No confronto de um time que é presença constante no G-4, jogando em casa, contra um adversário que tenta se afastar da crise e continua perto da zona do rebaixamento, obviamente o mandante é favorito natural. O que não quer dizer que o Palmeiras teve vida fácil diante do Atlético-MG novamente muito modificado por Dorival Júnior.

O técnico do Galo voltou ao 3-5-2. Desta vez com poucas opções entre os volantes, Dorival optou por três zagueiros de ofício ao invés de utilizar Richarlyson no setor. A surpresa ficou por conta da justa barração de Réver. Leonardo Silva voltou ao time titular mas é outro que também merece o banco de reservas.
Com desfalques e problemas, Felipão não mudou a cara do Palmeiras. Perdeu Wellington Paulista e foi obrigado a colocar em campo Luan, com situação perto de definição. Manteve o esquema que vem sendo utilizado desde o início da temporada: 4-2-3-1 com muita transpiração e pegada. Dentro ou fora de casa, o time palmeirense é osso duro de roer.
O jogo foi equilibrado desde o início. Com Valdívia ainda pouco inspirado, o Palmeiras tentava explorar o evidente nervosismo do jovem Eron (lateral esquerdo que estava jogando a Taça BH e foi alçado ao time titular por Dorival Júnior). Com Maikon Leite errando muito, o time tinha dificuldades para se aproximar do gol. Já o Atlético mostrava postura segura na defesa (com partida destacada de Lima) e conseguia sair com inteligência para o ataque. Quase sempre com Patric, muito mais à vontade no esquema com três zagueiros.
As duas equipes corriam muito, mostravam vontade e o jogo era truncado. O primeiro gol só poderia sair em bola parada. Cobrança sempre bem feita nos pés de Marcos Assunção e falha grotesca de posicionamento de Giovanni Augusto. A sorte do goleiro e do Atlético é que o Palmeiras ainda comemorava quando Magno Alves empatou o jogo da entrada da área, no lance seguinte.
No segundo tempo, Luan apareceu mais (e melhor). Apesar dos erros na pontaria, saíam de seus pés as principais jogadas dos paulistas. O Galo se mostrava mais preocupado em defender e o gol era questão de tempo. Outra falta cobrada por Marcos Assunção e após bate-rebate Luan fez o segundo.
Dorival tentou reoxigenar seu sistema ofensivo com três mudanças simultâneas. Wesley, Berola e André entraram em campo. Pouco depois, porém, Luan e Valdívia fizeram boa jogada e Patrik mandou para as redes.
Com o placar adverso, o Galo foi para o ataque. De novo pouco depois, conseguiu marcar. Grande lance de Neto Berola (que entrou bem no jogo) e gol de Wesley. Dali até o fim do jogo, o Palmeiras preocupou-se somente em se defender enquanto o Atlético tentava chegar na base do abafa. O gol de empate, que não seria injusto, não saiu.
O Palmeiras não é bonito de se ver. Seus principais jogadores não conseguem brilhar. Mas é um time eficiente, encardido. Vai somando pontos e chegando junto aos líderes. Dificilmente perde pontos bobos e por isto chega.
Já o Atlético, segue seu calvário próximo à zona do rebaixamento. Aos poucos, a equipe parece encontrar um padrão tático interessante. Falta qualidade individual. O time deve melhorar muito quando Dudu Cearense, Guilherme e André estiverem prontos. O problema é saber quando isto vai acontecer.
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Uma vitória sobre o líder e até então invicto Corinthians serviu para animar o cruzeirense que sonhava com o título. As derrotas para Atlético-GO e Botafogo, deixaram claro que o time ainda tem muito a resolver se quiser algo mais no Campeonato Brasileiro.

Neste sábado, Joel Santana tentou dar mais agressividade e ofensividade ao Cruzeiro com a entrada de Ortigoza na equipe. Retornou com Gilberto para a lateral esquerda e voltou a armar a equipe no 4-3-1-2 (que desta vez poucas vezes teve Montillo como "falso-nove", como aconteceu em outras partidas).
O Botafogo apostou em seu meio-campo leve e técnico e no 4-2-2-2 (que variava para o 4-2-3-1 de acordo com o posicionamento de Herrera pelo lado direito). Era um time com meio-campo solto e laterais presos na defesa.
As perspectivas eram boas. O primeiro tempo, um horror. Passes errados seguidos, muitas dificuldades e só uma chance de gol: Elkeson bateu forte da entrada da área para grande defesa de Fábio.
No intervalo, Joel Santana trocou Gilberto por Roger. Tentou dar mais ofensividade ao Cruzeiro, passando Éverton para a lateral e espelhando o Botafogo no 4-2-2-2. Mas bastou uma bola perdida por Éverton no campo ofensivo para que Loco Abreu aproveitasse o espaço deixado nas costas do lateral e batesse forte da entrada da área. Chute indefensável para Fábio.
O Cruzeiro não criava e não ameaçava. Joel Santana voltou a errar, assim como na partida contra o Atlético-GO. Entrou o jovem Sebá no ataque. Depois saiu Fabrício para a entrada de Reis. Com três atacantes, o Cruzeiro seguia sem levar perigo. Desarticulado, o time tentava abafar sem perigo. E com um pouco mais de capricho, o Botafogo teria feito o que o Atlético-GO fez: um gol em contra-ataque para definir o jogo.
O desempenho do Cruzeiro é ruim porque Joel não se encontra. Faltam alternativas táticas a um time que tem carências óbvias mas muito potencial. Mais do que um "paizão", o time mineiro precisa de um técnico com padrão para crescer.
Padrão que o Botafogo tem. E que aos poucos, com todos à disposição, vai subindo na tabela. Caio Júnior vence a desconfiança com trabalho e resultados. E a tendência da equipe é crescer ainda mais na competição.
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O Brasil estreou ontem a noite no Mundial Sub-20. Sem seus dois principais jogadores (Lucas e Neymar), Ney Franco teve tempo para preparar a equipe e ainda assim, tem ótimos valores no grupo. Danilo é titular absoluto do Santos e fez ótimo primeiro semestre. Casemiro também é peça fundamental do São Paulo. Oscar ganha cada vez mais importância nas escalações do Internacional. E Philippe Coutinho, embora não jogue com regularidade, pertence à Inter de Milão e isto diz muito.

Em campo, porém, o Brasil voltou a mostrar as mesmas dificuldades do Sul-Americano. Sem o brilho de Neymar, elas ficaram ainda mais evidentes. A articulação era problemática, com pouca movimentação no 4-2-3-1. Oscar ficou muito preso ao lado direito, Alan Patrick ao esquerdo. Casemiro tinha que sair para auxiliar e deixava enorme espaço atrás. William José sentiu dificuldades no posicionamento como único atacante.
Apesar disto, o início de jogo foi animador. O Brasil se aproveitou da pouca experiência e de um Egito que ainda se organizava em campo para adiantar a marcação e pressionar. Destacando-se nas cobranças de bola parada muito bem trabalhadas, insistiu até Danilo abrir o placar de cabeça.
Com o gol, o Brasil diminuiu o ritmo. O Egito passou a tentar jogar também e viu que era possível atacar. Sempre em velocidade, com passes verticais e ótimo aproveitamento, o adversário passou a incomodar. O Brasil não conseguia segurar a bola no campo ofensivo e foi pressionado até Gaber empatar o jogo, aos 25.
Assustado com o potencial do adversário, o Brasil passou a tentar acalmar o jogo. Esperava que o brilho individual resolvesse. Mas faltava Neymar. Os egípcios ameaçavam nos contra-ataques em uma defesa que ainda se mostra insegura.
Na etapa final, Ney Franco tentou criar um fato novo dando velocidade ao time com Negueba e Dudu. Embora atacasse mais e jogasse melhor, porém, foram poucas as oportunidades do Brasil que terminou o jogo recebendo merecida vaia.
A estreia decepcionante não pode desanimar a equipe. São bons valores e condições de brigar pelo título. Sem Neymar, porém, a equipe precisa funcionar melhor como time. Ney Franco teve tempo para isto, e seu trabalho precisa aparecer.
Ainda é cedo. Mas o Brasil tem muito a melhorar.
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A rodada foi ruim para o M.Cerrada FC. E para todo mundo que não investiu nos atacantes de Flamengo e Santos. Times amplamente favoritos decepcionaram. E a média de pontos geral caiu. Mesmo assim, objetivo cumprido. Com apenas 34,45 pontos na rodada, o M.Cerrada FC ganhou mais uma posição na tabela. Deixou para trás o Rond F.C. (que sentiu a pressão e despencou) e agora mira o Zanotteraégol (que tem 30 pontos de vantagem).

O time todo esteve na média. Infelizmente, baixa. Tanto é que o único que teve algum destaque foi Juninho Pernambucano, com 8,8 pontos. Decepção para Victor, que levou gol do América e fez -2,6.
Desta vez, mudamos o padrão. A defesa vinha brilhando. Desta vez o meio-campo foi o setor com melhor média.
O destaque da rodada foi o Polaska Sport Club. Bons 66,75 pontos graças à ótima aposta em Borges (20,9). Dedé também merece destaque (10,3). A nota só não foi melhor porque Jonatas Obina em nada contribuiu (0,1). O resultado aproximou o time do pelotão de frente, embora mantenha a sexta posição.
Na ponta da tabela, temos ainda o Tássio Spuri FC. Que nesta rodada voltou a decepcionar com apenas 39,35 pontos. Dedé foi o único brilho no seu 3-4-3 que também teve Juninho Pernambucano. A vantagem para o Atlético Knarin, porém, caiu para 13 pontos.
Segue, de uma vez, a escalação do M.Cerrada FC para a próxima rodada. Custou 124 cartoletas, no 4-3-3:
Neneca (América), Cicinho (Palmeiras), Maurício Ramos (Palmeiras), Paulo Miranda (Bahia), Ávine (Bahia); Marquinho (Fluminense), Rivaldo (São Paulo) e Montillo (Cruzeiro); Deivid (Flamengo), Fred (Fluminense) e Wellington Paulista (Palmeiras). Técnico: Abel Braga (Fluminense).
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Ele vinha ficando no banco de reservas. Recuperou o lugar no time e já foi o Destaque da Rodada. Com dois gols sobre o seu ex-time, Diego Souza agora é o segundo jogador do Vasco na lista. Veja:

Bernardo (Vasco) - 1ª rodada
Leonardo Silva (Atlético-MG) - 2ª rodada
Anderson Aquino (Coritiba) - 3ª rodada
William (Corinthians) - 4ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 5ª rodada
Liédson (Corinthians) - 6ª rodada
Oscar (Internacional) - 7ª rodada
Montillo (Cruzeiro) - 8ª rodada
Marcelo Grohe (Grêmio) - 9ª rodada
Paulinho (Corinthians) - 10ª rodada
Diego Souza (Vasco) - 11ª rodada
Quem foi o destaque da 11ª rodada do Brasileirão?| Leandro Damião (Internacional) | | 21,43% |
| Morro Garcia (Atlético-PR) | | 21,43% |
| Diego Souza (Vasco) | | 57,14% |
Vamos agora ao destaque da 12ª rodada. Veja os concorrentes e vote:
Lucas (São Paulo) - Uma grande atuação diante do Coritiba. E um gol de encher os olhos, por cobertura na vitória do São Paulo por 4 a 3.
Neymar (Santos) - É a primeira vez que um jogador que perdeu o jogo aparece como candidato. Neymar fez de tudo na Vila: dribles gol(aços) e assistência.
Ronaldinho (Flamengo) - Só não fez chover na Vila Belmiro. Grandes jogadas e três gols, decisivos na virada histórica do Flamengo sobre o Santos.
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O castigo no fim do jogo que deu mais um belíssimo resultado ao Ceará pode ser visto de duas formas. Justos para o time que tentou o sufoco e finalizou 36 bolas em gol. Injusto para quem mostrou melhor organização e esteve mais perto de matar o jogo até que Gustavo foi expulso.

Ceará e Atlético-PR fizeram um bom jogo no PV. Movimentado e de boa qualidade técnica. Dentro da média do bom Campeonato Brasileiro até aqui. Mas é verdade que a impressão que ficou, após ver o histórico Santos x Flamengo ontem, foi de uma partida ruim.
Não é a verdade. O Ceará jogando em casa queria confirmar a ascenção no Campeonato. O Atlético-PR, animado com a primeira vitória, queria crescer para finalmente deixar a lanterna da competição.
No primeiro tempo os paranaenses foram melhores. Mais organizados, tinham as melhores chances. O Ceará finalizava mais, mas levava pouco perigo. As chances cristalinas foram de um Atlético-PR que conseguia se fechar muito bem na defesa, e sair com perigo ao ataque nas investidas de Mádson. Foi do baixinho, o belíssimo gol por cobertura aos 15 minutos. O Ceará, com a posse de bola, sentia falta de Thiago Humberto ou de alguém que pudesse pensar o jogo.
Na etapa final, com Enrico no lugar de Boiadeiro, o Ceará partiu para o abafa. Aparecia mais no campo ofensivo, mas seguia sem levar perigo. Ainda com Mádson puxando os contra-ataques, o Atlético-PR parecia mais perto do gol. Faltava capricho no último passe para definir o confronto.
Quando a pressão do Ceará já parecia perder força, Gustavo cometeu falta na entrada da área e foi corretamente expulso. Animo novo e pressão total dos donos da casa. Nicácio aproveitou as duas oportunidades que teve para marcar os gols da virada do Vozão.
O Ceará não perde há cinco jogos. Conseguiu resultados empolgantes contra Atlético-MG e Flamengo. Já é nono. Fica longe da zona do rebaixamento e mais uma vez adquire gordura. Tem um time organizado e bons valores como Michel (impressionante evolução) e Osvaldo. Não entregará pontos fáceis para ninguém.
Já o Atlético-PR, mostrou evolução. Esteve perto de um resultado fundamental mas não pode se desanimar com a derrota. Renato Gaúcho deu padrão ao time e já pode sonhar com a subida. Dos quatro times na zona de rebaixamento, excetuando-se o Santos obviamente, é o time que joga melhor no momento. A recuperação, na base de muito trabalho, tornou-se um sonho possível.
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Quem acompanha o blog e meu Twitter, sabe das minhas milhões de ressalvas aos trabalhos de Muricy Ramalho. Vitorioso, o atual técnico do Santos sempre priorizou o futebol de resultado. Obteve resultados inegáveis. Jamais encantou.

Se gosta de futebol (e eu acredito que goste), Muricy Ramalho saiu satisfeito da Vila Belmiro ontem à noite. Mesmo com a derrota para o Flamengo, que deixa o Santos, com muitos jogos atrasados, longe de brigar por alguma coisa no Campeonato Brasileiro.
O 5 a 4 para o Flamengo foi o melhor jogo do ano no Brasil. Talvez, o melhor dos últimos anos. Eletrizante, empolgante, mágico. Teve grandes lances, grandes jogadores e gols. Muitos gols!
Desde os primeiros minutos, quando saiu na frente, o Santos deixou a impressão que jogaria e deixaria jogar. Quando Borges abriu o placar após bela jogada coletiva, o Flamengo já havia perdido duas boas chances. Deivid perdeu gol incrível antes de Deivid ampliar antes de jogada genial de Neymar. O Flamengo criava e não fazia. O Santos criava e ampliava. Neymar, em lance de cinema, ampliou o marcador.
O placar indicava um massacre. O jogo, indicava equilíbrio. Ainda no primeiro tempo, Elano bateu penalti de maneira tosca (terminando com defesa e embaixadinhas de Felipe) e o Flamengo marcou três vezes. Empate sensacional por 3 a 3.
No segundo tempo, embora o número de gols tenha caído, o jogo seguiu ótimo. Neymar e Ronaldinho comandavam suas equipes com atuações individuais acima da média. Neymar marcou outro belo gol. Ronaldinho foi a rede duas vezes (uma delas em cobrança de falta magistral e nada inédita).
No fim, o Flamengo conseguiu vitória espetacular por 5 a 4, seguiu na luta pelo título e deu enorme demonstração de força. Luxemburgo faz trabalho sólido e altamente positivo, mesmo com várias carências no elenco. É o único invicto no Brasileirão e só tem uma derrota na temporada.
Voltando ao Santos, ficou claro que havia supervalorização dos jogadores de defesa graças ao ótimo sistema defensivo. O primeiro semestre acima da média de Adriano, escondeu que os zagueiros são lentos e os laterais marcam mal. Sem eles, o Santos fica exposto além da conta e escancara seus problemas individuais.
Apesar disto, foi um time bom de ver. E que esteve muito perto da vitória. O Santos que joga e deixa jogar não tem nada da cara de Muricy Ramalho. E isto é ótimo!
Muricy tem a chance de sua carreira. Já mostrou que sabe vencer. Com um time espetacular em mãos, pode aprender a ganhar jogando um futebol atraente e coletivo. Que esta derrota, não mude os rumos da equipe santista. Agarrando esta chance, Muricy se tornará, de longe, o melhor técnico do país. E eu torço por ele. E pelo futebol. E pelo espetacular Santos.
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Contra o Fluminense, o Atlético-MG conseguiu a reabilitação no Campeonato Brasileiro. E Dorival, conseguiu salvar seu emprego.
Confira a análise tática da partida no Quadro Negro do Marcação Cerrada
clicando aqui.---
O Campeonato agradeceu ao Cruzeiro no domingo. O Atlético-GO, agradeceu nesta quarta-feira. Com pouquíssima inspiração e centenas de erros táticos, o time de Joel Santana foi derrotado. 2 a 0 que serviu para tirar os goianos da zona de rebaixamento.

Os primeiros 15 minutos de jogo foram de Deus nos acuda para a defesa do Cruzeiro. Um dominó tático deixou Éverton sozinho e perdido na marcação. Leandro Guerreiro saía da cabeça de área para cobrir Vitor. Marquinhos Paraná deixou o lado esquerdo para fechar a entrada da área. Éverton ficava sozinho para macar Thiaguinho e Rafael Cruz, que avançava tranquilo e fazia o que queria. Até acertar cruzamento para Felipe abrir o placar.
O Cruzeiro manteve o erro ao longo de todo o primeiro tempo. O Atlético-GO só não aproveitou porque preferiu se expor menos. Era soberano no jogo, controlava as ações e levava mais perigo. Se fosse um pouco mais incisivo, mataria o jogo. Mas deixou o Cruzeiro tocar a bola e esfriar o jogo, sem ameaçar em momento algum.
No intervalo, Joel Santana começou a errar de forma inexplicável. Tirou o inócuo Vitor mas abriu o time com a entrada de Ortigoza. Não precisava se expor tanto.
O Cruzeiro melhorou. Empurrou o adversário para o campo de defesa. Tinha a bola e Roger e Montillo tramavam boas jogadas. O gol parecia questão de tempo quando Joel resolveu mexer. Reis, há poucas semanas dispensável, virou solução no lugar de Roger. O Atlético-GO respondeu se fechando. Com Montillo bem marcado e sem Roger para ajudar na marcação, o Cruzeiro tinha a bola mas não levava perigo. A bola só chegava com lançamentos longos para a área, que facilitavam o trabalho da defesa e deixavam Reis sempre em desvantagem. Márcio não trabalhava.
Para piorar, Joel Santana agiu de novo. Trocou Marquinhos Paraná (o único que marcava no meio) e colocou Anselmo Ramón. Mais um centro-avante que só receberia bolas longas, em ampla vantagem para os zagueiros. Em contra-ataque, o Atlético-GO definiu o jogo com tranquilidade, e novamente com Felipe.
Excesso de atacantes, não indica ofensividade. O Cruzeiro foi muito melhor quando teve Roger, Montillo e dois atacantes. Rodava a bola, buscava espaços, encurralava o adversário. Com 4 atacantes e completa confusão tática, finalizou apenas três vezes (uma com pouco perigo) contra 7 do adversário, que marcou um gol.
O Cruzeiro perde pontos preciosos em Goiânia. Se jogar fechado contra o Corinthians foi um acerto, exagerar nos atacantes contra o Atlético foi desnecessário. A chance de se aproximar dos primeiros, ficou para trás. E são estes vacilos que impedem que seja possível acreditar na equipe de Joel.
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A internet faz mal às revoluções. Criou-se uma falsa impressão que o teclado basta para mudar o mundo. No Twitter, todo dia há uma hashtag revolucionária ou de protesto. Que não mudam absolutamente nada.

Normalmente, sou absolutamente contra quaisquer manifestações deste tipo. Exatamente pelos motivos explicitados acima.
Hoje, todos os meus posts no Twitter serão acompanhados da tag
#ForaRicardoTeixeira (clique na tag para entender de onde surgiu a idéia do twitaço).
Ricardo Teixeira, certamente, estará "cagando" para o protesto. Ele não vai pedir pra sair da CBF porque mil, 50 mil ou 10 milhões de pessoas twittaram o pedido. Não deixaria, mesmo que centenas de milhares de pessoas saíssem as ruas para protestar.
Por trás do presidente da CBF, há muita gente e muita coisa. Presidentes de clubes, de federações, CBF, Globo, patrocinadores, governos municipais, estaduais e federais. Infelizmente.
Se não serve para que Ricardo Teixeira largue o osso, o protesto serve pelo menos para mostrar ao mundo que aqui não se compactua com o que ele pensa ou com o que ele faz.
Muito menos com o que ele fala (clique no link para ver o perfil do presidente da CBF na Revista Piauí - Leitura obrigatória!).
Por isto, e só por isto, o Marcação apoia o #ForaRicardo Teixeira.
O que ele pensa sobre o assunto? Estou cagando pra isso...
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O rendimento foi ruim. Mais uma vez, o M.Cerrada FC foi salvo pela defesa. Mas aproveitando-se da média baixa de uma rodada complicada, com 41,91 pontos o time subiu mais uma posição na tabela. E assim, de uma em uma posição, a equipe vai chegando a um lugar decente. O M.Cerrada FC já é o 12º. O próximo alvo: Rond FC.

Como disse, a defesa mais uma vez foi o carro chefe. Exceto por Rogério Ceni (-4,3). Mas dos outros quatro, só Gum ficou abaixo dos 5 pontos, com 3,8. Júnior César (12,9) e Rhodolfo (12,6) encheram o treinador de orgulho. No ataque, Dagoberto também fez bonito, com 10,4. Mas Jóbson, além de não fazer gol, ainda foi expulso, ficando com 4,8 pontos negativos. É mais um a entrar na geladeira do M.Cerrada FC, este por tempo indeterminado.
O destaque da rodada foi o Real Gladiador FC, do Thiago Marques. Bons 76,78 pontos que o levaram ao 8º lugar, ganhando duas posições. Bela aposta em Diego Souza (20,7) além dos três maiores pontuadores do Marcação: Rhodolfo, Júnior César e Dagoberto. Ainda conseguiu não ter nenhum jogador negativo, apesar do desempenho decepcionante do ataque.
Na liderança, com a folga costumeira, segue o Tássio Spuri FC. Com direito a pequena e rara derrapada nesta rodada, com apenas 37,21 pontos. Foram quatro jogadores negativos, com destaque também para Jóbson. Só Dagoberto e Júnior César salvaram o tranquilo líder da Liga.
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O Corinthians sobra no Campeonato Brasileiro. E sobra também na lista de destaques. Já era o único time com dois representantes. E agora, coloca o terceiro na lista de candidatos a Destaque do Campeonato. Paulinho, ótimo na vitória sobre o Botafogo é o vencedor da 10ª rodada. Veja:

Bernardo (Vasco) - 1ª rodada
Leonardo Silva (Atlético-MG) - 2ª rodada
Anderson Aquino (Coritiba) - 3ª rodada
William (Corinthians) - 4ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 5ª rodada
Liédson (Corinthians) - 6ª rodada
Oscar (Internacional) - 7ª rodada
Montillo (Cruzeiro) - 8ª rodada
Marcelo Grohe (Grêmio) - 9ª rodada
Paulinho (Corinthians) - 10ª rodada
Quem foi o destaque da 10ª rodada do Brasileirão?| Washington (Ceará) | | 7,14% |
| Walyson (Cruzeiro) | | 42,86% |
| Paulinho (Corinthians) | | 50,00% |
Vamos agora eleger o destaque da 11ª rodada. Veja os candidatos:
Leandro Damião (Internacional) - Marcou um gol e deu o passe para os outros dois na vitória do Internacional sobre o Avaí, por 3 a 1.
Morro Garcia (Atlético-PR) - Fez os dois gols da primeira vitória do Furacão no Campeonato Brasileiro. 2 a 1 no Botafogo.
Diego Souza (Vasco) - Outro que marcou duas vezes. Diego Souza fez os dois do Vasco contra o seu ex-clube, o Atlético-MG, na vitória por 2 a 1.
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A pergunta que se fazia há algumas rodadas no Campeonato Brasileiro era: quem vai parar o Corinthians. O Cruzeiro, de Joel Santana respondeu a pergunta neste domingo. E embora São Paulo, Flamengo e Palmeiras não tenham aproveitado a rodada para encostar no líder como poderiam, a vitória do time mineiro no Pacaembu fez bem a um Campeonato que parecia ser de um time só.

Assim como nas rodadas finais do último Campeonato Brasileiro, no mesmo Pacaembu, Corinthians e Cruzeiro fizeram um grande jogo de xadrez. Que só poderia ser decidido no detalhe. Em um grande erro ou grande acerto. Em 2010, Sandro Meira Ricci errou ao marcar penalti de Gil em Ronaldo. Em 2011, Walyson acertou chute quase do meio-campo.
Joel Santana surpreendeu ao escalar Roger ao invés do esperado Ortigoza. Mudou bastante a formatação do Cruzeiro, que vinha atuando no 4-3-3 com três volantes no meio. Com Éverton na lateral esquerda e Gilberto no meio, espelhou seu time no 4-2-3-1 do adversário e fez uso de prática corriqueira em sua carreira: marcação individual.
A ordem era clara: Gil marcava Emerson com Naldo na sobra (depois inverteram, quando Gil levou cartão amarelo); Éverton marcava William, Vitor (com mais liberdade) pegava Ramón, Fabrício era responsável por Jorge Henrique, Marquinhos Paraná por Danilo. Como se não bastasse, Gilberto acompanhava as subidas de Weldinho e Roger seguia Paulinho o campo todo. Montillo tinha um pouco mais de liberdade, embora incomodasse Ralf na saída de bola.
O jogo de encaixe perfeito na marcação, brecou o jogo do Corinthians. As dificuldades eram enormes para chegar ao campo adversário. Mas não era privilégio dos paulistas. O Cruzeiro se preocupava mais com a marcação do que com o ataque e embora tivesse mais a bola (chegou a ter 66% de posse no primeiro tempo) não ameaçava o estreante Renan.
O jogo era brigado no meio-campo, com poucas chances de gol mas era bom. Disputado. Os dois times sabiam que a partida seria decidida em detalhe. Detalhe que veio com Walyson brigando pela bola após tiro-de-meta de Fábio e acertando chute daqueles inesquecíveis, quase do meio-campo, no angulo de Renan.
Com a derrota parcial, o Corinthians se abriu com a entrada de Alex. Joel foi corajoso, e respondeu trocando Vítor por Ortigoza com a intenção de aproveitar o espaço nas costas do "lateral" que entrou para apoiar.
E era pelo lado direito do ataque que o Cruzeiro chegava contra um adversário exposto. E só não fez o segundo gol pois Vuaden ignorou penalti claro de Weldinho que abriu os braços para cortar cruzamento de Ortigoza. Pouco depois, Gilberto fez falta boba e acabou justamente expulso.
O Corinthians se abriu de vez e partiu para cima. Joel Santana fechou o Cruzeiro como pôde. Bravamente, o time mineiro conseguiu (com poucos sustos) segurar o ótimo resultado.
O Corinthians ainda é líder isolado (sete pontos de vantagem) e o grande favorito ao título. Perder é natural e a primeira derrota viria cedo ou tarde. No caso, veio tarde, apenas na 11ª rodada. O ainda impressionante aproveitamento de quase 85% dá as credenciais que o time precisa para querer o troféu.
Quanto ao Cruzeiro, segue crescendo nas mãos de Joel. A vitória que pôs fogo no Campeonato, deve dar ainda mais moral ao time que mostrou hoje experiência suficiente para jogar se defendendo quando necessário.
Hoje para o Cruzeiro, a defesa foi o melhor ataque. E o Campeonato, agradece.
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Vi pouco, muito pouco, do Atlético-PR neste Brasileirão. Com apenas 2 pontos em 10 jogos e parecia destinado à Série B. Neste sábado, o time conseguiu reconhecer sua limitação. E colocou em campo, contra o Botafogo, um ingrediente fundamental para quem precisa sair de situação difícil: vontade.

O primeiro tempo na Arena da Baixada foi ruim. O Atlético-PR bloqueava o meio-campo com o trio Deivid, Kléberson e Cléber Santana. Mas deixava Morro Garcia muito isolado à frente e a bola não chegava. O Botafogo, com problemas no ataque, apostava na movimentação de Elkeson, circulando bem próximo de Alex e Alexandre Oliveira. Mas não conseguia criar, principalmente porque Maicosuel voltou a fazer partida apagada e Renato apareceu pouco.
Com pouca inspiração, levou vantagem o time que teve mais transpiração. Gol de Morro Garcia em lance isolado. Das raras finalizações, com cruzamento de Kléberson e giro rápido do centro-avante na área.
No segundo tempo, o Botafogo se soltou. Somália entrou bem no jogo e o time cresceu. Elkeson seguiu avançado pelo lado direito e o time passou a criar oportunidades. O sufoco era enorme e o Atlético-PR não conseguia respirar porque Marcinho cansou e o time além de não manter a posse não tinha velocidade para contra-atacar.
O Botafogo perdeu diversas chances até que, em outro lance isolado, Morro Garcia aproveitou cruzamento de Marcinho e indecisão de Jéferson para definir o jogo. O gol de Alex, já nos minutos finais, foi apenas um prêmio de consolação para um time que já não vence há quatro jogos.
O Atlético-PR ainda é o lanterna e nem de longe é favorito para deixar a zona de rebaixamento. Mas além do primeiro passo, mostrou que com transpiração pode somar pontos. Principalmente se Morro Garcia mostrar em outros jogos o aproveitamento fantástico da noite de hoje.
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O desempenho não é avassalador. Mas é digno e eficiente. O M.Cerrada FC não sobe rápido. Mas degrau a degrau, começa a chegar em posição decente na classificação da Liga.

Nesta rodada foram 69,22 pontos. Valorização de quase 6 cartoletas no elenco. E mais um troféu para a coleção: o de Alegria em Dobro das categorias de base.
Defesa e ataque funcionaram bem na rodada. Danilo (9,8) e Dedé (8,3) fizeram boa pontuação. No ataque, Éder Luís participou com assistências e fez 9,4. Já Walyson, autor de dois gols, alcançou ótimos 19,7 alavancando a equipe para cima. A grande decepção foi Osvaldo, que mesmo com sua equipe goleando por 4 a 0 o América, fez 0,2 pontos negativos.
Assim, o M.Cerrada FC subiu mais uma posição e chegou ao 13º lugar.
O destaque da rodada foi o Leandrus, do leandrusfla. Ótimos 87,46 pontos. Destaque para a defesa muito bem montada que teve Diego (8,5), Egídio (5,9), Danilo, Diego Sacoman (10,10) e Naldo (5,7). O ataque também teve Éder Luís e Walyson. Com o resultado, o time ganhou uma posição e chegou ao 3º lugar na classificação.
A liderança segue (com folga) com o TássioSpuriFC, do Tássio Spuri. Manteve a incrível média com 80,65 pontos na rodada. Ótimas apostas em Boiadeiro (19,1) e Walyson. Já são confortáveis 42 pontos de vantagem em relação ao segundo colocado.
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A temporada ainda está no início. Mas no segundo amistoso (vitória por 3 a 0 sobre o Chivas Guadalajara), o Real Madrid de Mourinho deixou ótima impressão. Principalmente com seus novos reforços.
Clique aqui e confira a análise no Quadro Negro do Marcação Cerrada.
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Ele substituiu Victor que foi para a Seleção Brasileira e não decepcionou. Graças a ótima atuação na vitória por 2 a 0 sobre o Coritiba, Marcelo Grohe também entrou para a lista de Destaques da Rodada. Dos 9 destaques até aqui, ele é o segundo goleiro.
Confira:

Bernardo (Vasco) - 1ª rodada
Leonardo Silva (Atlético-MG) - 2ª rodada
Anderson Aquino (Coritiba) - 3ª rodada
William (Corinthians) - 4ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 5ª rodada
Liédson (Corinthians) - 6ª rodada
Oscar (Internacional) - 7ª rodada
Montillo (Cruzeiro) - 8ª rodada
Marcelo Grohe (Grêmio) - 9ª rodada
| Marlos (São Paulo) | | 28,57% (6 votos) |
| Juninho Pernambucano (Vasco) | | 28,57% (6 votos) |
| Marcelo Grohe (Grêmio) | | 42,86% (9 votos) |
Total: 21 votos
Vamos agora escolher o destaque da 10ª rodada. Veja os candidatos e vote:
Washington (Ceará) - Marcou duas vezes na goleada por 4 a 0 do Ceará sobre o América, confirmando a fama de artilheiro.
Walyson (Cruzeiro) - Reencontrou as redes de forma definitiva. Foram dele os dois gols do Cruzeiro no 2 a 1 sobre o Bahia.
Paulinho (Corinthians) - Anulou Maicosuel na partida e ainda apareceu no ataque para fazer o segundo gol no 2 a 0 do Corinthians sobre o Botafogo.
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O ingrediente do penúltimo capítulo veio pela manhã: entrevista do presidente do Palmeiras dizendo que o Flamengo havia voltado à carga por Kléber. Suspeitas de que o jogador entrou em campo. Mistério e suspense.

O capítulo final recebeu a audiência que merecia. Ótimo público no Pacaembu para Palmeiras e Flamengo. E às 21h50, o personagem estava lá. Kléber, com a camisa verde número 30 e a braçadeira de capitão colocou fim às especulações sobre sua saída do Palmeiras (pelo menos até o fim do ano).
Em campo, importava mais o jogo que a presença do Gladiador. Palmeiras e Flamengo com boa campanha precisavam do resultado para não deixar escapar ainda mais o líder Corinthians.
O Flamengo começou tomando a iniciativa do jogo. No 4-3-1-2, Thiago Neves participava muito do jogo e levava o time ao ataque. Foram alguns minutos de pressão sem grandes chances. Aos poucos, o camisa 11 se infiltrou no meio dos zagueiros e se aproximou demais de Deivid. Sumiu do jogo, e o Fla sumiu do campo de ataque. Willians era a saída pelo lado direito, mas embora tenha feito partida voluntariosa e com poucos erros, não tem a inspiração que o time precisava para levar perigo.
O Palmeiras manteve seu 4-2-3-1 torto. Luan se preocupava mais em marcar Léo Moura do que atacar. Maikon Leite fazia as jogadas mais agudas pelo lado direito. Com pouca inspiração, o Palmeiras depende da velocidade para funcionar. Com Kléber no ataque, o time segura mais a bola e perde a velocidade que precisa. Com Valdívia voltando e dando qualidade ao meio, o time se adaptará melhor ao jogo do Gladiador.
Com os dois times travados, com os sistemas de jogo se anulando e com os principais jogadores pouco inspirados, o jogo foi caindo de produção. Até ficar absolutamente sem graça do meio para o fim da etapa final. Um zero a zero justo e digno.
Que só esquentou quando Kléber, o personagem principal, apareceu para mostrar porque apesar de ótimo não consegue decolar na carreira. Se aproveitou de momento de indecisão e que os jogadores do Flamengo esperavam que ele colocasse a bola para fora (pois o jogo havia parado para que um jogador fosse atendido), chutou o Fair Play para longe e a bola na direção do gol. A confusão não foi tão grande porque para a sorte de todos, a bola não entrou.
O Palmeiras segue no bolo. O Flamengo segue sem perder.
Kléber segue no Palmeiras. E segue fazendo suas besteiras.
FIM
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É legal ver o futebol brasileiro em condições de competir com o futebol europeu em termos de contratação. Bom para o espetáculo, bom para o torcedor, ótimo para o campeonato. Cada vez nossos times ficam mais fortes e as competições mais equilibradas.

O Corinthians pode quebrar uma barreira enorme nas próximas horas. O clube paulista sonha anunciar o acerto com Tévez, do Manchester City. Que jogaria em qualquer clube da Europa, que joga em um clube onde ganha uma fortuna e dinheiro não falta, e que está no auge da carreira aos 27 anos.
Seria uma contratação histórica e sem precedentes no Brasil. Há que se levar em conta o interesse de Tévez em voltar para a América do Sul (e nenhum clube argentino tem condições de bancá-lo). Mas independente disto, seria fantástico.
Porém, é preciso ver a contratação por outro lado.
Tévez custará ao Corinthians cerca de 40 milhões de euros (fora salário, luvas, premiações). Clubes da Série A do Campeonato Brasileiro, não tem esse orçamento disponível para o ano todo.
Com Adriano, Liédson e William no elenco, quanto o Corinthians precisa de Tévez?
Se existe a necessidade e se o clube tem dinheiro para contratar, ótimo.
Mas se o clube tem dinheiro para contratar Tévez, porque precisa do MEU (e do seu) dinheiro para construir o seu estádio?
Com Corinthians e Flamengo ganhando tanto dinheiro a mais que os outros, o Campeonato Brasileiro não pode ficar polarizado em apenas duas equipes, como acontece na Espanha, a longo prazo?
Ver o crescimento financeiro dos clubes do Brasil é legal, por todos os motivos ditos no início do texto. Mas é preciso responder perguntas e acompanhar com atenção os passos dados. Afinal, dinheiro público e futebol são sérios demais para serem tratados sem o devido respeito. E são nossos. Um direito do povo.
PS: Só o fato de o Corinthians se interessar em pagar 40 milhões de euros por Tévez ou por qualquer jogador deveria servir para que o governo lhe tirasse os benefícios fiscais na construção do estádio. Mas não. O Brasil não é um país sério.
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Para quem não sabe, o Marcação Cerrada tem um Bolão do Campeonato Brasileiro. Recentemente, todos os participantes tiveram que apostar nos times que acham que vão ser campeão, que vão se classificar para a Libertadores, que serão rebaixados. Apesar da posição ridícula na classificação, também participei. E esperei até o último instante para apostar no Corinthians como campeão.

Esperei porque acreditava no Internacional. Acreditava. Mesmo crendo que o Corinthians abriu vantagem importante na disputa, coloquei o Inter como um dos classificados à Libertadores. Hoje, é difícil dizer o que acontecerá com o Colorado. Tudo porque uma bomba estorou no Beira-Rio. E deixou muitos feridos.
Contra o São Paulo, o Internacional foi amplamente dominado mesmo jogando em casa. Foi goleado por 3 a 0. A terceira derrota seguida. Antes, fez um ótimo jogo, fora de casa, contra o Corinthians e acabou derrotado num 1 a 0 que poderia acontecer para qualquer lado. Contra o tricolor, Falcão teve cinco desfalques (Juan, Tinga, Andrezinho, Oscar e Zé Roberto). Não há reposição à altura. E o técnico já havia alertado para isto.
Nesta segunda, o presidente do Inter, Giovanni Luigi causou um terremoto no clube. Demitiu o vice-presidente de futebol, Roberto Siegmann e também o treinador, Falcão. Se isolou e escancarou os problemas de relacionamento no clube. Foi corajoso e irresponsável.
Falcão não era o único culpado pelos últimos resultados ruins. Vinha conseguindo implantar uma filosofia bonita e interessante no Colorado. Demandaria tempo. E necessitava de reforços. Mas com ele, a tendência era o time se acertar. As vitórias acachapantes sobre Atlético-MG, América e Figueirense eram a tendência. O vexame para o São Paulo, a exceção.
Isolado, Giovanni Luigi não pode errar. Controlar o vestiário do Inter, com Bolívar, D'Alessandro e Lauro não é fácil. Falcão vinha trabalhando bem. Dunga também é ídolo do clube e é o nome mais cotado. Me parece o único capaz. Mas andou rejeitando muitas propostas e não sei se assumiria o Colorado neste momento de crise.
O momento pedia calma e paciência. O Inter não teve. Luigi assumiu uma perigosa responsabilidade. E ao meu ver, jogou para o alto, as enormes chances de boa campanha que havia no clube gaúcho.
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Brasil e Paraguai já jogavam há mais de 100 minutos sem conseguir balançar as redes quando Cruzeiro e Bahia entraram em campo na Arena do Jacaré. E bastou quatro minutos para que Walyson acertasse um chute maravilhoso da entrada da área e deixasse a impressão de que a noite seria de muitos gols em Minas Gerais.

Não foi o que se viu. Com Jóbson em noite inspirada, o Bahia tentou responder rapidamente. Poderia ter empatado em lance desperdiçado por excesso de preciosismo de seu atacante. Mas marcou ainda aos 17 minutos, com Jóbson aproveitando falha de Fábio e Naldo em bola cruzada.
O Cruzeiro seguia com o problema de armação. Quando Montillo voltava para buscar, faltavam opções à frente. Quando ele ficava próximo à área de decisão, a bola não chegava. O Bahia, bem postado na defesa, parecia deixar o bote armado para um contra-ataque que mudaria o confronto.
No intervalo, Joel Santana tentou deixar o Cruzeiro mais ofensivo e começou a esfacelar seu meio-campo. Roger ganhou a vaga de Vitor, tímido e muito mal em mais uma partida. Leandro Guerreiro virou terceiro zagueiro, Fabrício passou para a ala direita. Apesar da mexida errada, Joel mostrou estrela. Logo no início Montillo acertou grande passe para Ortigoza, que fez boa jogada e rolou para Walyson mostrar recuperação e bom posicionamento na área para marcar o segundo dele no jogo.
Perdendo, o Bahia se soltou com Ricardinho e Lulinha. Dominou o meio-campo e alugou o campo ofensivo. Para corrigir, Joel voltou a errar. Sacou Ortigoza para entrar com Éverton, perdido em campo. Ávine, sem ter a quem marcar, se lançou ao ataque e deu trabalho enorme para o deslocado Fabrício. O Bahia chegava com perigo, quase sempre com Jóbson. Insistia, mas pecava na finalização.
Com Dudu na vaga de Gilberto, o Cruzeiro ganhou a opção do contra-ataque mas perdeu ainda mais força no meio. Roger era obrigado a marcar e sua entrada não rendeu absolutamente nada de útil ao time. A pressão crescia até que o Bahia pareceu cansar de atacar e foi perdendo forças. Garantindo ao Cruzeiro uma importante vitória por 2 a 1.
Na próxima rodada, o Cruzeiro vai a São Paulo enfrentar o líder Corinthians. Vencer é importante mesmo sem jogar bem. Mas na próxima rodada, mais do que jogar melhor, o Cruzeiro precisa comprovar a tese de que o Corinthians é um adversário direto. Hoje, o favorito ao título brasileiro me parece deixar a impressão de que o time de Joel não conseguirá chegar tão longe assim.
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Antes dos inacreditáveis quatro penaltis batidos de forma bizonha pela Seleção Brasileira diante do Paraguai, houve bom futebol em La Plata. Um time organizado, consistente, que dominou amplamente o adversário e empilhou chances perdidas. Teve mais posse de bola e controlou o jogo (16 finalizações contra apenas 4 do adversário, uma delas no gol).

Taticamente o Brasil fez sua melhor partida na Copa América. E perdeu. Como disse Mano Menezes, não adianta jogar melhor e não marcar gols. O Brasil não fez. Porque como em toda a competição, faltou o brilho individual que tanto se esperava principalmente da dupla Ganso e Neymar que não fizeram mais do que uma Copa América regular.
Contra um Paraguai que vai avançando sem vencer uma partida se quer, o Brasil fez o que dele se esperava. Teve apoio dos laterais, posse de bola qualificada e chances de gol. Pecava no último passe. Mas não dava chances ao adversário. A defesa voltou a mostrar a segurança de outras partidas. Méritos do Brasil, mas também demérito do adversário, que fez partida ruim em todos os aspectos.
Veio a prorrogação e o ritmo do jogo caiu porque obviamente não valia a pena se expor. Mano ainda favoreceu os paraguaios ao tirar Ganso, que mesmo mal na partida, podia decidir com um passe magistral como fez nos outros jogos. O Brasil não ameaçou mais e o jogo foi para os penaltis.
O que se viu daí em diante foi um show de horrores certamente já conhecido por todos. Quatro penaltis muito mal batidos. A inaceitável desculpa do gramado. E uma eliminação dolorida e histórica. Em oitavo, o Brasil fez sua pior participação na Copa América em todos os tempos.
Ainda é cedo para questionar ou pedir a cabeça de Mano Menezes apesar do resultado. As principais esperanças do nosso futuro são garotos jovens e que podiam sentir a primeira competição oficial com a amarelinha como sentiram. O caminho a ser percorrido é longo e o desenvolvimento será paulatino. A geração é boa e já comprovou isto em seus clubes. Além disso, porém, é preciso que Mano deixe de lado algumas convicções e, principalmente, algumas teimosias bobas com Marcelo, Hernanes e Hulk. Eles poderiam ajudar. Assim como outros.
O futebol é assim. Com a Argentina, acharíamos graça. Com o Brasil, a tendência é jogar tudo por terra. As feridas ficam. O aprendizado também precisa ficar.
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61 anos depois. A mesma data. Em proporções muito menores (pela importância do jogo), a seleção do Uruguai conseguiu fazer história. Desta vez na Argentina. Eliminando os donos da casa de uma Copa América estranhamente incompreensível. Com atuação que teve raça, técnica e principalmente, impecável disposição tática.

Antes de mais nada, é preciso dizer que o Uruguai não é um time qualquer. Tem tradição e recupera seu prestígio de maneira vertical. Foi quarto colocado no último Mundial, voltou a levar um representante à final da Libertadores e teve campanhas destacadas também com as seleções de base. A Copa América é mais uma grande oportunidade para consagrar o trabalho seguro e competente de Oscar Tabarez no comando do time, favoritíssimo ao título após os resultados de domingo.
Em campo, Argentina e Uruguai fizeram um jogo tenso e repleto de emoção. Logo nos minutos iniciais, na óbvia bola aérea, Pérez abriu o placar. Gol que dava ao Uruguai a possibilidade de jogar como queria: fechado e saindo em velocidade pelos lados. O que os uruguaios não contavam é que Messi aproveitaria o enorme espaço que tinha para circular, assumiria o papel de protagonista e daria passe genial para Higuaín empatar ainda no início.
Messi deu mais um passe para gol argentino e assim como nas outras partidas, poderia ter ampliado seu número de assistências. Cansou de colocar Higuaín em condições de marcar. Circulou bem variando entre o lado direito e o centro do ataque e comandou a Argentina em sua melhor partida na competição. Pelo menos enquanto teve pernas.
A expulsão de Pérez, ainda no primeiro tempo, tardou mas veio. Depois de dezenas de faltas, o volante recebeu justamente o segundo amarelo. Tabárez foi corajoso e não tirou seus dois homens de frente do jogo. Sabia que eles podiam ser decisivos. Fechou Pereira e Gonzales para ajudar no meio-campo e manteve o time.
Com todo o segundo tempo com um jogador a mais, esperava-se que a Argentina ousasse mais. E embora tenha sido melhor, faltou volúpia e vontade de decidir. Messi seguia participando muito, mas faltava aproximação. Quando o 10 recebia a bola, não tinha com quem dialogar. Ao contrário da dupla uruguaia. Forlán e Suarez se entendiam bem e faziam que o Uruguai conseguisse levar perigo mesmo com um homem a menos.
Enquanto Muslera se consagrava com partida histórica (e rara, em sua carreira), o Uruguai seguia jogando. Poderia forçar mais o jogo na bola aérea, mas não abdicava do jogo e nem do ataque. E se viu aliviado após a (ao meu ver injusta) expulsão de Mascherano.
O jogo foi para uma prorrogação tensa, que teve bola na trave e grande tabela da dupla uruguaia que quase definiu o jogo na cabeçada de Forlán. No fim, foi para os penaltis. Pressionada e diante de um goleiro em noite inspirada, a Argentina acabou derrotada na cobrança de Tévez.
Sérgio Batista tem sua parcela de culpa. Apesar de ter feito uma partida correta, a Argentina não soube aproveitar o que tem de melhor: a qualidade ofensiva. Além de procurar um técnico capaz de dar padrão e organização ao time, permitindo que Messi jogue tudo que saiba, é preciso encontrar soluções para um sistema defensivo envelhecido e muito fraco. Dar espaço ao jovem Hugo Nervo na lateral direita, dar mais oportunidades para Emiliano Papa que fez ótima Libertadores pelo Vélez é necessário. É preciso ousar e renovar. Ou deixará um craque histórico como Messi longe de fazer história na seleção.
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Para seguir a recuperação, vamos a mais uma rodada. Que começa hoje e só termina na quarta-feira. Voltamos ao 4-3-3 e fizemos alto investimento: 138 cartoletas.
7 times escolhidos entre os 12 escalados. Apostas altas em Márcio, Thiago Feltri, Montillo e Éder Luís.
Confira o time completo (sigo sugerindo que não copiem, ainda é cedo para dizer "agora vai"):
Márcio (Atlético-GO), Danilo (Santos), Dedé (Vasco), Léo (Cruzeiro) e Thiago Feltri (Atlético-GO); Michel (Ceará), Montillo (Cruzeiro) e Patrik (Palmeiras); Éder Luís (Vasco), Walyson (Cruzeiro) e Osvaldo (Ceará). Técnico: Marcelo Oliveira (Coritiba).
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Nove jogos, oito vitórias. Incríveis 92% de aproveitamento. Nunca conquistado por um clube na "era dos pontos corridos". Sempre com segurança e confiança. O Corinthians que larga na frente e já abre vantagem no Brasileirão, tem credenciais de sobra para ser considerado o grande favorito do Brasileirão.

Contra o Inter, o time fez jogo complicado. Do outro lado, um adversário forte, também candidato a ir longe. Com inteligência, o Internacional de Falcão se fechou na defesa bloqueando os espaços. Deixou para sua qualificada linha de frente, a definição de jogo nos contra-golpes (o que não aconteceu por detalhes, nas chegadas de Damião, D'Alessandro e Oscar). Sem impedir que seus meias e atacantes fossem abnegados também na defesa, fechando o meio-campo e contribuindo muito na ocupação de espaços.
O Corinthians, manteve o padrão. Laterais que não são ótimos, mas passam segurança. Volantes melhores a cada dia. Alex se adaptando. Atacantes absolutamente táticos. Teve dificuldades para furar o bloqueio Colorado. Mas bastou um descuido do adversário para definir o confronto.
O que tranquiliza a torcida e deixa a impressão que os bons resultados não são passageiros, é que Tite tem opções. Tem o grupo em mãos e está conseguindo tirar dele o que há de melhor. O rodízio é constante, mas o nível é mantido. Adriano ainda vai entrar, Ramón pode virar titular da lateral esquerda, e quem sabe até Tévez pode aparecer (embora ainda leve a sério a possibilidade).
Considerando a média de anos anteriores, o Corinthians tem gordura de sobra. Precisaria de pouco mais de 50% dos pontos que faltam ser disputados para chegar ao título. Impossível não considerá-lo forte o suficiente para tal.
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O discurso neste espaço era: mais do que se classificar é preciso jogar bem e encontrar o caminho. A seleção de Mano teve imensas dificuldades, sofreu de maneira desnecessária, mas se classificou (e na liderança do grupo). Se não encantou, aos trancos e barrancos parece estar mais perto de se encontrar. Embora ainda falte um longo caminho.

Mano Menezes voltou a modificar o time. Como esperado, colocou Maicon na vaga de Daniel Alves. Embora eu tenha afirmado que não abriria mão de Daniel neste momento (nem que fosse para jogar como meia direita), é inegável o acerto de Mano. Maicon foi o melhor jogador do Brasil na partida e dificilmente sairá novamente da equipe.
Funcionalmente, o time foi melhor. Robinho e Neymar se movimentaram um pouco mais e abriram o corredor para os laterais. Principalmente Robinho pela direita. Sem fazer grande partida, o atacante do Milan foi fundamental nos espaços que Maicon teve para apoiar. E o fez muito bem, dentro de suas características: força física e chegada a linha de fundo.
Curiosamente, o primeiro gol saiu em lance isolado, com André Santos cruzando e Pato aproveitando. Mas falhas da defesa, e principalmente de Júlio César, teimaram em dificultar as coisas para o Brasil. Que no fim, graças também ao preparo físico ruim do time equatoriano, conseguiu alcançar o resultado que lhe servia.
Cobra-se de Messi, uma atuação de Barcelona. O mesmo acontece com Daniel Alves, Ganso, Neymar e cia. É preciso perceber, porém, que o conjunto facilita a individualidade. Quando a Argentina jogou parecido com um time de futebol, Messi encantou. Nos melhores momentos do Brasil, Ganso deu passes perfeitos e Neymar e Pato fizeram gols. O time fez o simples, para que os astros brilhassem.
Contra o Paraguai, o Brasil é favorito por tudo. Pela classificação, pela história, pelas peças. Mas as dificuldades tendem a crescer. O time perdeu a segurança defensiva que marcou o início do trabalho de Mano (Thiago Silva e Lúcio são caricaturas graças ao pouco combate dos atacantes, que sobrecarregam a dupla de volantes) e ainda não se encontrou ofensivamente.
Mais leve com a vitória e os gols, o Brasil pode (e deve melhorar). A questão a saber é o quão demorada será a melhora daqui em diante. No ritmo que está, a seleção chegará ao fim da Copa América sem chegar no estágio que poderia (e deveria).
PS: O mais correto agora é manter o time. Dar entrosamento para se aproximar do ideal. Inclusive no gol. Júlio César falhou de novo, não vive ótimo momento, mas entre os disponíveis para Mano, é a melhor opção disparada.
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Primeiro foi a Argentina. Goleada por 3 a 0 sobre um time fraco da Costa Rica. Mas com ótimo desempenho individual de Messi e um conjunto que parece mais perto do ideal. Classificou-se e ganhou moral.

Ontem foi a vez do Uruguai. Com menos brilho, mas com alternativas interessantes, bateu o México por 1 a 0 e assim como na noite anterior, merecia uma goleada.
No 4-4-2 devido à lesão de Cavani, o Uruguai fez uma partida correta. Apesar da exposição defensiva (muito pelo jogo ruim de Coates), o time mostrou velocidade pelos lados e embora não tenha acertado o pé, Forlán também fez ótima partida e chamou a atenção. Como Messi na noite anterior, assumiu o papel de protagonista e foi o melhor de seu time.
Argentina e Uruguai devem fazer uma grande partida. De rivalidade e de dois times ótimos ofensivamente e cheios de problemas atrás. Favorita por jogar em casa e por ter Messi, a Argentina se complica mais cedo do que o previsto na competição graças aos tropeços iniciais. O mesmo, acontece com o Uruguai, 4º colocado no último Mundial.
Hoje é a vez do Brasil. Mano acena com a entrada de Maicon no time. É boa opção e fará o time crescer defensivamente. Mas não acho que seja uma boa abrir mão da qualidade técnica de Daniel Alves. Robinho também pode voltar ao time, na vaga de Jádson, que entrou bem contra o Paraguai.
Mais do que vencer (como os principais rivais) e garantir uma obrigatória classificação, o Brasil precisa encontrar seu caminho. Jogar bem logo mais, é o primeiro passo na estrada para um time competitivo. Independente das peças. Independente do adversário.
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Ainda estamos abaixo do ideal. Pela tradição, o M.Cerrada FC pode mais. Mas o fato de não ter passado pelas vergonhas que se tornavam corriqueiras nas últimas três rodadas já é um alívio. Com 68,29 pontos e valorização de 7 cartoletas, o time vai cumprindo objetivos e subindo na tabela. Galgamos mais uma posição e chegamos ao 14º lugar. Ainda é pouco. Mas estamos chegando lá.

Nesta rodada, o destaque foi todo para a defesa. Giovanni foi escolha acertada e corajosa para o gol, com 11 pontos. A dupla de zaga foi perfeita: Manoel fez 16,4 a Maurício Ramos 14,4 pontos. Pena que o ataque não tenha correspondido. Principalmente o estreante Morro García, que não conseguiu furar a defesa do Avaí e acabou com 1 ponto negativo.
Por isto, um esquema mais defensivo pode pintar nas próximas rodadas...
O destaque da rodada foi o Atletico Knarin, do Siru Meireles. Bons 85,87 pontos com muita força no meio-campo. Thiago Neves fez 11,5 pontos e Elkeson 10,8. Destaque também para o goleiro Júlio César (11) e para o técnico Julinho Camargo (é raro técnicos fazerem boas pontuações) com 9,07. O resultado manteve o time na segunda posição, mas a distância para o líder caiu e aos poucos o time encosta para brigar pela ponta.
Com 75,52 pontos, o TássioSpuriFC manteve a incrível regularidade. Ótima aposta em Marcelo Grohe (20 pontos e candidato a Destaque da Rodada no blog) e quase todo o time acima dos 5 pontos. A vantagem para o vice é de 14 pontos. Mas é bom o Atlético Knarin se cuidar. O líder fazer pontuação baixa não será nada comum pelo jeito...
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Dois jogos e dois empates com futebol abaixo da crítica. Ameaça de eliminação e muita pressão. Não havia hora melhor para a Argentina enfrentar um time sub-23 da pouco tradicional Costa Rica na Copa América. A goleada por 3 a 0 não prova que a equipe de Batista está pronta para os desafios maiores. Mas dá moral a um grupo qualificado e que tem condições de crescer na competição.

A Argentina veio mudada. Com Di Maria, Aguero e Higuain, Messi ganhou leveza e qualidade ao seu lado. O time melhorou a movimentação e se aproveitou de um adversário que não tem forças para atacar.
O que ficou claro na etapa inicial foi o nervosismo da pressionada equipe. Messi participava muito do jogo (e com muita qualidade). Colocou algumas vezes os companheiros à frente do gol. Mas a bola teimava em não entrar até que Aguero aproveitou rebote em chute de Gago e abriu o placar aos 45 minutos.
A acuada Costa Rica sabia que o sonho havia acabado ali. No segundo tempo, a Argentina foi ainda mais leve e melhorou na partida. Messi passou a jogar ainda mais. Cansou de colocar os companheiros na cara do gol. Aguero e Di Maria aproveitaram e ampliaram o placar. Higuain e Lavezzi se cansaram de perder.
Messi encerrou o jogo com quase 70 passes e apenas três erros. Deu duas assistências e não fosse a fase ruim dos atacantes argentinos, sairia de campo com seis. Apesar da pouca qualidade do adversário, a atuação foi digna do que é Messi e do que ainda pode ser. Para isto, não precisa morar na Argentina, nem cantar o hino.
Com Messi se encontrando e a Argentina com menos pressão a tendência é crescimento. Batista parece também se afastar de seus conceitos iniciais e se aproximar da equipe ideal. Ainda não dá para dizer que o time baterá de frente contra os grandes adversários (e tendência é encarar o Uruguai já na próxima fase). Mas a paz é o primeiro e fundamental passo para que o time possa alcançar as expectativas e lutar pelo título da Copa América.
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O artilheiro do Campeonato Brasileiro é argentino e aparece pela primeira vez na lista de destaques na 8ª rodada. Montillo brilhou contra o Grêmio e agora faz parte da lista e da briga pelo prêmio de Destaque do Campeonato. Veja:

Bernardo (Vasco) - 1ª rodada
Leonardo Silva (Atlético-MG) - 2ª rodada
Anderson Aquino (Coritiba) - 3ª rodada
William (Corinthians) - 4ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 5ª rodada
Liédson (Corinthians) - 6ª rodada
Oscar (Internacional) - 7ª rodada
Montillo (Cruzeiro) - 8ª rodada
Quem foi o destaque da 8ª rodada do Brasileirão?| Montillo (Cruzeiro) | | 57,14% |
| Ralf (Corinthians) | | 14,29% |
| Oscar (Internacional) | | 28,57% |
Vamos agora eleger o destaque da 9ª rodada. Confira os candidatos:
Marlos (São Paulo) - Fez um gol e deu o passe para outro. Rápido, foi decisivo na vitória sobre o Cruzeiro por 2 a 1.
Juninho Pernambucano (Vasco) - Como volante, mostrou o quanto ainda pode ser útil ao Vasco. Muito perigoso em todas as cobranças de falta.
Marcelo Grohe (Grêmio) - O Grêmio não sente falta do selecionável Victor graças à mais uma grande atuação de Grohe. Fantástico na vitória sobre o Coritiba por 2 a 0.
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O "clássico dos desesperados" em Minas Gerais só teve um time. Desde o apito inicial, até o fim do jogo, o Atlético-MG se sobressaiu sobre o América, venceu por 2 a 0 e deixou a impressão de que poderia conquistar resultado ainda mais tranquilo na partida.

Dorival Júnior voltou a mudar o time atleticano, mostrando o quanto está longe da equipe ideal. Contra o América, Richarlyson foi terceiro zagueiro, Serginho ficou preso à frente da defesa e os laterais (com vocação ofensiva) tiveram bastante liberdade para se juntar a Caio e Daniel Carvalho no ataque.
Como os meias do América não sabiam a quem marcar (já que os volantes atleticanos não saíam), o domínio do Galo foi absoluto. Pouca gente para marcar um time que tinha apoio constante dos laterais e muita dificuldade na saída de bola. O gol só não saiu pois faltava capricho no último passe e quando o time acertava, esbarrava no bom Flávio. Até que Jonathas Obina (com boa estreia, longe de ser solução) acertou chute indefensável e abriu o placar.
No segundo tempo, o América tentou adiantar as peças para pressionar. Mas tinha dificuldade de articulação e só Alessandro conseguia se sobressair ofensivamente. Embora o domínio não tenha sido tão claro, o Atlético seguiu melhor e parecia mais perto do gol. Neto Berola entrou para dar velocidade ao contra-ataque e com menos de um minuto em campo fez o gol que fulminou com o ânimo do Coelho e decidiu o confronto.
A vitória não prova nada para o Atlético. Antes do jogo, o Galo tinha vencido os dois piores times do Brasileirão. Agora, bateu os três piores. Muito pouco, para um time que não tem elenco para disputar na parte de cima, e nem para estar tão embaixo. A tendência de crescimento é óbvia, já que não havia como piorar. Mas ainda é preciso provar.
Quanto ao América, é candidato forte demais ao rebaixamento. Faltam opções, falta qualidade. Mauro Fernandes não é culpado e o time vai precisar de mais do que o suor (que não faltou até aqui) para se safar da queda.
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O primeiro jogo do São Paulo pós-Carpegiani mostrou ao menos um erro do ex-técnico tricolor. Rivaldo provou em campo que ainda pode ser útil ao time e que vinha sendo sub-aproveitado na equipe, que em muitos momentos dependia de qualidade no passe e articulação.

Contra o Cruzeiro, Milton Cruz não fez muitas mudanças na equipe. Se tivesse Lucas disponível, provavelmente deixaria Rivaldo no banco. Mas organizou o time de maneira inteligente e soube explorar as fraquezas do adversário.
Apesar disto, os mineiros começaram melhor. Forçando as costas de Juan, o Cruzeiro manteve o 4-3-3 do jogo contra o Grêmio e os mesmos problemas. Montillo fica mais perto da área de decisão (onde já mostrou que pode ser decisivo), mas fica distante da articulação. Quando ele não recua para armar, a bola não chega redonda à frente (fazendo o time abusar da bola longa). Quando ele recua, os dois atacantes muito abertos e em fase não muito boa, não aparecem para finalizar e incomodar a defesa adversária.
Apesar da pressão com Walyson e Vítor no início, o São Paulo soube se acertar. Impedia a subida dos volantes do Cruzeiro com Casemiro voltando para marcar e qualificando a saída de bola. Que era sempre também pelo lado direito, onde Marlos ganhava todas de Éverton. Aliás, os dois atacantes do São Paulo mostraram ampla vantagem sobre a defesa do Cruzeiro em um quesito: a velocidade. Os jogadores do tricolor pareciam mais ligados e sempre um passo à frente.
Com os atacantes em vantagem e o passe qualificado de Rivaldo, não demorou para sair o gol. Marlos recebeu ótimo passe de Rivaldo e serviu Dagoberto que abriu o placar. Veio o intervalo, veio o segundo tempo e a situação se manteve. Rivaldo ganhou fácil de Leandro Guerreiro e achou Marlos (o melhor em campo) em velocidade para ampliar.
O Cruzeiro manteve os problemas de articulação embora tenha avançado as linhas. As substituições de Joel Santana deixaram o time exposto e ofensivo. O Cruzeiro não conseguia ameaçar e o São Paulo não aproveitava os espaços (já com seus atacantes cansados).
Já no fim, Ortigoza fez boa jogada e Walyson diminuiu em lance isolado, que em momento algum pareceu ameaçar a justa vitória do time que esteve sempre à frente.
Rivaldo não estará sempre disponível para o São Paulo. Não conseguirá jogar 90 minutos no mesmo nível. Mas pode ser importante e mais utilizado. Quem sabe, não se esquece. Rivaldo nunca foi e nunca será um qualquer.
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Mais uma atuação decepcionante. Mais um empate. O Brasil tem tudo (inclusive a obrigação) para se classificar para a próxima fase da Copa América com regulamento esdrúxulo onde é preciso se esforçar muito para ficar fora. Mas decepciona (muito) tatica e individualmente até aqui na primeira competição oficial da era Mano Menezes.

A opção surpreendente de Mano Menezes por Jádson na vaga de Robinho causou estranhamento. Para todos, a tendência era a entrada de Lucas ou, na pior das hipóteses, de Elano. Preconceito dos que gostam de rótulos e que acreditam que só os que jogam nos grandes centros podem jogar na seleção. E que para julgar um jogador, sequer procuram vê-lo jogar.
Para a sorte de Mano, Jádson entrou bem na partida (apesar do claro nervosismo) e foi importante para auxiliar na articulação ao lado de Ganso, mantido o 4-2-3-1 que o técnico não parece disposto a desfazer. Num primeiro tempo fraco de opções, saíram dos pés do meia do Shaktar as duas melhors jogadas do Brasil: um passe preciso para Pato sair na cara do gol e um belo chute de fora da área que abriu o marcador.
O Brasil seguia com dificuldades pois Ganso ainda não encontrou seu espaço e seu melhor futebol. Neymar também sente o peso da competição (natural pela idade) e peca pelo individualismo e vontade de brilhar logo.
Além de dificuldades individuais, o Brasil tem problemas táticos. Falta mobilidade. Faltam soluções. Jádson foi o único dos três meias a buscar troca de posição. Os volantes ajudam pouco os laterais na marcação e a defesa acaba exposta. Fato que contribuiu, inclusive, para a partida ruim de Daniel Alves, que assim como Messi, não consegue fazer na seleção metade do que faz no Barcelona, embora muitos prefiram julgá-los individualmente do que perceber a importância do que está ao redor deles para o desempenho extraordinário.
No intervalo, Jádson saiu para evitar a expulsão (já tinha cartão amarelo e merecia outro pouco antes de abrir o placar) e Elano entrou disperso pela meia direita. O Paraguai cresceu e puxou contra-ataque com o ótimo Estigarribia que Santa Cruz aproveitou para empatar. Os paraguaios, com bons valores e muita organização, já mereciam o resultado. Mais uma vez, o Brasil sentiu e pouco depois veio a virada. Neymar perdeu gol feito após passe genial de Ganso e no ataque seguinte Daniel Alves falhou bizonhamente perdendo a bola na área para Santa Cruz que deixou Valdes sozinho.
O Paraguai se fechou reoxigenando o meio e abrindo mão do ataque. Mano mexeu, mas o time continuou sem articulação e com imensas dificuldades. O nervosismo prejudicava ainda mais. No fim, mais por sorte que por merecimento, Ganso deu passe brilhante que Fred, mesmo mal, aproveitou para mostrar mais uma vez a estrela que o acompanhou durante toda a carreira.
O Brasil ainda tem um jogo na primeira fase para tentar provar evolução e para crescer. Como disse acima, a classificação deve chegar. Mas é hora de achar soluções. Táticas e individuais para um time que parece longe de se acertar.
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Com as rodadas próximas umas das outras, a análise fica complicada. Falta tempo. Menos tempo para pensar, mais velocidade para agir.

Na última rodada, foram quase 65 pontos e boa valorização no elenco. Ainda é pouco, mas já é algum crescimento. Destaque para Juninho Pernambucano. Ótima aposta e que ainda rendeu mais um troféu de colecionador para o time (assim como aconteceu com Petkovic). O craque do Vasco marcou um gol logo de cara e fez bons 10,3 pontos.
Melhor que ele, só Bolívar. Com 11,7 o zagueiro do Inter contribuiu com o rendimento da equipe. Pena que Fábio Santos, aposta alta para a lateral esquerda tenha ido tão mal (-1,4).
O resultado fez o time subir três posições na tabela, chegando ao 15º lugar.
O destaque da rodada ficou para o TROOPER AZUL, do leoelias. Incríveis 102,85 pontos. É o primeiro time da temporada a ultrapassar a marca dos 100 pontos. Com a ótima pontuação, o time subiu duas posições na tabela e encostrou na briga pela ponta, ocupando o 3º lugar.
A liderança segue com o Tássio Spuri FC, que fez 75,43 pontos na rodada e segue ainda com uma margem confortável em relação aos concorrentes.
Com menos tempo, segue a escalação do MCerrada FC para a rodada número 9. 4-3-3 e investimento de 117 cartoletas:
Giovanni (Atlético-MG), Cicinho (Palmeiras), Maurício Ramos (Palmeiras), Manoel (Atlético-PR) e Juninho (Figueirense); Paulo Baier (Atlético-PR), Carlos Alberto (Bahia) e Alex (Corinthians); Morro García (Atlético-PR), Alecsandro (Vasco) e Fábio Júnior (América). Técnico: Luis Felipe Scolari (Palmeiras).
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