Ceará) e Leandro Euzébio (Fluminense); Arouca (Santos), Diego Souza (Atlético-MG), Conca (Fluminense) e Bruno César (Corinthians); Diego Tardelli (Atlético-MG), Neymar (Santos) e Washington (Fluminense). Técnico: Celso Roth (Internacional).

Isso não se faz, Palmeiras!

A rodada foi dentro da média exigida pela diretoria, que prevê mínimo de 60 pontos por rodada. Os 66,15 desta rodada, portanto, agradaram. Mas ficou o sentimento de que poderia ter sido bem melhor, se o Palmeiras não tivesse feito o papelão que fez diante do Atlético-GO.

A aposta no setor defensivo palmeirense era grande, com três jogadores. Um gol negativo para cada um. Fabrício não marcou pontos, Marcos fez três negativos. Só Maurício Ramos se salvou, com 6,8 apesar da derrota.

Do meio para a frente o time foi bem. Willians voltou a pontuar bem, com 10,8. O ataque foi quase um sucesso absoluto: 11,4 pontos para Jóbson e 11,1 para Júnior. Duro foi Wellington Paulista, outro negativo da equipe (-2,1).

O resultado porém, mostrou o sucesso que é a tal regularidade. Fomos apenas o 10º melhor da rodada, mas voltamos a ganhar uma posição na tabela. O MCerrada FC já está no G-6.

O destaque da rodada foi o Fifth Star, do Igor Medeiros. Ótimos 91,59 pontos. Apesar disso, o time ainda não figura sequer entre os 20 melhores da temporada. Vale o destaque para a excelente escolha na defesa do Fluminense, com Fernando Henrique (14), Mariano (13) e Leandro Euzébio (7,5) além de Willians e Jóbson.

A liderança da Liga segue com o Lucigol EC, do Luciano Dias. Bons 76,25 pontos na rodada que garantiram uma distância de três pontos para o segundo colocado. Destaque positivo para Mariano e Montillo (12,2). Negativo para Conca (-0,8) e Wellington Paulista.

Sono que já durou além da conta

O Brasileirão chegou à 16ª rodada. 42% da competição já se passou. E tem gente cochilando até agora. Quando acordarem, o pesadelo pode sair bem pior do que a encomenda. E pode ser tarde demais para tentar mudar o que já aconteceu.

O Atlético-MG é o principal exemplo. Foi um dos times que mais investiu para o Brasileirão. É vice-lanterna com apenas 14 pontos em 16 jogos. Menos de 30% de aproveitamento. Menos de um ponto por jogo em média. É o terceiro pior time da competição. A título de comparação: em 2005, quando foi rebaixado, tinha 12 pontos na 16ª rodada. Apenas dois a menos.

Ontem mais um jogo ruim diante do Flamengo. 0 a 0 de poucas oportunidades e péssimo para ambos os times. O que se vê no discurso dos atleticanos porém, é preocupante. Luxemburgo garante que o time ainda vai encaixar. Jogadores dizem que o time foi bem e que está em crescimento. O torcedor do Galo só espera que este crescimento não comece a virar pontos na tabela tarde demais.

Assim como o Grêmio. Nesta rodada mais uma derrota: 2 a 1 em casa para o Santos. Renato Gaúcho tem um trabalho duríssimo pela frente. O time tem apenas 15 pontos e potencial para muito mais. Em 2004, contra foi rebaixado, o time tinha os mesmos 15 pontos nas 16 primeiras rodadas.

O problema no Olímpico é que Renato acabou de chegar. Diz que o time tinha muitos problemas e precisará de tempo para resolver. De fato, faz sentido imaginar que o novo técnico demande algum tempo para encaixar seu trabalho. O problema, é que tempo parece ser coisa que o Grêmio não tem. Não dá para esperar.

Situação semelhante após a 16ª rodada vivem ainda São Paulo e Palmeiras. O tricolor é só o 15º. A Libertadores começa a tornar-se um sonho distante. E depois de oito participações seguidas, seria péssimo. A indefinição quanto ao treinador e alguns problemas no elenco agravam a situação do São Paulo (outro que empatou em 0 a 0 na rodada, em jogo péssimo contra o Vasco).

Quem fez mais feio na rodada foi mesmo o Palmeiras, 13º colocado. Investimento pesado em Felipão, Valdívia e Kléber não foram suficientes para evitar um vexatório 3 a 0 para o ex-lanterna Atlético-GO justamente no dia do aniversário de 96 anos do clube. Mesmo que Valdívia ainda esteja sem ritmo e que Kléber não tenha jogado o placar é injustificável.

O Campeonato vai chegando à metade. E quem não acordar logo, corre um sério risco de ficar preso em um pesadelo que durará pelo menos 365 dias.

Destaque da Rodada

Ser o melhor em campo num clássico faz toda a diferença. Uma atuação impecável, com direito a duas assistências contra o São Paulo, deu a Jorge Henrique um lugar na concorrida lista de Destaques da Rodada. Diga-se de passagem, ele é o terceiro jogador do vice-líder na lista, que tem Bruno César na liderança.

Confira:

Victor (Grêmio) - 1ª rodada
Wálter (Internacional) - 2ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 3ª rodada
Jonas (Grêmio) - 4ª rodada
Bruno César (Corinthians) - 5ª e 11ª rodadas
Hugo (Grêmio) - 6ª rodada
Dagoberto (São Paulo) - 7ª rodada
Fábio (Cruzeiro) - 8ª rodada
Caio (Avaí) - 9ª rodada
Alecsandro (Internacional) - 10ª rodada
Conca (Fluminense) - 12ª rodada
Elias (Corinthians) - 13ª rodada
William Magrão (Grêmio) - 14ª rodada
Jorge Henrique (Corinthians) - 15ª rodada

Vamos agora aos candidatos da 16ª rodada. Escolha e vote:

D'Alessandro (Internacional) - Um drible espetacular e um lindo passe de letra na jogada do gol Colorado. O argentino provou mais uma vez que é diferenciado na vitória por 1 a 0 sobre o Avaí.

Fábio (Cruzeiro) - Defendeu um penalti (o 4º em cinco cobranças este ano) e garantiu o magro 1 a 0 do Cruzeiro sobre o vice-líder Corinthians. Foi destaque na 8ª rodada.

Elias (Atlético-GO) - Marcou três gols, estragou a festa de 96 anos do Palmeiras e ainda tirou o Atlético da lanterna do Brasileirão.
Quem foi o destaque da 16ª rodada do Brasileirão?
D'Alessandro (Internacional)
Fábio (Cruzeiro)
Elias (Atlético-GO)


Que comece o show

Não me canso de falar aqui no blog: não há no planeta um campeonato como a Champions League. Bem organizado, atraente, com palcos maravilhosos e times espetaculares. Claro que há algumas babas também, afinal é um direito de todos os países do continente participarem da festa. Mas no geral, é um campeonato de altíssimo nível. Quase uma Copa do Mundo anual.

Hoje saíram os grupos da primeira fase da temporada 2010/2011. Muitos combates interessantíssimos já na fase inicial. Destaque para mais um duelo entre Milan e Real Madrid, assim como no ano passado.

Sem mais delongas, vamos aos grupos e palpites deste que vos escreve (em negrito os classificados). Ano passado, o aproveitamento na classificação foi muito bom.

GRUPO A: Inter de Milão (Itália), Werder Bremem (Alemanha), Tottenham (Inglaterra) e Twente (Holanda) - O grupo é extremamente equilibrado, exceto pela atual campeã Inter de Milão que deve se classificar com sobra. Por isso, o Twente deve acabar tornando-se o saco de pancadas.

GRUPO B: Lyon (França), Benfica (Portugal), Schalke (Alemanha) e Hapoel Tel-Aviv (Israel) - O grupo mais fraco da primeira fase. Os israelenses já experientes na competição não devem fazer frente a ninguém. Apesar de ter perdido jogadores muito importantes (Ramires e Dí Maria) o Benfica me parece o mais forte. Pela tradição, o Lyon deve passar mas não terá tarefa fácil.

GRUPO C: Manchester United (Inglaterra), Valência (Espanha), Rangers (Escócia) e Bursaspor (Turquia) - Provavelmente o grupo de previsão mais fácil da primeira fase. Manchester e Valência estão muito acima dos outros concorrentes.

GRUPO D: Barcelona (Espanha), Panathinaikos (Grécia), Copenhague (Suíça) e Rubin Kazan (Rússia) - O Barcelona pegou um grupo teoricamente fácil. Deverá passar com tranquilidade. Gregos e russos brigam pela segunda vaga. Pelas últimas temporadas, aposto no Rubin.

GRUPO E: Bayern de Munique (Alemanha), Roma (Itália), Basel (Suíça) e Cluj (Romênia) - Outro grupo de previsão teoricamente fácil. O atual vice-campeão não terá dificuldades. Mas o time de Adriano pode se surpreender.

GRUPO F: Chelsea (Inglaterra), Olympique de Marselha (França), Spartak Moscou (Rússia) e Ziilina (Eslováquia) - Outro grupo onde há um favorito disparado. O Chelsea vai se classificar fácil. A segunda vaga será brigada, mas os franceses perderam muita força e acredito em mais um russo classificado.

GRUPO G: Milan (Itália), Real Madrid (Espanha), Ajax (Holanda) e Auxerre (França) - O grupo da morte, com 20 títulos da Champions. Marca o reencontro (novamente) de Kaká e Milan. Italianos não terão vida fácil, principalmente com o Ajax que pode surpreender, mas devem se classificar os dois maiores.

GRUPO H: Arsenal (Inglaterra), Shaktar Donetsk (Ucrânia), Braga (Portugal) e Partizan (Sérvia) - Um grupo equilibrado, e bom para o Arsenal. Ucranianos já podem sonhar com vôos maiores na Europa, mas devem ter trabalho com o Braga, que surpreendeu na fase preliminar.

A diferença vem de fora

É um dos clichês mais básicos dos "pontos corridos": vencer em casa é obrigação, vencer fora de casa faz a diferença. E é esta diferença que separa Fluminense e Corinthians na ponta da tabela do Brasileirão. Enquanto o Flu venceu o Goiás ontem por 3 a 0 no Serra Dourada e chegou aos 17 pontos conquistados longe do Rio de Janeiro, o Corinthians perdeu mais uma e tem apenas 7 (com dois jogos a menos como visitante).

O Parque do Sabiá recebeu um ótimo público e viu os melhores 15 minutos iniciais do Campeonato até aqui. O Cruzeiro começou a partida disposto a abafar. Levou perigo em velocidade pela esquerda e faria o gol com Wellington Paulista se a zaga não cortasse. Abriu o placar pouco depois, com o argentino Montillo. Logo depois o Corinthians partiu para a resposta e teve um penalti (bem marcado) a seu favor. Bruno César bateu muito mal e Fábio defendeu (a quarta defesa em cinco penaltis no ano). Foi um belo início de jogo.

Daí em diante, o ritmo foi caindo aos poucos. O Cruzeiro, num 3-6-1 que sacrificava Wellington Paulista pela meia esquerda e deixava Robert completamente isolado na frente, se preocupava apenas em defender e não tinha velocidade para ligar os contra-ataques. O Corinthians tinha a bola (teve mais de 60% de posse durante todo o jogo) mas não conseguia fugir da ótima blitz imposta pelos mineiros na entrada da área.

Assim o jogo era disputado, bom tecnicamente, mas não tinha oportunidades de gol. O que apenas piorou na etapa final, quando o Corinthians cansou de tentar em vão e o Cruzeiro ficou mais do que satisfeito com o 1 a 0. Resultado final em Ipatinga.

Adilson Batista não encontrou "sua cria" em Minas Gerais. O Cruzeiro de Cuca já não tem quase nada do Cruzeiro de Adilson. Seis dos titulares ontem quase não jogavam ou nem estavam no elenco com o ex-técnico. Ainda que Cuca não tenha ainda um estilo de time definido, já tem sua filosofia imposta aos jogadores. É um time que tem potencial para crescer, se souber de suas limitações. Com o elenco completo, pode até brigar pelo título.

Já o Corinthians, aos poucos também deixa de ser o "do Mano" para tornar-se o time de Batista. Meio-campo leve, envolvente, rápido e que valoriza a posse de bola. Faltou porém uma alternativa já que os volantes (Elias e Jucilei) ontem não conseguiram penetrar em velocidade para surpreender a defesa mineira. Os paulistas brigarão pelo título. Mas vão precisar fazer longe do Pacaembu a diferença para chegar à taça.

Quadro Negro - Goiás

Ontem acompanhei o bom jogo entre Goiás e Fluminense com um objetivo. Não era ver o líder jogar, nem tampouco acompanhar o primeiro jogo de Deco como titular. Claro que acabei me rendendo ao bom futebol do time de Muricy Ramalho, que fez 3 a 0 e disparou na liderança.

O que eu mais queria, porém, era entender porque o Goiás faz uma campanha tão ruim no Brasileirão. E após o jogo confesso: não descobri.

Tente você desvendar este mistério, conhecendo o time goiano no Quadro Negro do Marcação Cerrada. Clique aqui e veja.

Quem sabe, sabe

Os europeus deram ontem mais um exemplo de como se tratar ídolos. O "amistoso" entre Barcelona e Milan, que valia o troféu Joan Gamper foi mais um sucesso. Não por acaso, foi transmitido mundo afora e assistido no Nou Camp por mais de 97 mil pessoas.

Melhor do que o 1 a 1 e a vitória dos donos da casa nos penaltis, foram as homenagens à Ronaldinho Gaúcho. Pela primeira vez contra o ex-clube (onde jogou de 2003 a 2008), o meia foi ovacionado pela torcida antes do jogo. O telão exibiu lances dele com a camisa do Barça. E ainda foi convidado para sair na foto junto com seus ex-companheiros.

Já estava de bom tamanho. Mas o Barcelona fez mais. Após vencer e receber a taça, através de seu capital Puyol, o time catalão ofereceu o troféu ao ídolo. Uma cena inédita, bonita e muito interessante.

Agora, precisamos ser justos. Teve coisa mais bela do que as homenagens ao brasileiro. E por isso, vou voltar a postar um vídeo no Marcação. O gol do eterno Inzaghi, foi uma pintura! Quem sabe, não esquece. Vale a pena conferir:

Onde os fracos não tem vez

Acabou a moleza. O Campeonato Brasileiro entrará a partir de hoje em sua fase "maluca". Ninguém terá descanso superior a 4 dias nos próximos dois meses e meio. Serão 14 rodadas sem intervalo, duas vezes por semana.

Dizem que é agora que o campeonato se decide. Não é totalmente verdade. Mas também está longe de ser uma mentira. Afinal, todos os pontos (da primeira, da 15ª ou da 38ª rodada) valem o mesmo tanto. Porém, este é o período da competição onde é necessário ter elenco e planejamento.

Quem já tem o time pronto sai em vantagem. A tendência natural, é que Corinthians e Fluminense (os dois melhores até aqui) aumentem a distância para os demais. Afinal, não haverá tempo para acertos. Por isso, Grêmio e Atlético-MG não podiam esperar tanto para reagir. A "fase aguda" deve dificultar ainda mais a vida dos dois, atolados na zona do rebaixamento.

É uma pena (para o nível da competição) que o nosso calendário ainda seja tão desorganizado e apertado. A sequência desgastante de jogos e viagens com pouco tempo para recuperar jogadores fisica e clinicamente é prejudicial tecnicamente. Mas para quem gosta de acompanhar, vem aí uma verdadeira overdose de futebol. A hora de separar os verdadeiramente bons. E onde os fracos não terão vez.

MCerrada FC

As rodadas de meio-de-semana estão de volta. Bom para o Marcação ganhar o ritmo necessário para entrar em definitivo na briga pelo título. E para a difícil rodada 16, escalamos um time diferente, com várias apostas novas e com uma mudança rara nas táticas. Pela primeira vez na temporada, dois jogadores do mesmo time para uma mesma posição.

Palmeiras, Botafogo e Vitória formam a base da equipe, que conta ainda com mais três equipes. Investimento total de quase 154 cartoletas. Sobra dinheiro no cofre do MCerrada FC.

Novamente, o esquema é o 3-4-3, que encontrou uma regularidade especial.

Confiram os escolhidos:

Marcos (Palmeiras), Fabrício (Palmeiras) Fábio Ferreira (Botafogo) e Maurício Ramos (Palmeiras); Willians (Flamengo), Elkeson (Vitória), Caio (Avaí) e Maicosuel (Botafogo); Jóbson (Botafogo), Júnior (Vitória) e Wellington Paulista (Cruzeiro). Técnico: Toninho Cecílio (Vitória).

Com todo o respeito

Pretendido pelo Fenerbahçe, Robinho foi claro.

"Com todo o respeito ao futebol turco, mas não vou jogar lá".

Bom...

Com todo o respeito ao Robinho, não precisava dizer isso, né?

Realmente ele não vai jogar lá. Assim como não jogou no futebol espanhol, muito menos no futebol inglês.

Quem sabe um re-retorno ao Santos?

Aqui no Brasil ele joga.

Copa do Brasil, Campeonato Paulista...

Está de bom tamanho.

Uma diferença: resultados

No Brasil é utopia falar em "clube diferenciado". Há diferentes formas de administrar, mas no fundo, são todos iguais. A prova acontece agora, com o São Paulo. É fácil ser diferente com resultados. Quando o time é multi-campeão, tem os melhores jogadores, um treinador cobiçado e rendas astronômicas tudo parece simples e agir de maneira superior parece natural. O difícil, é administrar uma crise.

E é este o momento que o São Paulo passa neste momento. Crise. No sentido amplo da palavra. Os custos do futebol cresceram, o time sente falta do dinheiro que deixou de receber no passado por não vender seus principais jogadores e o principal: os resultados desapareceram.

O principal problema é achar que futebol é uma ciência exata. É impossível ganhar sempre. São muitos fatores em jogo. E o São Paulo simplesmente se desacostumou a perder. Um terceiro lugar no Campeonato Brasileiro não é ruim. Ser eliminado na semifinal da Libertadores também está longe de ser um vexame. Só que no tricolor, pelo passado recente, tudo que não seja o título é descartado como ruim.

É este pensamento que fez o time degolar Ricardo Gomes, que fazia um trabalho decente, sem ter bons nomes no mercado. E pior ainda, a pouca paciência com Sérgio Baresi, profissional de futuro. A diretoria deve voltar a apostar em grife: Paulo Autuori é o favorito. É um bom nome, mas não vem de bons trabalhos no Brasil. Aliás, seu último grande trabalho foi no São Paulo, em 2005. Antônio Lopes é o outro nome forte. Não me pega.

Serenidade para passar por crises é o que faz de alguém diferenciado. E neste momento, o São Paulo vai dando uma demonstração clara de que não passa de um clube brasileiro como a maioria dos outros. Talvez, com um pouco mais de grife e resultados.

Quadro Negro - Cruzeiro

Uma partida ruim, a primeira derrota em casa e uma queda importante na tabela. O Cruzeiro perdeu mais uma chance de entrar no G-4 do Brasileirão. Os motivos? Estão no Quadro Negro do Marcação Cerrada.

A salada tática feita por Cuca contra os baianos e uma alternativa simples para o Cruzeiro crescer no Brasileirão.

Clique aqui e confira.

Sem espaço para decepção

68,96 pontos. Parece pouco depois da expectativa criada em cima do time escalado para a última rodada. Mas está dentro da boa média de qualidade definida pela diretoria (ficar sempre acima dos 60 pontos). Como o segredo do MCerrada FC sempre foi a regularidade, o sentimento é de tranquilidade no Centro de Treinamento.

O desempenho comprovadamente bom fica claro quando comparado com os adversários: fomos o 4º melhor da rodada novamente.

E olhe que Harlei bem que tentou atrapalhar, com 4 pontos negativos. Sorte que Maicosuel e Bruno César se comprovaram mais uma vez como investimentos com retorno garantido. Apoiados pela boa atuação de Neymar, levantaram a média de pontos do time na rodada. A grande decepção foi Conca, com apenas 0,5 pontos. Dele, dava para se esperar mais.

Com o resultado, ultrapassamos a barreira dos 1000 pontos na temporada. Ganhamos uma posição na tabela (estamos em 7º) e seguimos forte na briga pelo título.

Já a liderança da Liga mudou de mãos novamente. O Zanotteraégol voltou a ser o melhor da rodada e retomou a ponta com os 86,52 pontos desta rodada. Abriu sete de frente para o vice, SLMB. Destaque para as boas apostas em Roberto Carlos, Fábio Ferreira, Maicosuel e Neymar. A aposta do cartoleiro Pedro Zanotti foi Cruzeiro e Santos. Os dois times tinham 9 dos 12 escolhidos para a rodada. Pelo jeito, boa escolha, apesar da derrota dos mineiros.

Folga na ponta e vacilos contínuos

Fluminense e Corinthians disparam. Abrem uma vantagem confortável na briga pelo título. A diferença do vice-líder para o terceiro colocado já é de 7 pontos. Ou seja: certamente nas próximas duas rodadas, os dois primeiros colocados podem trocar de posição entre si, mas não serão ultrapassados por ninguém.

Muito disto deve-se aos tropeços dos adversários. Como vacilam os rivais de Corinthians e Fluminense na briga pelo título.

O Avaí por exemplo, poderia estar mais próximo das primeiras posições. Mas sem vários titulares, não conseguiu somar pontos diante do Botafogo no Engenhão. Bom para o organizado time de Joel Santana, agradavelmente ofensivo e que chega ao terceiro lugar. Este ano, é possível ao torcedor botafoguense pensar grande.

O Internacional também vacilou na rodada. Porém, um vacilo perdoável, logo após conquistar a Libertadores. Com time reserva, ficou apenas no empate em casa contra o lanterna Atlético-GO. Se a fase não é para reclamação, fica a certeza de que o time que o Inter colocou em campo era capaz de vencer.

No entanto, o grande "vacilão" do Brasileiro até agora é o Cruzeiro. Pela terceira rodada consecutiva, o time só dependia dele para chegar ao G-4. Ontem, completou o terceiro jogo sem vencer. E pior: foi derrotado em casa pelo bom time do Vitória por 1 a 0. Desorganizado em campo o time pouco ameaçou o gol de Viáfara e segue lamentando a falta do Mineirão.

De fato, Corinthians e Fluminense são os melhores times do Brasileirão. Os mais organizados, os que chegaram mais "prontos" à competição e os que tem elencos mais fortes (ao lado do Inter que entrará forte na disputa agora). Hoje, a tendência é de polarização na disputa pelo título. Salvo a chegada de algum intruso inesperado.

Destaque da Rodada

A transparência é a marca registrada do Marcação Cerrada. E na rodada 14, o site de enquetes nos deixou na mão. Não sei por qual motivo, o site (e consequentemente a enquete) ficaram fora do ar, impedindo a votação do destaque. Por isto, eu escolherei o vencedor, infelizmente. Sendo assim, William Magrão, autor de dois gols na vitória do Grêmio sobre o Goiás, entrará nesta lista:

Victor (Grêmio) - 1ª rodada
Wálter (Internacional) - 2ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 3ª rodada
Jonas (Grêmio) - 4ª rodada
Bruno César (Corinthians) - 5ª e 11ª rodadas
Hugo (Grêmio) - 6ª rodada
Dagoberto (São Paulo) - 7ª rodada
Fábio (Cruzeiro) - 8ª rodada
Caio (Avaí) - 9ª rodada
Alecsandro (Internacional) - 10ª rodada
Conca (Fluminense) - 12ª rodada
Elias (Corinthians) - 13ª rodada
William Magrão (Grêmio) - 14ª rodada

Vamos agora aos candidatos da 15ª rodada:

Jorge Henrique (Corinthians) - Ofuscou os dois gols de Elias com uma atuação infernal. Saíram dos pés do atacante as melhores jogadas do Corinthians, inclusive duas assistências.

Rogério Ceni (São Paulo) - Isto mesmo. Sofreu três gols, mas impediu pelo menos mais três oportunidades. A ótima atuação dele impediu uma goleada maior no Pacaembu.

Carlos Alberto (Vasco) - Deu o passe para os dois gols do Vasco no clássico contra o Fluminense. O capitão mostrou que está voltando á velha forma e ainda quase marcou o terceiro.

Marcação três anos!

22 de agosto de 2007. Uma idéia despretenciosa que não demorou para tornar-se uma obrigação prazerosa. Este é o Marcação Cerrada, que completa hoje seu terceiro aniversário.

Antes de escrever este post, tentei imaginar o que faz parte da minha vida há três anos. Quase nada. Neste período muita coisa mudou, em todos os aspectos da minha vida. Mas o Marcação como um filho, me dá cada vez mais trabalho, mas cada vez mais orgulho. Fica uma impressão sincera de que ele será eterno.

Com Bolão, Quadro Negro e outros, já são 2331 postagens. Quase 52 mil visitas. Já são duas edições da "Seleção Marcação Cerrada do Campeonato Brasileiro", caminhando para a terceira. Também estamos na terceira edição do "Bolão Marcação Cerrada", ainda esperando que alguém consiga desbancar o bi-campeão Nobre Ordinário. Participamos pela segunda vez da festa chamada "Cartola FC". Cobrimos na íntegra a nossa primeira Copa do Mundo. Champions League, campeonatos nacionais, Libertadores, Sul-Americana, campeonatos estaduais. Não pretendo parar por aqui.

Fica a certeza de que este espaço só segue sendo atualizado todos os dias por causa de vocês, leitores que gastam segundos ou minutos diariamente neste espaço.

Por isso, não vou usar o post para "parabenizar" o Marcação Cerrada. Para mim, cada aniversário é data de agradecer a todos que ajudam ou já ajudaram o Marcação. Leitores que acompanham desde o início ou quem está conhecendo o blog agora.

Muito obrigado e que venha mais um ano de vida!

Quer dar seu presente para o Marcação Cerrada? Existem várias formas. Pode ajudar a divulgá-lo no twitter ou indicá-lo a um amigo. Pode simplesmente fazer a sua visita e deixar um comentário. Ou votar no blog no prêmio Blog Books, que poderá transformá-lo em livro, clicando no banner à direita. O Marcação agradece!

MCerrada FC

Semana passada fizemos mistérios e funcionou. Foram 114 pontos na rodada. Mas não vai virar costume por aqui. Para esta rodada, temos um time de respeito, que espera seguir com alta pontuação (nem precisa ultrapassar os 100 novamente).

Por isso, mais de 160 cartoletas de investimento. Um meio-campo de respeito, com certeza de muitos pontos. Reparem que este será o setor mais forte da equipe (é o setor com mais jogadores do Brasileirão).

Ao todo, 7 times aparecem no elenco. Todos "mandantes" se considerarmos que Fluminense e Vasco acontecerá em campo neutro.

Vamos aos escolhidos, novamente no 3-4-3 que tem funcionado bem:

Harlei (Goiás), Edcarlos (Cruzeiro), Antônio Carlos (Botafogo) e Sorondo (Internacional); Bruno César (Corinthians), Conca (Fluminense), Montillo (Cruzeiro) e Maicosuel (Botafogo); Jóbson (Botafogo), Neymar (Santos) e Wellington Paulista (Cruzeiro). Técnico: Celso Roth (Internacional).

Brasil estrangeiro

A segunda convocação de Mano Menezes como técnico da seleção brasileira faz pouco sentido por não ter nenhum jogo agendado para a data. A CBF errou no planejamento e escancara a ausência de um diretor de seleções para trabalhar com Mano. O preferido, Eduardo Maluf, teria pedido para permanecer no Atlético-MG até o fim do ano, já que acabou de chegar ao clube.

Apesar de perder uma data (e neste período de 4 anos sem eliminatórias, cada data-fifa é fundamental), Mano optou por reunir o elenco para um período de treinamentos. A idéia é interessante, mas certamente, muito menos útil do que uma partida amistosa.

O ponto ruim ficou pela não convocação de jogadores que atuam no país, já que por aqui o nosso "ótimo" calendário não programa paralizações para a seleção.

De toda forma, Mano fez algumas ótimas escolhas. Nomes que certamente chegam para ficar.

O primeiro deles é Diego Alves. Baita goleiro, jovem e um jogador que certamente já merecia figurar em um time de ponta da Europa. Mas segue batendo recordes atrás de recordes no Almería. Na minha visão, é o subsituto a longo prazo de Júlio César.

O segundo é Douglas Costa. O meia, revelado pelo Grêmio, tem idade olímpica e é bom jogador. Sabe jogar pelos lados, fundamental para o 4-2-3-1 de Mano. Certamente seguirá tendo oportunidades.

Por fim, Philippe Coutinho, o mais promissor deles. É craque e certamente não vai demorar para encontrar seu espaço na Inter de Milão. Tem tudo para ser o comandante da seleção olímpica, até pela experiência que vai adquirir nos próximos anos.

Tiros certeiros de Mano Menezes, que ao meu ver só errou na inclusão de Hulk. Até defendia a convocação dele por Dunga, mas certamente, não tem nada a ver com o momento de renovação da seleção.

Confira a lista completa:

Goleiros: Gomes (Tottenham) e Diego Alves (Almería).

Laterais: Daniel Alves (Barcelona), Rafael (Manchester United), André Santos (Fenerbahçe) e Marcelo (Real Madrid).

Zagueiros: Alex (Chelsea), David Luiz (Benfica), Henrique (Racing Santander) e Thiago Silva (Milan).

Volantes e meias: Carlos Eduardo (Hoffenheim), Douglas Costa (Shakhtar), Fernandinho (Shakhtar), Hernanes (Lazio), Lucas (Liverpool), Philippe Coutinho (Inter de Milão), Ramires (Chelsea) e Sandro (Tottenham).

Atacantes: Alexandre Pato (Milan), André (Dínamo de Kiev), Hulk (Porto) e Robinho (Manchester City).

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Ídolo: eterno e candidato

Pretendia fazer dois posts separados sobre os assuntos. Afinal, eles mereciam. Mas como passei a manhã sem internet, resolvi uni-los em um só. Afinal, falam mais ou menos sobre a mesma coisa. Ídolos. Aqueles do passado (que também são do presente) e que se eternizam. E aqueles, candidatos, que precisam de espaço e de escolhas certas para de fato, tornarem-se.

O primeiro caso é o de Marcos. O goleiro completou ontem 500 jogos com a camisa do Palmeiras. Marca de dar inveja aos jogadores que trocam de clube duas vezes por ano nos tempo modernos. Marcos é uma raridade e um baita exemplo. Um jogador líder, sem papas na língua e sem discursos prontos. Imprevisível, na acepção da palavra.

Marcos ganhou muita coisa na carreira. Foi titular e decisivo na seleção brasileira, campeã mundial em 2002. E mesmo quando estava no auge da carreira, resolveu ficar no Palmeiras e disputar com o clube a Série B. E mesmo depois de tanta história, ainda sofre nas derrotas e comemora as vitórias como um garoto.

Foi assim ontem. Nada mais justo do que uma vitória épica quando o jogador completava os 500 jogos. Uma improvável virada sobre o Vitória, na Sul-Americana. Depois de perder o primeiro jogo por 2 a 0, e cheio de desfalques, o time conseguiu o 3 a 0 com o último gol saindo no finalzinho da partida. Não entrarei em detalhes do jogo pois, a esta altura, todos já assistiram os gols e leram bastante a respeito.

Quem também deu um largo passo para entrar no hall dos ídolos ontem foi Neymar. O garoto rejeitou a proposta milionária do Chelsea e disse que ficará no Santos. Uma escolha precisa e perfeita. Neymar ainda é muito jovem, tem muito a evoluir por aqui e tempo de sobra para ganhar dinheiro no exterior.

O Santos investiu pesado para manter um jogador. Dá uma clara demonstração de que está disposto a mudar muitas coisas no futebol brasileiro. Aliás, Luís Álvaro Oliveira vai fazendo um trabalho digno de livro no clube paulista.

Antes de mais nada, quero deixar claro que, do ponto de vista do clube, acho a decisão extremamente perigosa. Não são raros os casos de jogadores que não foram vendidos no auge e depois renderam pouco ou nenhum dinheiro para o clube. Neymar pode ser mais um, por mais que hoje pareça improvável.

De toda forma, a notícia é ótima para o futebol brasileiro que ganha a qualidade de um "quase-ídolo" que tem tudo para se eternizar nos próximos anos.

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Glória do desporto internacional

O hino do Internacional de Porto Alegre ficou pequeno para tantas glórias. O time deixou de ser "apenas" orgulho nacional há pelo menos cinco anos. As fronteiras do Brasil ficaram pequenas para o Colorado. Assim como o Beira-Rio deve ficar em breve, para abrigar tantas conquistas. Esta é a história do Inter, cada vez mais campeão, cada vez mais eternizando ídolos.

Não há como falar das conquistas coloradas sem lembrar da história recente. No final da década de 90, o Inter vivia um momento terrível. Enfrentava sérias dificuldades financeiras enquanto via o rival Grêmio acumular troféus. O fundo do poço veio em 2002, quando o time só se safou do rebaixamento graças ao gol do primeiro ídolo eterno da história recente: Mahicon Librelato. O jogador, que morreria 11 dias depois num acidente de carro, marcou o tento salvador na última rodada do Brasileirão contra o Paysandu.

De lá para cá, o Internacional se reinventou. Passou por ótimas administrações e pelas mãos de Fernando Carvalho. Criou o programa de sócio-torcedor e foi abraçado definitivamente pelo seu torcedor, tornando o clube viável. Hoje, com mais de 100 mil sócios, o time tem quase 40 milhões de reais anuais vindos do projeto.

Por isso, as conquistas não demoraram para aparecer. Um vice-campeonato brasileiro em 2005. A Libertadores e o Mundial em 2006. A Recopa em 2007. A Sul-Americana em 2008. E outra Libertadores, em 2010.

O Inter de empatia impressionante entre time e torcida. Que joga com a camisa, com a qualidade dos pés e também com o coração. Coração. Que fez Renan, Fabiano Eller, Bolívar, Tinga e Rafael Sóbis quererem "voltar para casa" depois de se aventurarem no exterior. Que segurou Guiñazu no início da temporada. Que fez Sandro não tirar o pé de uma dividida sequer mesmo vendido antecipadamente para o Tottenham da Inglaterra. E não duvidem que ele certamente vai querer voltar um dia.

O Inter que aposta em jovens. Que contrata pensando no futuro quando trás para Porto Alegre Nei e Giuliano. Que coloca Taison para jogar uma decisão. Que aposta em Leandro Damião para decidir o jogo mais importante do ano.

O Inter que foi corajoso para demitir um técnico que levou o time às semifinais da Libertadores. E para apostar em um contestado Celso Roth, que merecia mais do que ninguém este título para colocar sua carreira (ótima, mas pouco vitoriosa) onde é justo.

Não vou falar muito sobre o jogo de ontem para o texto não ficar grande demais. O Chivas foi um adversário duro. Guerreiro, as vezes até demais. Jogou tudo que pôde, mas de fato, não tinha time para encarar o Internacional. Depois de virar o primeiro tempo vencendo em um jogo fraco, levou a virada pois viu os donos da casa adiantarem a marcação e passarem a controlar o jogo.

O Internacional é o mais justo campeão da Copa Libertadores da América. E podem ter certeza, que as glórias não vão parar por aí. A América também já se tornou pequena.

Tranquilidade, cabeça no lugar e comemoração

É hoje o grande dia. Por mais clichê que pareça, a frase cabe muito bem para o torcedor do Internacional nesta quarta-feira. O caminho para o sucesso, está no título deste post: tranquilidade, cabeça no lugar e comemoração.

O sentimento de "já ganhou" parece (mais uma vez) aflorado na imprensa brasileira. Em geral, todos pensam que o Inter, de fato, já tem as mãos no caneco da Libertadores de 2010, a segunda de sua história. E é natural, depois do ótimo resultado conquistado na primeira partida.

De toda forma, aos jogadores, cabe a tranquilidade e sabedoria de que nada é conquistado antes da hora, principalmente tratando-se de uma competição deste porte. Neste momento, vale lembrar histórias passadas. Uma tão recente: a do Cruzeiro, que empatou a primeira partida no ano passado e foi tratado por todos como "campeão antecipado" diante de um ótimo Estudiantes em 2009. Ou do Flamengo, que levou uma inimaginável reviravolta do América do México em pleno Maracanã.

Com a estrutura que tem, o Inter deve segurar os ânimos do elenco o máximo possível. Dentro de campo, jogando tudo o que sabe, o Colorado tem (de fato) condições de se sagrar campeão até com certa tranquilidade. Não que o Chivas tenha um time ruim. Mas os brasileiros são muito superiores. Dentro de campo e no banco de reservas.

Celso Roth tem a oportunidade que sempre sonhou. É vencer e colocar-se em definitivo na prateleira de cima, deixando rótulos injustos para trás. Caso perca, provavelmente ficará marcado em definitivo.

Torcerei pelo Inter. E acredito no título Colorado. Basta seguir este caminho, que parece simples, mas é bem complicado. Resta esperar.

Quadro Negro - Real Madrid

A contratação de Ozil mexeu de vez com o Real Madrid. O time de José Mourinho parece mais forte do que nunca para brigar por títulos na temporada.

Porém, ficou a pergunta: o que será de Kaká?

O futuro do meia brasileiro e também do excelente time espanhol. Respostas que o Quadro Negro do Marcação Cerrada tenta dar.

Para conferir, é só clicar aqui.

O glamour está de volta

Copa do Mundo, Libertadores, até os campeonatos nacionais tem seu lugar no coração dos amantes do futebol. Valem cada segundo em frente à TV, rádio ou até mesmo acompanhando pela internet. Mas para mim, não há nenhum campeonato no planeta mais bacana do que a Champions League, a "Libertadores" da Europa.

Extremamente bem organizado, disputado, um desfile de craques. Puro glamour!

A última fase antes da definição dos grupos já começou. E promete já nos brindar com os primeiros bons jogos. Grandes times dependem de bons resultados para se classificar definitivamente para a competição.

Alguns duelos interessantes desta fase:

Young Boys x Tottenham - Os ingleses são favoritíssimos. Mas é bom tomar cuidado com os suíços, que já eliminaram o Fenerbahçe.

Dinamo Kiev x Ajax - Um dos melhores jogos desta fase. Os holandeses vão ter que jogar muita bola para conseguir a classificação. Apostaria no Dínamo.

Werder Bremem x Sampdoria - Dificilmente os italianos conseguirão a vaga. O Werder tem mais time, mais estrutura, e ainda busca reforços para seu elenco.

Braga x Sevilla - Os portugueses são franco atiradores. Mas a tarefa do time de Luís Fabiano certamente não será nada fácil.

Isto é a Champions League. Quem não conhece, não sabe o que está perdendo...

Para entrar na briga

O MCerrada FC precisava de uma rodada como esta. Por isto, apostou alto. Pela primeira vez na temporada fez mistério e não revelou a escalação antecipadamente aqui no blog. Surtiu efeito. Com 96,07 pontos, o time conseguiu a 4ª posição na rodada e recuperou o 8º lugar na tabela de classificação.

Ainda estamos distantes do primeiro colocado. Mas o atual campeão sabe que é a regularidade que faz o campeão. E por isto, estamos no caminho certo.

Novamente no 3-4-3, a equipe foi bem e mostrou equilíbrio. Cada posição teve um jogador de destaque: Leandro Euzébio (13,9) na defesa, Conca (17,2) no meio e Diego Tardelli (15,1) no ataque. Aliás, novamente o argentino foi o melhor jogador do time. É aposta certa! Nunca decepciona. Por falar em decepção, apenas os flamenguistas foram mal. Ronaldo Angelim (3,1) e Willians (3,7) fora os únicos abaixo dos cinco pontos.

O destaque da rodada foi o Vanguarda EC, do Léo Medeiros, com ótimos 111,25 pontos. Excelente escolha do meio-campo, formado por Montillo, Bruno César e Conca, todos acima dos 11 pontos. Apenas Fábio, goleiro do Cruzeiro foi mal. Apesar de fazer ótima partida, sofreu dois gols, jogando sua média de pontos para baixo. Com o resultado, o Vanguarda segue na briga pelo título. Ganhou duas posições na tabela e é o novo 6º, menos de 30 pontos atrás do primeiro.

Primeiro colocado que segue sendo o SLMB, do Rafael Andrade. A regularidade e o crescimento do time nas últimas rodadas impressionam. Na última, foram 87,24 pontos. Destaque para a escolha perfeita do ataque: Washiongton, Ricardo Oliveira e Diego Tardelli. Todos balançaram as redes e ficaram acima dos 10 pontos. Apesar disto, a distância para o vice-líder Lucigol E.C., caiu para perigosos 2 pontos.

O Rio de Janeiro continua lindo...

De 2003 para cá, quando foram implantados os "pontos corridos", não me lembro de um momento tão bom do futebol carioca. Nos últimos anos, aliás, só o Flamengo carregava o nome do Rio para o alto da tabela, brigando por títulos (inclusive sendo campeão no ano passado). Enquanto isto, Botafogo, Fluminense e Vasco revezavam briga contra o rebaixamento com aparições na Série B.

Hoje, os tempos são outros. Escancarados na 14ª rodada do Brasileirão. Quatro jogos, quatro vitórias. Oito gols marcados, apenas um sofrido. Dois times entre os quatro melhores. O líder isolado do Brasileirão, com a melhor campanha até aqui após o o mesmo número de rodadas. O Rio de Janeiro se reinventou, deu a volta por cima e parece pronto para ver seus times brigarem por títulos.

O melhor deles é o Fluminense. Que ontem bateu os reservas do Internacional por 3 a 0 no Maracanã, sacramentando a ótima campanha com 76% de aproveitamento até aqui. E olha que Deco e Fred não estiveram em campo. Mas com Conca (o melhor do Brasileirão ao lado de Bruno César) e cia em campo, ficou difícil para o adversário, que começou bem o jogo mas rapidamente sucumbiu. Aliás, não dá para desvalorizar os "reservas" do Inter que tinham Renan, Tinga, Andrezinho e Rafael Sóbis. É um time do nível de muitos outros da competição.

O Botafogo jogou fora de casa. Mas conseguiu outra vitória e emplacou no G-4 pela primeira vez. Destaque para Jóbson, autor de um dos gols do 2 a 0 do time sobre o Atlético-GO e responsável direto pelo crescimento de produção da equipe após a Copa do Mundo. Já disse aqui que depois de muito tempo o Botafogo tem elenco e opções. Vai brigar na parte de cima da tabela, não tenham dúvidas.

Outro que segue brilhando é o Vasco, invicto com outro invicto. O técnico PC Gusmão ainda não perdeu neste Brasileirão. Com seus principais reforços entrando no time (e em forma), o Vasco superou as dificuldades e bateu um Grêmio Prudente em momento de transição por 2 a 1. Sem Carlos Alberto, o time tinha ainda Éder Luís, Zé Roberto e Felipe. Sobra qualidade no ataque, mas ainda falta na defesa, que apesar de bem montada, precisa de peças. Mas o time mostra crescimento e disposição para seguir subindo na tabela.

Por ironia do destino, talvez o time que enfrente o momento mais difícil seja o Flamengo. Ainda desmontado após a saída do "Império do Amor", o rubro-negro foi obrigado a apostar em Renato Abreu ainda fora de forma e em Leandro Amaral, sem jogar há meses. Mesmo assim, conseguiu um importante trunfo por 1 a 0 contra o Ceará no Maracanã. Resultado que fez o time subir na tabela e que alivia um pouco a pressão em cima de Rogério Lourenço.

O Rio de Janeiro dá o tom do Brasileirão. E o clima carioca faz bem. Tanto é que a 14ª rodada teve média superior a três gols por jogo, ótimas novidades em campo, jogos emocionantes e disputados. Que siga assim.

PS: Como é bom ver a torcida do Fluminense e o Maracanã. Cada jogo é um show a parte. O clássico contra o Vasco, no próximo fim-de-semana, promete mais uma festa de encher os olhos.

Destaque da Rodada

Corinthians e Flamengo são duas "quase" barbadas nas enquetes do Marcação. É impressionante a força das duas torcidas, mesmo em um blog onde a maioria dos leitores é de Minas. É colocar jogadores ou time em disputa e a vitória é praticamente certa. Por isso, mesmo na vice-liderança, o Corinthians já emplacou três destaques em treze rodadas. O último foi Elias, que marcou o gol da vitória de seu time contra o Flamengo.

Confira a lista:

Victor (Grêmio) - 1ª rodada
Wálter (Internacional) - 2ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 3ª rodada
Jonas (Grêmio) - 4ª rodada
Bruno César (Corinthians) - 5ª e 11ª rodadas
Hugo (Grêmio) - 6ª rodada
Dagoberto (São Paulo) - 7ª rodada
Fábio (Cruzeiro) - 8ª rodada
Caio (Avaí) - 9ª rodada
Alecsandro (Internacional) - 10ª rodada
Conca (Fluminense) - 12ª rodada
Elias (Corinthians) - 13ª rodada

Quem foi o destaque da 13 rodada do Brasileirão?

Mazola (Guarani)

22,22%
Elias (Corinthians)

50,00%
Émerson (Fluminense)

27,78%

Hora de votar no melhor da 14ª rodada. Vote:

Diego Tardelli (Atlético-MG) - Voltou revigorado da seleção e reencontrou os gols. Marcou duas vezes na vitória do Galo sobre o Guarani.

Montillo (Cruzeiro) - Cumpriu bem o papel de novo camisa 10 do time celeste. Participou das melhores jogadas e deu ótimo passe para o segundo gol, marcado por Thiago Ribeiro.

William Magrão (Grêmio) - O volante apareceu bem na área do Goiás e balançou as redes duas vezes, tirando o Grêmio da zona do rebaixamento.

Quem foi o destaque da 14ª rodada do Brasileirão?

Diego Tardelli (Atlético-MG)

Montillo (Cruzeiro)

William Magrão (Grêmio)












O tempo passa

Há 20 anos atrás, Ronaldo (ainda inho) fazia sua estréia como profissional. Não demorou para que ele se tornasse o meu primeiro grande ídolo no futebol. O pequeno e magro garoto que não tinha medo dos adversários e que fazia, tão jovem, o que muitos astros experientes não conseguiam fazer cresceu. E muito.

Neste caminho, Ronaldo brilhou. Ganhou tudo. Foi ídolo e campeão no Barcelona. Artilheiro que superou dramas na Inter de Milão. Foi galático no Real Madrid. Retornou à Itália como solução para o Milan.

Na seleção, também escreveu sua história. Ganhou duas Copas do Mundo. Uma sem entrar em campo, ainda jovem. Outra como protagonista, marcando dois gols na decisão.

O esperado retorno ao Brasil aconteceu no ano passado. Escolheu o Corinthians, onde fez um semestre brilhante e outro nem tanto assim. Este ano, pouco entrou em campo.

Ontem, quando completava 20 anos de carreira, Ronaldo apareceu na foto que ilustra este texto. Com esta barriga, fenomenal. No mesmo dia, Adilson Batista informou que o jogador vai precisar de um pouco mais do que os últimos 95 dias para voltar a campo. Certamente, quando voltar, poderá fazer um ou outro lance genial. A maioria, porém, não será nem sombra do que Ronaldo foi um dia.

O tempo passa para todos. E passou para Ronaldo. Para quem já conquistou tanto, já deu tantas voltas por cima, talvez seja a hora de parar. Imagino o quanto deve ser difícil. Mas pelo bem dele mesmo e de todos aqueles que como eu se encantaram com um Fenômeno, este é o melhor momento. Infelizmente...

Que o planeta-bola não demore para nos brindar com outro jogador tão fenomenal.

Muito trabalho pela frente

As derrotas de Santos e Grêmio, ontem, pela Sul-Americana escancararam o enorme trabalho que terão pela frente o técnico dos dois times. O primeiro, pela transformação que passará. O segundo, pela mudança de técnico e pelo momento extremamente conturbado.

Renato Gaúcho mal chegou à Porto Alegre e já fez seu primeiro jogo como novo comandante do Grêmio. Derrota por 2 a 0 para o Goiás, num jogo bem fraco tecnicamente. Depois de começar melhor e abrir o placar, os goianos poderiam ter matado o jogo. Erraram demais no ataque e não aproveitaram os enormes espaços que o Grêmio deixava, principalmente no lado esquerdo. Na etapa final, na base do abafa, os donos da casa tentaram o empate que levaria o jogo para os penaltis. Conseguiram, com André Lima. Gol muito mal anulado por Paulo César Oliveira (que cada vez mais parece um grande pára-raio de confusões). O desânimo após o tento anulado foi geral e o Goiás ainda acabou marcando o segundo e matando de vez o jogo.

O Grêmio vive um momento conturbadíssimo. Que fica ainda pior quando comparado com o Inter, no G-4 do Brasileirão, finalista da Libertadores e classificado para o Mundial. Renato Gaúcho vai ter muito trabalho. O time é ótimo, mas vive um momento técnico ruim e parece extremamente desmotivado. Um choque de ânimo é necessário e urgente. Quanto ao Goiás, classificado, é melhor não se iludir. O time é fraco e vai sofrer no Brasileirão. Porém, a classificação em outro campeonato fará bem.

No outro jogo, o Santos acabou derrotado (também em casa) pelo Avaí por 3 a 1. No primeiro jogo após a final da Copa do Brasil, o time já não contou com Robinho e André. Ganso e Neymar ainda ficaram no banco, graças à seleção. Bom para Dorival Júnior ver o que vem pela frente. A tendência é que Neymar acabe mesmo indo para o Chelsea (infelizmente, pois ainda é cedo, e o jogador não tem perfil para jogar na Inglaterra). Wesley também não deve ficar. O time fantástico do primeiro semestre deverá ser desmontado. É a realidade do Brasil, por pior que seja.

O Santos tem algumas boas peças e trouxe o bom Keirrison. Mas para quem se acostumou com shows no primeiro semestre, Dorival terá uma baita dor de cabeça para manter o altíssimo nível. Diferente do Avaí: sério, bem treinado e mais uma vez disposto a fazer campanhas sem sustos.

O Iluminado

O texto a seguir não é uma resenha do ótimo e inesquecível filme de Stanley Kubrick. Mas conta mais um capítulo da história de um garoto que se mostra predestinado a cada semana a tornar-se um ídolo tão inesquecível quanto o filme histórico.

Antes de partir para falar de Giuliano, é preciso destacar a atuação que beirou a perfeição do Internacional em Guadalajara. Não há grama, pressão da torcida ou adversário bem postado que resista a um time extremamente qualificado e ainda mais seguro.

O mentiroso 1 a 0 para o Chivas nos primeiros 45 minutos não disse o que foi o primeiro tempo da decisão da Libertadores. O Inter conseguia manter a posse de bola e evitar os contra-ataques, armas mais fortes dos mexicanos, com uma marcação bem encaixada no meio. E criava as melhores (ou todas) oportunidades. Kléber acertou a trave. Alecsandro o travessão.

O ritmo colorado só caiu após a lesão do centro-avante, que fazia mais uma grande partida. Celso Roth errou ao colocar Éverton, que não tinha a mesma presença ofensiva. Apesar de ameaçar menos, o Inter controlava o jogo com tranquilidade e sabedoria. Errou apenas uma vez. Um erro quase mortal. Guiñazu não acompanhou a subida de Bautista e Renan exitou na saída do gol. 1 a 0 num golaço de cabeça, de fora da área.

Fosse um time comum, o Inter se exporia e voltaria nervoso para o segundo tempo. Celso Roth foi perfeito ao manter a postura da equipe. Acertou ainda mais quando desfez o erro, colocando Rafael Sóbis no lugar de Éverton. Não demorou para o ótimo Kléber fazer um cruzamento quase que como com as mãos para "O Iluminado" Giuliano marcar o empate com a cabeça. Pouco depois, o capitão Bolívar marcou o gol que fez justiça no placar e que deixaria o Colorado muito próximo de sua segunda Libertadores.

Os exemplos recentes são suficientes para evitar que o clima de "já ganhou" atrapalhe o Inter na decisão no Beira-Rio. A equipe é experiente e forte o suficiente para evitar sustos maiores, mas precisa saber que do lado oposto há um adversário forte e brigador.

Mas não há como ignorar a grande vantagem. E mais do que isto: o elenco internacional do Internacional. De um iluminado, predestinado Giuliano. De um Kléber que reencontra aos poucos seus melhores dias. De Guiñazu que está em toda parte do campo. E de D'Alessandro, sempre decisivo.

O bi da América está perto de tornar-se realidade para o melhor time do país. Um prêmio justo para quem investe em qualidade. Um prêmio justo para tirar definitivamente Celso Roth da fila. E para tirar do técnico rótulos que nem sempre ele mereceu.

Quadro Negro

Quadro Negro
O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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