Com 7 derrotas nos últimos 7 jogos contra um adversário que vinha demonstrando crescimento, era inevitável encarar o Atlético-MG como provável derrotado contra o xará paranaense, na Arena da Baixada. Mas o futebol tem daquelas situações inesperadas, que marcam mudanças, positivas ou negativas. Pode ter sido o caso do time de Cuca, que finalmente venceu, e aliviou um pouco a situação ainda complicadíssima.

O jogo na Arena foi equilibrada. No primeiro tempo, o Galo começou melhor no 4-3-1-2, com Bernard auxiliando Mancini na marcação pelo lado direito. Aos poucos, porém, o Atlético-PR acertou a marcação e entrou no jogo. Cuca trocou Bernard de lado com Filipe Soutto e deixou Mancini mais exposto, fazendo com que os paranaenses forçassem o jogo por lá. No fim, a etapa inicial com poucas chances mereceu o 0 a 0.
Na etapa inicial, Cuca viu que podia arriscar mais. Bernard adiantou pelo lado esquerdo com o Galo formando um 4-2-3-1. Que funcionou bem. O jovem meia foi agudo, entrando bem em diagonal e participou das principais ações ofensivas dos mineiros, que pressionavam. Renato Gaúcho tentou mexer no time mas tirou os meias que podiam qualificar o passe para colocar atacantes que jogaram num deserto, sem bolas. Na fase difícil, o Atlético-MG cansou de perder gols até que o juiz marcasse penalti claríssimo de Wágner Diniz em Magno Alves e Mancini, chorado, abrisse o placar. A pressão dos paranaenses, em bolas longas e aéreas, rendeu pouco sustos e os visitantes acabaram saindo com o justo resultado.
Ainda não é hora de acomodar. Para nenhum dos Atléticos. Uma vitória representa muito pouco. Principalmente contra adversários diretos. Apesar de ser ótimo na tabela, ambos vão precisar fazer mais do que isto para escapar do rebaixamento.
Para os mineiros, fica o alívio. A tabela teoricamente menos complicada nas próximas rodadas pode fazer o time encaixar e somar pontos importantes.
Para os paranaenses, fica a chance de cair na real enquanto ainda é tempo.
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Imagine um time que ganhou a Copa do Brasil no primeiro semestre, já tem vaga assegurada na Libertadores, não corre risco de rebaixamento, mas não leva o Campeonato Brasileiro a sério. Não estou falando do Vasco, que muito pelo contrário, vai muito bem e briga pelo título fazendo ótima campanha na competição. O time que passa esta impressão é o Cruzeiro, muito embora não tenha vaga garantida na Libertadores e não conquiste títulos importantes há 8 anos.

Contra o Figueirense, é preciso relativizar o passeio levado em Ipatinga, devido ao excesso de desfalques. Joel Santana não teve nove jogadores, escalou um time com apenas quatro titulares (ou cinco, considerando Léo) e sentiu a ausência de seus dois principais jogadores, os únicos capazes de fazer a diferença (Fábio e Montillo).
O Figueirense, que não tem nada com isto, aproveitou muito bem. Manteve suas características: marcação muito forte no meio (as vezes com excesso de faltas) e qualidade na posse de bola ofensiva, com Elias e Wellington Nem se movimentando bastante.
Apenas nos minutos iniciais o Cruzeiro foi superior, na base da empolgação e partindo para cima. Aos poucos, o Figueira soube explorar as deficiências do Cruzeiro (com marcação apática no meio e imensos espaços nas costas do jovem e promissor lateral Gil Bahia). Joel Santana, assim como o meio campo, apenas assistiu. Os catarinenses fizeram 4 a 2 e poderiam ter feito alguns outros gols.
O que impressiona não é a derrota do Cruzeiro, normal para um time tão desfalcado. O que não impressiona não é a posição atual do Cruzeiro, que perdeu peças importantes e passou por muitas mudanças na competição. O que impressiona é a forma como o Cruzeiro aceita tudo isto, no momento. Não há na diretoria a impressão de que esteja insatisfeita com a campanha de mediana para ruim. Não há no técnico revolta e nas entrevistas, o time parece viver num mar de rosas.
E para o Cruzeiro, o tempo vai passando...como se nada fosse importante.
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O confronto confuso entre Corinthians e Grêmio no Pacaembu acabou melhor para os donos da casa. A vitória por 3 a 2 diminui a crescente pressão em cima de Tite e dos jogadores e pode recolocar o time no caminho do título.
Desde o início, o que se viu no Pacaembu foi uma partida equilibrada. Pequenas alternâncias de domínio marcaram o confronto. Decidido pelo Corinthians no momento certo, dentro de suas características. Escalado inicialmente no 4-3-1-2, forçando o jogo pelo lado direito, o time cresceu com a entrada de Jorge Henrique e um 4-3-3 que liberou Paulinho para se aproximar ainda mais da área adversária, vindo de trás. Já o Grêmio, jogou no 4-2-3-1 que Celso Roth deseja implantar e teve muitas dificuldades no início, mas cresceu quando adiantou suas linhas e melhorou o passe vindo dos volantes, principalmente Fernando.
A partida teve arbitragem polêmica e que não agradou a ninguém. Embora, ao meu ver, só o Grêmio tenha motivos para reclamar. Logo no início, penalti mal marcado em Émerson, que se joga sobre Adilson. Douglas, empatou ainda no primeiro tempo em cobrança de falta.
No segundo tempo, apesar do nervosismo, os donos da casa conseguiram aproveitar a desorganização da defesa adversária após a entrada de Edcarlos para praticamente definir o confronto. Primeiro com Paulinho, vindo de trás, em velocidade. Depois com Ramon.
O que parecia definido mudou pois Liédson fez falta boba no meio, levou o segundo amarelo e foi expulso. E pouco depois, Edenílson fez cera para ser substituído e também levou o segundo cartão. Quem acha exagero, aplaudiria a decisão do juiz caso Edenílson não tivesse cartão amarelo.
Com dois a mais, e dois centro-avantes após a entrada de Brandão, o Grêmio tentou pressionar. Diminuiu em escanteio (como erra nas bolas paradas o Corinthians) mas não teve competência nem paciência para rodar a bola e achar espaços em um adversário que se fechou bem. No fim, o juiz voltou a errar ao dar apenas 3 minutos de acréscimo para um jogo que merecia ao menos 5.
O Corinthians precisa de paz. Dificilmente vai repetir o ótimo início de Campeonato com campanha irreal. Mas tem tudo pra ficar longe do desempenho ruim das últimas rodadas. E seguir na trilha pelo título.
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O primeiro turno não poderia terminar de forma melhor. 79,38 pontos e ânimo extra para entrar com tudo na segunda metade do Brasileirão. Sonhar com o título é difícil, mas o M.Cerrada FC sabe que tem o direito de tentar.

Na rodada de clássicos, o time foi bem. Alavancados pela ótima atuação de Boiadeiro (15,3) e principalmente de Montillo (20,2). Pena que Fábio "aceitou" o único chute que foi em sua direção e terminou com 4,3 pontos negativos. De toda forma, serviu para subir 2 posições e voltar ao 12º lugar.
O destaque da rodada foi o Lhamas AC, do Thiago Quini. Incríveis 91,15 pontos. O esquema inusitado (4-5-1) funcionou bem com grandes apostas em Júnior César (10,2), Elkeson (14,8) e Júlio César (11,1). Isto sem falar, claro, em Montillo. Apesar da boa rodada, porém, o time ganhou apenas uma posição e ocupa o modesto 19º lugar.
A liderança mudou de mãos novamente. TássioSpuriFC, sempre alerta, roubou o primeiro lugar e termina o turno na frente. Nesta rodada foram 89,44 pontos. A diferença para o Lhamas foi Júlio César, que não estava em sua escalação. Os outros destaques, foram os mesmos.
Sem mais delongas, vamos à escalação do M.Cerrada FC para esta rodada. 4-3-3 e investimento de 154,51 cartoletas:
Fernando Prass (Vasco), Wágner Diniz (Atlético-PR), Dedé (Vasco), Rhodolfo (São Paulo), Lucas (Botafogo); Diego Souza (Vasco), Marcinho (Atlético-PR), Maicosuel (Botafogo); Éder Luís (Vasco), Anselmo (Atlético-GO), Leandro Damião (Internacional). Renê Simões (Bahia).
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O Campeonato Espanhol começou no fim de semana. Começou na segunda rodada, atrasado. Graças a greve feita pelos jogadores, com salários atrasados. Diferentemente do Brasil, por lá há organização entre os atletas, que exigem condições dignas de trabalho. Mas como atraso de salários? A Liga Espanhola não é rica, com times sempre disputando os principais títulos da Europa? Não é bem assim.

Enquanto Barcelona e Real Madrid seguram suas principais estrelas e ainda tem condições de contratar ótimos reforços (o Barcelona buscou os ótimos Alexis Sanchez e Fábregas enquanto o Real apostou na revelação Nuri Sahin e no lateral-volante Fábio Coentrão), o restante dos clubes sofre.
O Atlético de Madrid não conseguiu segurar De Gea, Aguero e Forlán. O Espanyol perdeu Osvaldo para a Roma. O Valência viu Mata caminhar para a Inglaterra, para jogar no Chelsea. A reposição não foi à altura, pelo contrário. E o abismo enorme do resto para os dois gigantes, cresceu ainda mais.
O Real Madrid estreou fora de casa. Contra um Zaragoza, que deve brigar apenas no meio da tabela, mas que tem um time tradicional. Atropelou vencendo por 6 a 0, sem parecer precisar se esforçar muito. Cristiano Ronaldo começou com três gols, disposto a bater mais um caminhão de recordes.
Hoje foi a vez do Barcelona. Placar menor, jogo ainda mais impressionante. O Villareal está na Champions League. Deve de novo brigar por vaga nesta temporada. Mas foi atropelado por um Barcelona desmontado (sem nenhum zagueiro e com dois volantes improvisados num 3-4-3 ainda não testado). 5 a 0 fora o baile, com o primeiro (de muitos) show de Messi na Liga.
Enquanto os pequenos sofrem, sem dinheiro, Barcelona e Real Madrid sobram. Contam com apoio do governo, recebem milhões a mais de patrocinadores e transmissores. A diferença que hoje é imensa, parece que vai apenas aumentar com o passar do tempo.
A partir do ano que vem, o Brasil entrará num novo patamar em termos de receitas. A renegociação foi ótima para os clubes. Em especial para Flamengo e Corinthians, que tem as maiores torcidas e conseguiram (de longe) os melhores contratos. Hoje, é impossível que um clube como o América, recém-chegado à Série A consiga disputar com os dois. A tendência, é que seja cada vez mais impossível.
A polarização no Brasil, não deve acontecer com apenas dois clubes. Mas caminha para acontecer. Com três, quatro ou cinco. O que desmotiva a competição e que afunda os clubes menores em dívidas e vexames.
É bom pensar nisso antes que o abismo não seja ultrapassável. E agir antes que seja tarde demais.
Abre o olho, Brasil! O exemplo a não ser seguido, vem da Espanha.
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A atuação de gala contra o Flamengo com direito a gol de bicicleta rendeu a Leandro Damião um lugar entre os destaques do Brasileirão. Ele é o segundo jogador do Internacional na lista. Veja:

Bernardo (Vasco) - 1ª rodada
Leonardo Silva (Atlético-MG) - 2ª rodada
Anderson Aquino (Coritiba) - 3ª rodada
William (Corinthians) - 4ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 5ª rodada
Liédson (Corinthians) - 6ª rodada
Oscar (Internacional) - 7ª rodada
Montillo (Cruzeiro) - 8ª e 16ª rodadas
Marcelo Grohe (Grêmio) - 9ª rodada
Paulinho (Corinthians) - 10ª rodada
Diego Souza (Vasco) - 11ª rodada
Ronaldinho Gaúcho (Flamengo) - 12ª rodada
Dedé (Vasco) - 13ª rodada
Dagoberto (São Paulo) - 14ª rodada
Cícero (São Paulo) - 15ª rodada
Émerson (Corinthians) - 17ª rodada
Leandro Damião (Internacional) - 18ª rodada
Vamos agora eleger o último destaque do primeiro turno. Veja os candidatos e escolha o seu:
Diego (Ceará) - Série de defesas impressionantes e uma atuação impecável que garantiu a goleada do Ceará sobre o Bahia, por 3 a 0.
Montillo (Cruzeiro) - Dois gols decisivos na vitória do Cruzeiro no clássico contra o Atlético-MG, por 2 a 1. Foi destaque na 8ª e na 16ª rodadas.
Luan (Palmeiras) - Mais uma atuação destacável do jovem atacante do Palmeiras. Marcou um gol e foi peça efetiva nas jogadas de ataque do time na vitória por 2 a 1 sobre o Corinthians.
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O dia começou com o clássico inglês. A goleada do Manchester por 8 a 2 sobre o Arsenal escancarou a diferença entre os times. Enormes. O domingo terminou com clássico em Minas Gerais. Que também deixou clara a diferença entre Atlético-MG e Cruzeiro. Bem menor do que na Inglaterra, mas considerável: um Montillo.

Tecnicamente, não foi um bom jogo na Arena do Jacaré. Cuca voltou a escalar o Atlético-MG no 3-5-2, com Richarlyson como terceiro zagueiro, para liberar o jogo pelos lados. A idéia clara era explorar a deficiência na marcação dos laterais do Cruzeiro, que o treinador atleticano conhece bem. Não deu porque um erro de Richarlyson e Pierre logo no início, fez com que Wellington Paulista achasse Montillo em posição muito difícil, mas legal, para driblar Renan Ribeiro e abrir o marcador.
O jogo dos sonhos se apresentou para o Cruzeiro. A torcida do Galo se voltou contra o time, que como nas outras partidas acusou o golpe. Se fosse para cima, o time de Joel Santana certamente mataria o jogo.
Pouco depois Wellington Paulista deixou o campo machucado para a entrada de Charles. A idéia seria boa, para liberar Roger e Montillo para armar os contra-ataques com o apoio dos laterais. Mas não foi o que aconteceu. Com apenas um atacante para marcar, Cuca desmanchou o 3-5-2 transformando Richarlyson (de novo muito mal) em meia pelo lado esquerdo. E o Cruzeiro se encolheu.
O primeiro tempo acabou e Cuca voltou com um Galo ainda mais ofensivo para o segundo tempo. Com três atacantes, o alvinegro passou a jogar no campo de ataque. Só um time jogava na Arena e o empate era questão de tempo. Saiu no ótimo chute do ótimo Felipe Soutto (de longe o melhor jogador atleticano), indefensável para Fábio.
O jogo seguia jogado no campo de defesa do Cruzeiro. A posse de bola do Galo, porém, seguia sem assustar. Tanto é que Fábio não fez uma defesa sequer. Demorou, mas Joel tentou Ortigoza na vaga de Roger, para tirar o adversário da zona de conforto. Embora também não ameaçasse, o Cruzeiro equilibrou o jogo e ocupava mais o campo de ataque.
A partida era de intermediária a intermediária. Sem ameaças. Até que o incansável Montillo roubou uma bola no meio, avançou e da intermediária, acertou o canto de Renan Ribeiro, que aceitou. 2 a 1 e jogo definido nos minutos finais.
O Atlético não consegue reagir. Com Cuca, são 6 jogos e 6 derrotas. A diferença para o primeiro time fora da zona de rebaixamento já é de 5 pontos. Falta ao time alguém capaz de fazer algo diferente. Falta Montillo.
Que o Cruzeiro tem. E deve ao Destaque do Brasileirão até aqui, grande parte dos pontos que tem. A equipe de Joel ainda é defensiva demais, pobre demais, fraca demais.
O pobre clássico mineiro só mostrou uma coisa de bom. E ela veio da Argentina. Se chama Walter Montillo.
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Impossível destacar o que aconteceu no banco de reservas, aos 20 minutos do segundo tempo, do justo 0 a 0 entre Vasco e Flamengo no Engenhão. Ricardo Gomes sofreu um Acidente Vascular Encefálico e teve que deixar o Engenhão de ambulância. Passa no momento que escrevo este post por cirurgia, em situação delicadíssima. Guerreiro que é, já venceu outras batalhas na vida. E torço, de coração, para que saia desta também.

Dentro de campo, o jogo teve dois tempos bem distintos. Um primeiro, movimentado e atraente. Um segundo, modorrento e cansativo.
A etapa inicial foi interessante. Os dois times utilizaram bem suas forças para tentar abrir o placar. O Vasco aproveitando a velocidade de Éder Luis pelos lados, principalmente. O Flamengo contando com boa movimentação de Ronaldinho Gaúcho.
Marcando no campo de ataque, o cruzmaltino foi melhor. Ficou mais tempo com a bola e criou as melhores chances. Esbarrou em Felipe, com ótima atuação, apesar dos exageros enormes ao defender bolas fáceis. No fim do primeiro tempo, o Vasco ainda ficou com um homem a mais, em mais um dos incontáveis erros bizarros de Welinton, expulso após perder a bola e fazer falta em Diego Souza.
Com um a mais, a expectativa era que o Vasco fosse ao ataque no segundo tempo, traduzir a superioridade (em campo e numérica) em gols. Não foi o que se viu. O Vasco não teve paciência para rodar a bola, e abusou dos chuveirinhos, quase sempre da intermediária, tentando surpreender um Flamengo que jogava com o reserva Angelim e um improvisado Willians na zaga.
Organizado como sempre, o Flamengo deu poucas brechas. Mas também conseguiu ir pouco ao ataque. O segundo tempo perdeu o gás, foi pobre em emoções e o jogo não merecia mais que o empate sem gols (apesar do penalti claríssimo em Bernardo, no último minuto, não marcado muito pelo excesso do jogador que quis enfeitar ainda mais um lance tão evidente).
O Flamengo é difícil de ser batido. O Vasco ainda é candidato ao título. O clássico não mudou muita coisa para os times.
O mais importante que o jogo deixou é a importância de todos dedicarem energia e pensamentos positivos para Ricardo Gomes.
#ForçaRicardoGomes
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O início de temporada não podia ser pior para o Arsenal. Além de perder dois de seus principais jogadores (Nasri e Fábregas), o time teve que encarar dois dos principais rivais logo nas três primeiras rodadas da Premier League. O "choque de realidade" em Manchester hoje, deve pelo menos ter servido para acordar os Gunners, que precisam agir rápido no mercado se não quiserem uma temporada de muitos vexames semelhantes.

No jogo de hoje, bastava olhar para os dois times (e principalmente para os dois bancos de reservas) para ver a brutal diferença entre Manchester United e Arsenal. Enquanto o United se dava ao luxo de colocar no banco craques como Ferdinand, Giggs e Chicarito para rejuvenescer o time e dar oportunidade a garotos com futuro como Welbeck, o Arsenal teve que apostar novamente em Rosicky, Djorou, Traoré e tinha no banco um monte de garotos que não transmitia confiança alguma.
Bastou a bola rolar para a diferença ser percebida em campo. Enquanto o time de Ferguson matinha o padrão de alto nível da última temporada, aproveitando-se da velocidade de Young pelo lado esquerdo para dar ainda mais dinâmica ao seu jogo, a equipe de Wenger tinha dificuldades tremendas no setor defensivo e pouco brilho no meio-campo para acionar seus homens de frente.
Os gols foram saindo de forma natural. O United não parecia estar fazendo um enorme esforço para vencer (embora tenha tomado um susto quando vencia por 1 a 0 e De Gea defendeu penalti muito mal batido por Van Persie - o sétimo penalti perdido em dez cobranças até aqui na Premier League).
Young (2), Nani, Park, Welbeck e Rooney (3), fizeram os gols da goleada histórica. Van Persie e Walcott, descontaram no fiasco inesquecível. 8 a 2 para um Manchester que ainda perdeu um caminhão de gols, contra um Arsenal que mesmo em jornada terrível não parecia crer que quem estava no banco poderia acrescentar algo.
O Manchester chega ainda mais forte para esta temporada. Tem uma ótima safra de jovens preparados para ajudar, como o bom zagueiro Phil Jones, o meia Tom Cleverley e o interessantíssimo Welbeck, rápido e forte no jogo aereo. Contratou bem, se reforçou e se renovou de maneira natural.
O contrário do Arsenal. Que já precisava de reforços para brigar com os mais fortes e ainda perdeu seus principais jogadores sem reposição alguma. Wenger não deve ser demitido, pela enorme história que tem no clube. Mas precisa agir rápido e com muita audácia no mercado. Nomes como Sneijder, Kaká e Tévez podem dar peso a um time que tem bons jovens, mas que precisa de quem chame a responsabilidade para que eles possam desenvolver.
O que aconteceu hoje, não foi nada mais que a realidade de Manchester United e Arsenal. Realidade dura demais para o fraco elenco de Wenger.
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O Borussia Dortmund que encantou a Alemanha na última temporada terá desafios maiores em 2011/2012. De volta à Champions League, o time perdeu o ótimo Sahin mas manteve a estrutura da última temporada.
Confira a análise no Quadro Negro do Marcação Cerrada
clicando aqui.
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Desta vez a NET não impediu que eu escalasse meu time. E apesar da complicadíssima rodada de clássicos, o M.Cerrada FC está confiante na recuperação.
Investimento de 157,35 cartoletas no 4-3-3 com muita confiança em América e Ceará (que jogam em casa e não pegam clássico).
Fábio (Cruzeiro), Marcos Rocha (América), William Rocha (América), Leandro Castan (Corinthians) e Boiadeiro (Ceará); Oscar (Internacional), Montillo (Cruzeiro) e Thiago Humberto (Ceará); Osvaldo (Ceará), Borges (Santos) e Liédson (Corinthians). Técnico: Vagner Mancini (Ceará).
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Embora seja incorreto dizer que a Champions League vai começar, pois o torneio já começou, é justo dizer que a bola rola para valer a partir da fase de grupos. Para esta temporada, o sorteio previa alguns grupos complicados, graças a Borussia Dortmund e Manchester City nos potes 4 e 3 respectivamente, que poderiam desequilibrar os grupos.

Por sorte, poucas grandes forças se enfrentaram. Sorte pois o melhor vai ficar para o final. O que não indica que faltarão grandes jogos já na fase inicial. Confira uma rápida análise dos grupos, como de costume. Em negrito, meu palpite para os classificados.
GRUPO A - Bayern de Munique, Villarreal,
Manchester City,
Napoli
O grupo não tem nenhum grande candidato ao título. Mas é o mais equilibrado e de difícil prognóstico da primeira fase. Ninguém terá vida fácil e um vacilo pode custar a classificação. O Manchester City é favorito natural, pela potência econômica, para ficar com uma das vagas. A outra, pode ficar com qualquer um dos três. Meu palpite no Napoli é pura torcida. Depois de ficar tanto tempo fora das grandes competições, os italianos merecem sorte melhor.
GRUPO B -
Inter de Milão, CSKA,
Lille, Trabzonspor
A Inter de Milão ainda com problemas após a saída de Eto'o, deu sorte no sorteio. Em um grupo mais forte, correria riscos. Nestes, deve se classificar sem muitas dificuldades. A segunda vaga fica entre CSKA e Lille. Minha aposta é nos atuais campeões franceses.
GRUPO C -
Manchester United,
Benfica, Basel, Otelul Galati
Dificilmente o grupo reservará surpresas. Bom para o Manchester ganhar confiança com alguns jovens no elenco. E bom para o Benfica, que contratou bem e promete jogar um ótimo futebol na temporada.
GRUPO D -
Real Madrid, Lyon, Ajax, Dinamo Zagreb
Embora tenha encontrado seu grande algoz das últimas temporadas, Mourinho tem motivos para agradecer ao sorteio. Ainda que esteja tentando se reerguer, o Ajax não deverá ser problemas para a classificação principalmente do Real. Com algumas perdas importantes, o Lyon pode ter dificuldades, mas deve se classificar.
GRUPO E -
Chelsea, Valência, Bayer Leverkusen, Genk
Apesar do início complicado na temporada, o time de Villas Boas não deve sofrer grandes riscos no grupo. A segunda força é o Valência, embora nunca seja bom desprezar os alemães do Bayer Leverkusen. A briga pela segunda vaga pode ser quente.
GRUPO F -
Arsenal, Olympique de Marselha, Olympiacos,
Borussia Dortmund
Grande ausência técnica da última Champions, o Borussia deu "sorte" no sorteio. Como estava no pote 4, poderia ter tido um grupo mais complicado. É de longe a grande força do grupo F. O Arsenal seria o candidato à segunda vaga. Mas precisa se reforçar. É preciso saber o que Wenger conseguirá fazer com o dinheiro das vendas de Nasri e Fábregas.
Grupo G -
Porto, Shaktar Donetsk, Zenit, Apoel
Tecnicamente, o grupo mais fraco da primeira fase. O Porto, que encantou a todos na última temporada, perdeu o treinador e algumas peças importantes como Falcao Garcia. Embora ainda seja um grande time, deve cair de rendimento na temporada. O Shaktar, time do coração de Mano Menezes, também deve se classificar sem grandes sustos.
GRUPO H -
Barcelona, Milan, BATE Borisov, Viktoria Plzen
Os atuais campeões da Espanha e Itália deram sorte no sorteio. Terão um enorme teste contra o outro, mas vão treinar nas partidas seguintes. Melhor ainda para o Milan, que além de se classificar já evita um confronto contra o Barça na próxima fase. O BATE, neste caso, entra apenas para apanhar.
PS: O grande destaque da festa, porém, foi o estilo de Puyol, que compareceu à festa (de gala) de bermuda e camisa do Barcelona. Disse que se sente "mais à vontade" assim. Que fase!
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Se acostumar a vencer é saudável. Fazer com que conquistas virem uma rotina faz bem. E neste caso, as glórias parecem atrair ainda mais glórias. Fatos que fazem do Internacional mais uma vez campeão. O segundo título da Recopa, fazem o Inter cada vez mais internacional.

Depois de perder a primeira partida, na Argentina, por 2 a 1, o Inter precisava ser agressivo no jogo da volta, no Beira-Rio. Diante de quase 40 mil pessoas e de mais uma participação destacável da torcida, o time tentou fazer o que devia.
Dorival armou o time no 4-2-2-2 que ele tentou, mas não conseguiu encaixar no Atlético-MG. O Inter começou bem, com D'Alessandro se movimentando bem e Elton se revezando nas subidas ao ataque com Guiñazu. Apesar do início melhor, o Colorado deixava muitos espaços na entrada da área, expondo seus zagueiros.
No 4-4-2 com duas linhas e um time fechado, o Independiente evitava fazer o mesmo. Expor sua dupla de zaga, lenta, pesada e constrangedora, comandada por Gabi Milito, dispensado pelo Barcelona após Guardiola preferir apostar em Busquets, Abidal, Mascherano e muitos outros na posição.
Faltava ao Inter explorar o ponto fraco do adversário. E aí entrava Leandro Damião. Em fase extraordinária, o atacante passou a receber as bolas e disputar com Milito. Ganhou todas. Em duas delas, foi às redes. No primeiro lance, com direito a caneta e finalização de matador. No segundo, com trombada e presença de área.
O resultado do primeiro tempo foi justo, e obrigava o Independiente a atacar mais na etapa final. Foi o que aconteceu. Os argentinos se soltaram pelo lado esquerdo, obrigando Élton a sair para o lado e deixar o tal buraco na entrada da área. Assim, em bola da esquerda para o centro, saiu o gol que levaria o jogo para a prorrogação.
Decisão que era, o jogo ganhou ares de tensão. O Inter tinha mais a bola, mas seguia levando sustos na defesa. A pressão aumentava o nervosismo do time. As mexidas de Dorival, para reoxigenar o ataque não funcionavam principalmente porque Jô entrou muito mal, em outra sintonia. Mas curiosamente, quando o atacante errou bizonhamento o domínio da bola, o goleiro argentino perdeu o tempo da bola e acabou cometendo penalti. Que Kléber bateu para definir o título do Inter.
Vencer é sempre bom. E o Inter sabe valorizar suas conquistas. Outros times brasileiros já ganharam a Recopa e não a trataram com importância. Impecável no marketing, o Inter faz o título parecer fundamental. Sai fortalecido mais uma vez e cheio de moral para o clássico contra o Grêmio, domingo.
Cada vez mais internacional, o Internacional é exemplo a ser seguido. Dentro e fora de campo.
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Bastava olhar o momento dos times, as escalações e principalmente, o retrospecto recente para encarar o Botafogo como favorito óbvio à classificação na Sul-Americana. Principalmente após a vitória por 2 a 1 no primeiro jogo, em Ipatinga, que deu a Caio Júnior o direito de poupar titulares importantes como o meia Renato na segunda partida.

Em campo, no entanto, não se viu a superioridade esperada do Botafogo. Pelo contrário. Com marcação adiantada desde os instantes iniciais, o Atlético-MG teve mais a bola e controlou a partida durante os 90 minutos. Domínio absoluto, mas pouquíssimo efetivo.
Cuca voltou a apostar no 4-2-3-1 contra o Botafogo, mas teve que mudar muito o time em relação à última partida. Algumas mexidas por opção, outras por necessidade. Fato é que o time começou mostrando apetite no meio-campo e não deixava o Botafogo passar do meio-campo.
Embora tenha mantido a estrutura tática do time (também no 4-2-3-1), o Botafogo sentia falta de Renato. Os meias muito afastados dos volantes não recebiam o passe qualificado do jogador, fundamental na saída de bola do time de Caio Júnior. E a bola não chegava.
Apesar da superioridade, o Atlético chegava pouco. Mesmo com a mudança (graças a mais uma contusão de Dudu Cearense) para o 4-1-3-2 ainda mais ofensivo, o time tinha dificuldades na articulação. Richarlyson errava muito pelo lado esquerdo, Caio aparecia pouco e Guilherme se omitia entre os zagueiros, participando pouco.
O jogo praticamente sem finalizações só esquentou nos minutos finais da etapa inicial. Primeiro em cobrança de falta de Elkeson que Renan Ribeiro salvou. Logo depois, em penalti mal marcado de Leonardo Silva em Elkeson (falta fora da área) que Herrera bateu para abrir o placar.
No segundo tempo, o panorama seguiu o mesmo. O Atlético tinha a bola (embora com Elkeson mais participativo o Botafogo parecesse capaz de definir em contra-ataque) mas não conseguia exigir boas defesas de Jéferson. Nem as mexidas de Cuca deram o ânimo que o time precisava para tentar a classificação.
O Botafogo está classificado. Não foi bem, claramente sem encontrar motivação na partida. Segue forte no Brasileiro e tem boas chances de fazer bonito na Sul-Americana.
Quanto ao Galo, melhorou. Mas a passos muito lentos para quem vive a situação delicada atual. Cuca tem 5 jogos e 5 derrotas no comando do clube. E um "divisor de águas", no domingo, contra o Cruzeiro. Para sair da situação e vencer, o time vai precisar de mais criatividade e qualificação ofensiva.
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Vocês devem ter reparado que na última rodada não postei o resumo da rodada do CartolaFC. Os mais atentos, vão perceber que meu time foi o mesmo da rodada passada. O responsável é o "fabuloso mundo dos NETs", que me deixou sem internet durante toda a tarde de sábado, quando eu planejava postar a rodada anterior e escalar para esta rodada.

Por isto, o desempenho bizarro com apenas 39,63 pontos. Três jogadores que sequer entraram em campo. E o time só foi salvo por Leandro Damião, com 14,7 pontos contra o Flamengo. Duro foi manter Felipe, que já havia ido mal contra o Atlético-GO e fez mais pontos negativos contra o Inter (-4). O vacilo custou mais uma posição ao time, que caiu para o 14º lugar.
O destaque da rodada foi o PopsSSJ FC, com 84,6 pontos. Ótimas apostas em Fábio (11), Elkeson (11,9) e Leandro Damião. Deu azar com Jóbson, afastado do jogo do Bahia apenas horas antes da partida. O Pops SSJ FC é sétimo colocado e ainda pode sonhar com o título.
Na liderança, uma surpresa. SLMB, do Randrade, conseguiu duas ótimas rodadas consecutivas e desbancou o TássioSpuriFC e o Atlético Knarin, que se revezavam na ponta. Na última rodada foram 63 pontos, que lhe garantiram uma vantagem de 6 pontos para o vice. Apesar de ter Felipe no gol, o time tinha Elkeson e Neymar (9,9) em grande forma.
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O que você estava fazendo quatro anos atrás? No dia 22 de agosto de 2007, eu estava criando um blog. Este blog. Que durante este longo tempo já mudou de cara algumas vezes mas manteve o espírito que veio desde sua criação: o de criar um espaço para debater e opinar sobre o assunto que eu mais gosto. Não é fácil, mas é extremamente prazeroso. Não consigo me lembrar de algo que faz parte do meu dia-a-dia há quatro anos. E não consigo imaginar que um dia este espaço não vai existir.
Decisivo na virada sobre o Atlético-MG, Émerson é mais um jogador do Corinthians a se destacar no Brasileirão. É o quarto homem do líder na lista, ainda liderada por Montillo. Veja:

Bernardo (Vasco) - 1ª rodada
Leonardo Silva (Atlético-MG) - 2ª rodada
Anderson Aquino (Coritiba) - 3ª rodada
William (Corinthians) - 4ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 5ª rodada
Liédson (Corinthians) - 6ª rodada
Oscar (Internacional) - 7ª rodada
Montillo (Cruzeiro) - 8ª e 16ª rodadas
Marcelo Grohe (Grêmio) - 9ª rodada
Paulinho (Corinthians) - 10ª rodada
Diego Souza (Vasco) - 11ª rodada
Ronaldinho Gaúcho (Flamengo) - 12ª rodada
Dedé (Vasco) - 13ª rodada
Dagoberto (São Paulo) - 14ª rodada
Cícero (São Paulo) - 15ª rodada
Émerson (Corinthians) - 17ª rodada
Quem foi o destaque da 17ª rodada do Brasileirão?
| Rafael Moura (Fluminense) | | 31,25% |
| Édson Bastos (Coritiba) | | 18,75% |
| Émerson (Corinthians) | | 50,00% |
Vamos agora eleger o destaque da 18ª rodada. Confira os candidatos:
Felipe Menezes (Botafogo) - Marcou dois gols na vitória do Botafogo sobre o Atlético-MG por 3 a 1.
Leandro Damião (Internacional) - Um passe de calcanhar para o primeiro gol. Bibicleta no segundo gol, marcado por ele. Foi o grande nome do 2 a 2 entre Inter e Flamego.
Rafael (Santos) - Jogou apenas um tempo. Suficiente para fazer pelo menos quatro grandes defesas e garantir o empate na etapa inicial entre Santos e Bahia.
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Bahia e Santos fizeram um jogo agradável em Pituaçu. São dois times leves, com bons nomes na frente (embora Jóbson tenha feito muita falta aos donos da casa) e que jogam aberto expondo ainda mais suas defesas que não são tão boas assim. O 2 a 1 na Bahia, poderia tranquilamente ter sido substituído por um 4 a 3, por exemplo, não fosse a falta de capricho dos homens de frente e as ótimas atuações dos dois goleiros (ou três, já que Vladimir entrou no Santos no lugar de Rafael, que fez espetacular primeiro tempo mas saiu machucado).

O Santos começou bem na partida. Com Neymar se movimentando, e Ganso aparecendo bem. O penalti bem marcado logo no início e o primeiro gol facilitou para que o jogo do time fluísse. Quando Neymar perdeu a chance de marcar o segundo e dar praticamente o tiro de misericórdia no aniversário, mesmo que ainda no início do jogo, com Marcelo Lomba batido, o Bahia cresceu. Se organizou e passou a usar sua velocidade para expor a lentidão da defesa santista, que sofria com a pouca combatividade de seu meio-campo (com Elano muito adiantado para conter Ávine e com Arouca precisando sair para organizar as ações ofensivas). Depois de algumas ótimas defesas de Rafael, Júnior empatou o jogo.
No segundo tempo, o ritmo do Santos caiu. Neymar, bem marcado, não conseguia ameaçar. Borges desapareceu, encaixotado entre os zagueiros. E o Bahia se soltou em busca do gol. Que poderia ter saído se o árbitro tivesse marcado o penalti de Adriano em Ávine, claríssimo e ignorado. Já nos minutos finais, o injusto castigo: Alan Kardec acertou chute quase impossível, na gaveta, e deu a vitória que o Santos precisava.
O Bahia tem uma equipe interessante. Com bons nomes, e bem armadas. Poderia viver um Brasileirão mais tranquilo, se não errasse tanto e perdesse pontos importantes que estavam nas mãos.
Já o Santos, consegue finalmente sair da zona de rebaixamento. Pode aproveitar os dois jogos a menos para subir de vez e se afastar do risco. Ainda é um time interessante de ver jogar. Mas falta combatividade para poder competir de verdade no Brasileirão. Mais do que uma posição digna para o ótimo que tem, e o respeito que a torcida e a camisa merecem, é hora do Santos começar a pensar de verdade no Mundial.
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O Cruzeiro não vai bem no Campeonato Brasileiro. Mas decisivo em duas rodadas, Montillo assume a liderança isolada e é o primeiro destacado duas vezes na competição. Confiram:

Bernardo (Vasco) - 1ª rodada
Leonardo Silva (Atlético-MG) - 2ª rodada
Anderson Aquino (Coritiba) - 3ª rodada
William (Corinthians) - 4ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 5ª rodada
Liédson (Corinthians) - 6ª rodada
Oscar (Internacional) - 7ª rodada
Montillo (Cruzeiro) - 8ª e 16ª rodadas
Marcelo Grohe (Grêmio) - 9ª rodada
Paulinho (Corinthians) - 10ª rodada
Diego Souza (Vasco) - 11ª rodada
Ronaldinho Gaúcho (Flamengo) - 12ª rodada
Dedé (Vasco) - 13ª rodada
Dagoberto (São Paulo) - 14ª rodada
Cícero (São Paulo) - 15ª rodada
Quem foi o destaque da 16ª rodada do Brasileirão?
| Montillo (Cruzeiro) | | 69,23% |
| Agenor (Atlético-GO) | | 15,38% |
| Anderson Martins (Vasco) | | 15,38% |
Vamos agora eleger o destaque da 17ª rodada. Confiram os candidatos:
Rafael Moura (Fluminense) - Marcou dois gols e deu o passe para outro na goleada do Fluminense sobre o Figueirense por 3 a 0.
Édson Bastos (Coritiba) - Apesar dos dois gols sofridos, o goleiro foi decisivo defendendo o penalti de Borges quando a partida estava 2 a 2. No fim, o Coxa venceu por 3 a 2.
Emerson (Corinthians) - Entrou quando o time perdia por 2 a 0. E foi decisivo na vitória do Corinthians por 3 a 2 sobre o Atlético-MG com um gol e participação nos outros dois.
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Nenhum time fica invicto para sempre. Invencibilidades existem para serem quebradas. O Flamengo de apenas uma derrota no ano e de quase um turno sem perder no Campeonato Brasileiro não ia durar para sempre. E movido pelo embalo dos bons resultados, era difícil imaginar que o time perderia para o Atlético-GO, dentro do Engenhão. Ronaldinho Gaúcho e Renato, que levaram o terceiro cartão amarelo no último jogo, ficaram fora. Poderiam até ter "escolhido" o jogo "mais fácil", já que depois o Flamengo vai ao Sul enfrentar o Inter.

Todos os dados acima são verdadeiros. Assim como é verdade que o Atlético-GO é o time dos resultados impossíveis. O time que perdeu em casa para Avaí e Atlético-PR, foi o mesmo que venceu Flamengo, Santos e Cruzeiro além de empatar com Inter, São Paulo e Botafogo fora de casa.
No Maracanã, sem dois jogadores fundamental, Luxemburgo escalou o Flamengo num infeliz 3-6-1. Bottinelli e Thiago Neves tentavam se aproximar de Deivid e formavam um buraco no meio. O Flamengo tinha dificuldades na saída de bola e não conseguia oferecer perigo.
Muito disto deve-se também a uma postura tática impecável dos goianos, na estreia de Hélio dos Anjos. O Atlético se fechava na defesa, mas conseguia sair muito bem para o ataque, aproveitando principalmente a velocidade de Juninho. Era um time disposto a defender e esperando o bote certo ou um detalhe para surpreender.
E o detalhe foi o escanteio cobrado no primeiro pau, a falha de Felipe e o gol de Pituca aos 13 minutos.
O panorama do jogo, daí em diante foi o mesmo até o fim. O Flamengo tentava pressionar, mas não chegava nem perto do gol de Márcio. O tempo passava, o time ficava mais afobado, e cedia mais espaço. O Atlético-GO contra-atacava. E fazia gols, aumentando ainda mais a pressão e o desespero do Flamengo.
Juninho, Anselmo e Diogo Campos marcaram. Com um pouco mais de sorte e capricho, o Atlético-GO teria conseguido uma goleada ainda mais impressionante. Os goianos sempre estiveram mais perto do gol do que o Flamengo, que achou o de honra com Jael quando a goleada já estava definida.
É preciso destacar que não foi só o Flamengo que perdeu, em uma noite ruim. O Atlético-GO fez partida fantástica, conseguiu mais um resultado surpreendente e caminha para uma vida mais tranquila no Brasileirão.
Quanto ao Flamengo, a distância de 4 pontos para o Corinthians não é motivo para desespero. O momento é de absorver com tranquilidade a primeira derrota que viria cedo ou tarde. O rubro-negro não deixou de ser candidatíssimo ao título pela noite desastrosa no Engenhão.
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Até 2014, a Seleção Brasileira pode mudar muito. É possível que algum jogador que hoje nem seja conhecido pela grande maioria, esteja entre os titulares. É muito provável, porém, que alguns destaques do ótimo time Sub-20, estejam no grupo que vai disputar o próximo Mundial.

Hoje (ou ontem, como preferirem) o time de Ney Franco confirmou a vaga na decisão do Mundial da categoria. Pela segunda vez consecutiva, o Brasil chega à final da competição. Na última vez, derrota para Gana nos penaltis, de um time que tinha Ganso e Giuliano como principais jogadores.
Contra o México, o Brasil teve enormes dificuldades e fez um jogo parelho, decidido apenas nos minutos finais.
No primeiro tempo, o time de Ney Franco tinha a bola mas não conseguia ameaçar. Oscar seguia sendo a principal referência técnica, contando com o apoio sempre fundamental de Casemiro. Mas faltava movimentação incisiva e acerto no passe final. O México, retraído, tinha as melhores oportunidades e chegou a ter um gol bem anulado no último minuto da primeira etapa.
No segundo tempo, os adversários adiantaram a marcação e dificultaram o jogo do Brasil. Os problemas defensivos, principalmente na esquerda com Gabriel Silva eram claros. Ney Franco demorou a mexer e por pouco não colocou o resultado em risco. Não fosse mais uma ótima atuação de Gabriel, os mexicanos teriam aberto o placar com pelo menos duas ótimas chances.
Quando Ney Franco resolveu mexer, acertou em cheio e definiu o confronto. Alan entrou na lateral direita organizando o sistema defensivo e liberando Danilo. E Dudu entrou endiabrado mais uma vez pelo lado esquerdo, partindo para cima e incendiando o jogo. O Brasil cresceu e chegou ao gol com Henrique, que faz Mundial irrepreensível. Pouco depois, ampliou novamente com o atacante, artilheiro da competição com 5 gols ao lado do espanhol Vásquez.
Na final, o Brasil vai pegar Portugal. Que não levou um gol sequer até aqui. Ney Franco vai precisar de um time com boas alternativas ofensivas. Negueba e Dudu, mais velozes e que tem entrado bem, merecem uma oportunidade entre os titulares. Principalmente porque Coutinho, principalmente, não faz grande Mundial.
Independente do resultado final, é preciso ressaltar o trabalho que vem sendo feito nas categorias de base da seleção. Duas finais de Mundial seguidas não pode ser obra do acaso.
E apesar do momento negro do time principal, olhando para o futuro o Brasil pode encontrar o seu caminho certo para 2014.
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A recuperação do Atlético-PR não é obra do acaso. E sim de um trabalho correto de Renato Gaúcho.
A ótima organização tática e as escolhas corretas para o time, estão no Quadro Negro do Marcação Cerrada. Confiram
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Infelizmente, só pude ver um dos quatro tempos da decisão da Supercopa da Espanha. O primeiro ótimo aperitivo da temporada europeia. E a primeira demonstração do que está por vir no futebol espanhol. Apesar da polarização e do distanciamento cada vez maior de Real Madrid e Barcelona em relação aos outros, é bom ficar de olho no país atual campeão mundial.

Como vi apenas uma pequena parte da equilibradíssima decisão, não vou me ater a análises da partida. Mas sim, do impressionante Barcelona.
Não fosse o Barcelona, o Real Madrid provavelmente estaria escrevendo histórias. Tem um técnico vencedor e um elenco absolutamente qualificado. Que tem todos os requisitos para brigar e ganhar qualquer título no planeta. Se não tivesse um adversário ainda mais impressionante pela frente.
O Barcelona não tem limite para fazer história. Já se igualou ao total de títulos do Real Madrid em termos gerais. Xavi já é o jogador com mais conquistas na história do clube. Guardiola já é o treinador mais vitorioso, mesmo estando no comando da equipe há "apenas" três temporadas. E Messi...
O atacante não precisa provar mais nada. Mas tem até aqui, dois jogos na temporada. Certamente, contra o adversário mais difícil. Pela qualidade do técnico, elenco e rivalidade. Marcou três gols e deu duas assistências. Foi decisivo já no primeiro título do Barcelona na temporada.
Barcelona e Real Madrid fazem muito mais do que um jogo de futebol. Tem rivalidade, questões políticas e muito dinheiro além de futebol muito bem jogado. E para azar do Real, que não vence o rival há 11 jogos (excluindo-se a prorrogação da última Copa do Rey -
dado do competente amigo Marcelo Bechler), há um Barcelona no caminho. Um Barcelona que parece sem limites para fazer história.
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A volta de um desempenho aceitável reacendeu as esperanças. Com 74,09 pontos, o M.Cerrada FC viu que "si, se puede". Apesar de ainda ser o 12º colocado e com dificuldade para subir na tabela, o time viu que pode ser melhor e chegar ao lugar que merece.

O destaque nesta rodada foi a média. Mas foram muito bem Anderson Martins (10) e Rafinha (17). Só Borges (-0,3) fez nota negativa, mas em geral o time foi muito bem.
O destaque da rodada foi o LEO.SSJ, com incríveis 103,81 pontos. Apesar do desempenho extraordinário, o time sequer figura entre os 20 melhores na competição. O time brilhou com a base praticamente inteira do Cruzeiro. Montillo, com 18,8 pontos foi o destaque ao lado de Paulinho (10,4) e Elkeson (14,4). Nenhuma nota negativa e valorização muito grande no patrimônio.
No campeonato, uma mudança. O TássioSpuriFC reassumiu a liderança graças aos 84,35 pontos desta rodada. Acertou em cheio com Edson Bastos (14), Elkeson e Montillo. São 7 pontos de vantagem para o segundo colocado. Apertado, mas ter voltado à ponta já é uma grande demonstração de força.
Sem mais delongas, vamos à escalação do M.Cerrada FC para a próxima rodada. Investimento de 152,35 cartoletas, no 4-3-3:
Felipe (Flamengo), Gerley (Palmeiras), Gum (Fluminense), Ronaldo Angelim (Flamengo) e Júnior César (Flamengo); Marcinho (Atlético-PR), Souza (Fluminense) e Cícero (São Paulo); Borges (Santos), Leandro Damião (Internacional) e Deivid (Flamengo). Técnico: Abel Braga (Fluminense).
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Pela segunda rodada consecutiva, foi do São Paulo o destaque da rodada. Cícero fez os dois gols na vitória sobre o Avaí e é mais um nome na concorrida lista de Destaque do Brasileirão. Confira:

Bernardo (Vasco) - 1ª rodada
Leonardo Silva (Atlético-MG) - 2ª rodada
Anderson Aquino (Coritiba) - 3ª rodada
William (Corinthians) - 4ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 5ª rodada
Liédson (Corinthians) - 6ª rodada
Oscar (Internacional) - 7ª rodada
Montillo (Cruzeiro) - 8ª rodada
Marcelo Grohe (Grêmio) - 9ª rodada
Paulinho (Corinthians) - 10ª rodada
Diego Souza (Vasco) - 11ª rodada
Ronaldinho Gaúcho (Flamengo) - 12ª rodada
Dedé (Vasco) - 13ª rodada
Dagoberto (São Paulo) - 14ª rodada
Cícero (São Paulo) - 15ª rodada
Quem foi o destaque da 15ª rodada do Brasileirão?
| Elias (Figueirense) | | 17,86% (5 votos) |
| Cortês (Botafogo) | | 32,14% (9 votos) |
| Cícero (São Paulo) | | 50,00% (14 votos) |
Total: 28 votos
Vamos agora eleger o melhor da 16ª rodada. Confira os candidatos:
Montillo (Cruzeiro) - Apesar do penalti perdido, marcou um gol (de penalti) e deu passe para outros dois na goleada do Cruzeiro sobre o Avaí por 5 a 0. Foi destaque na 8ª rodada.
Agenor (Atlético-GO) - Recebeu a difícil missão de anular Neymar no confronto contra o Santos. E cumpriu muito bem. Resultado: 2 a 0 para o Atlético.
Anderson Martins (Vasco) - Graças a uma atuação impecável de Anderson Martins, o Vasco não sentiu a ausência do selecionável Dedé no 1 a 0 sobre o Palmeiras.
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O Vasco começou bem na Sul-Americana. Depois do título da Copa do Brasil e da boa campanha no Campeonato Brasileiro, o time parece capaz de fazer mais uma grande competição.
Mesmo poupando alguns titulares, o Vasco mostrou a força de seu elenco e venceu o Palmeiras por 2 a 0.
O padrão tático e as mudanças de Ricardo Gomes você confere no Quadro Negro do Marcação Cerrada. Confiram
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Impossível colocar nas costas de Cuca qualquer carga de responsabilidade em mais uma derrota do Atlético-MG na temporada. Desta vez, 2 a 1 para o Botafogo, pela Copa Sul-Americana. O técnico deu o primeiro treino na terça e sequer teve tempo para alguma coisa antes de estrear.

O que se viu, porém, foi um time que já buscou algumas características de seu novo treinador, mas que manteve os mesmos erros. Diferente taticamente, idêntico tecnicamente. O principal (e óbvio) problema do Galo não é o treinador, mas sim a falta de qualidade e, principalmente, confiança.
Contra o Botafogo, Cuca escalou o time no 4-3-1-2. Com o que tem, é a melhor opção. Errou apenas por não colocar em campo Filipe Soutto e Guilherme, titulares indispensáveis para o crescimento da equipe.
Os cariocas pouparam três importantes jogadores (Cortês, Renato e Elkeson), mas mantiveram o padrão tático do 4-4-2 e mostraram que Caio Júnior ganhou mesmo um elenco fortalecido para trabalhar. A boa campanha não é obra do acaso.
O que se viu em campo foi um filme repetido. O Atlético errando muitos passes, deixando espaços de sobra e com os dois zagueiros (quase) sempre mal posicionados. No primeiro gol, Patric perdeu a bola, Leonardo Silva não saiu do chão e Réver perdido na área foi incapaz de cortar bola de Herrera que estufou as redes logo no início e aumentou a pressão.
O Atlético passou a errar mais. André batalhava na frente e fazia boa partida, mas não encontrava outro jogador na mesma sintonia. Dorival trocou o vaiado Patric por Wesley, melhorando o setor ofensivo e deixando mais gente próxima do ataque, mas abrindo enorme espaço por onde o Botafogo mais jogava. E no primeiro vacilo, Maicosuel entrou nas costas de Serginho em velocidade, Réver ficou vendido e o botafoguense ampliou.
Se apertasse, o Botafogo poderia aproveitar o momento absolutamente ruim do Galo para golear e decidir a vaga. Contente com o resultado, porém, pisou no freio. Os contra-ataques não sairam e o Galo passou a conseguir ter a bola no ataque. Até diminuir, com Richarlyon, no último lance do primeiro tempo.
Na etapa final, o Galo esboçou pressão, principalmente após a entrada de Berola que reoxigenou o setor ofensivo. Mas esbarrou em Jéferson e no nervosismo para não conseguir pelo menos o empate.
Ainda é cedo para dizer se Cuca vai "dar jeito" ou não no time atleticano. Fato é, que mais do que mudanças táticas ou de peças, o Galo precisa de confiança e treinos técnicos. No início de seu trabalho no Cruzeiro, Cuca privilegiou o sistema defensivo e venceu partidas em sequência pelo placar mínimo. Me parece o mais correto a ser feito neste momento no Atlético. O melhor ataque, é a defesa.
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É preciso cuidado para avaliar a nada surpreendente vitória da Alemanha por 3 a 2 sobre a Seleção Brasileira na tarde de hoje. Uma das grandes sensações do último Mundial, a Alemanha apresentou um time jovem que ainda tem muito a evoluir até atingir seu ápice. E que ainda ganhou outros jovens promissores, como o ótimo Gotze.

Se o placar final não assusta, a inferioridade do time de Mano Menezes em grande parte do confronto é preocupante.
Quando Mano estava indisponível, Mano falava que ele era indispensável em seu esquema. Hoje, abriu mão do meia que não vem jogando bem para reforçar a marcação com Fernandinho. No 4-2-2-2, o Brasil tinha dois meias (Robinho e Fernandinho) mais preocupados em destruir do que construir. O objetivo era claro: roubar a bola e sair em velocidade, pelos lados, para tentar surpreender.
Depois de 15 minutos de sufoco absoluto, sem passar do meio-campo, o Brasil se acalmou e entrou no jogo. Encaixou muito bem a marcação e embora não conseguisse segurar a bola, não levava sustos.
Com posse de bola qualificada e atuação destacada do ótimo Schweinsteinger, a Alemanha tentou abrir espaços o tempo inteiro e aproveitou as melhores oportunidades que teve. O Brasil conseguiu chegar apenas em um lance perdido por Pato no início da etapa inicial, em um penalti duvidoso (assim como o penal para os alemães) e em jogada individual de Neymar com passe de Ganso.
O resultado foi justo e como já disse, não é assustador. Hoje, a Alemanha além de ter um elenco mais completo, tem um time pronto. Que joga junto há algum tempo e que parece evoluir cada vez mais, capaz de atingir seu auge em 2014.
Mano precisa esquecer conceitos e diminuir a politicagem. É hora de repensar. A tal reformulação e, principalmente, a nova dinâmica de jogo não funcionou. Precisamos reconhecer que não temos mais a melhor seleção do planeta e isto é um primeiro passo importante. Mas com organização e aproveitando o que temos de melhor, podemos encarar de igual para igual qualquer grande time do planeta.
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Depois de uma pequena ilusão com bons resultados consecutivos, o M.Cerrada FC voltou ao nada animador estágio normal. Foram apenas 40,01 pontos. Aos trancos e barrancos, pelo menos consegue segurar a 12ª posição, nada honrosa, na liga.

Em junho,
amaldiçoamos Rafael Moura, que havia feito 8,3 pontos negativos. A promessa de que ele nunca mais vestiria a camisa do M.Cerrada FC está sendo cumprida. Agora, ele ganhou um "companheiro" na nossa lista negra. Diego Souza, responsável por 5,8 pontos negativos nesta rodada. A se destacar, apenas as presenças de Durval (7,1), Júnior César (8) e Borges (9,8).
O destaque da rodada foi o Pops SSJ FC, do Paulo Goulart. Os bons 75 pontos lhe renderam duas posições na tabela, chegando ao 7º lugar. Boas apostas em David Braz (12,4), Elkeson (7,4), Leandro Damião (9,7) e principalmente, Loco Abreu (19,3). Nenhuma nota negativa.
A liderança ainda é do Atlético Knarin, que mantém 6 pontos de vantagem para o Tássio Spuri FC. Nesta rodada foram 51,75 pontos. Júnior César e Naldo (8,2) brilharam na defesa, Borges e Dagoberto (8,5) no ataque. A vantagem na ponta só não é maior pois também caiu na bobagem de escalar Diego Souza. Ledo engano...
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Ainda não chegamos à metade do Campeonato Brasileiro. Metade dos times, porém, já trocou de técnico. Alguns, mais de uma vez. Espanta o número, que segue alto. Espanta a falta de criatividade dos clubes brasileiros.

Na verdade, 9 dos 20 times trocaram de técnico até aqui. O Fluminense começou com Enderson Moreira mas já tinha acerto com Abel Braga, que antes de assumir ainda mandou o auxiliar Leomir de Souza para comandar a equipe em uma rodadam, por isto está fora da contagem.
América e Grêmio foram os únicos a ter três técnicos até aqui. São Paulo e Atlético-PR também foram comandados por três nomes diferentes, porém considerando-se técnicos interinos.
Por falar em "interinos", Omar Loss vai durando no Internacional. Mas deve abrir espaço em breve para a chegada de Paulo Autuori. Caro e sem bons trabalhos recentes no futebol brasileiro. Porém, o Colorado parece ter cansado de esperar Dorival Júnior e quando o ex-técnico do Atlético-MG finalmente ficou disponível o acerto com outro nome já era questão de tempo.
Ao todo, já são 34 técnicos. Sendo que dos 20 que começaram, 12 continuam. Cuca saiu do Cruzeiro e foi para o Atlético-MG. Adilson Batista começou no Atlético-PR e está no São Paulo. Renato Gaúcho que iniciou a temporada no Grêmio, faz campanha de recuperação no Atlético-PR.
Dorival Júnior, PC Gusmão, Falcão e Carpegiani não devem demorar a reaparecer em algum clube por aí.
Fato é que dos 10 primeiros colocados, só dois trocaram de técnico. É difícil avaliar se "Tostines é mais fresquinho porque vende mais, ou se vende mais porque é mais fresquinho".
Mas num mercado pobre de opções, com clubes sem criatividade e, principalmente, coragem para apostar em novidades, trocar de técnico não anda sendo bom negócio. Basta ver que os que estão desde o início (como Tite, Felipão, Luxemburgo, Marcelo Oliveira e cia) estão mais firmes do que quem chegou no meio da festa (como Julinho Camargo, Antônio Lopes e Joel Santana que anda pressionado no Cruzeiro).
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Diego Souza esteve perto de se tornar o líder isolado na disputa pelo Destaque do Campeonato. Mas Dagoberto, com a velocidade que lhe é peculiar, conseguiu a virada e achou seu lugar na concorrida lista. Até aqui são 14 rodadas, e 14 nomes diferentes. Confira:

Bernardo (Vasco) - 1ª rodada
Leonardo Silva (Atlético-MG) - 2ª rodada
Anderson Aquino (Coritiba) - 3ª rodada
William (Corinthians) - 4ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 5ª rodada
Liédson (Corinthians) - 6ª rodada
Oscar (Internacional) - 7ª rodada
Montillo (Cruzeiro) - 8ª rodada
Marcelo Grohe (Grêmio) - 9ª rodada
Paulinho (Corinthians) - 10ª rodada
Diego Souza (Vasco) - 11ª rodada
Ronaldinho Gaúcho (Flamengo) - 12ª rodada
Dedé (Vasco) - 13ª rodada
Dagoberto (São Paulo) - 14ª rodada
Quem foi o destaque da 14ª rodada do Brasileirão?
| Dagoberto (São Paulo) | | 50,00% |
| Diego Souza (Vasco) | | 41,67% |
| Diego Cavalieri (Fluminense) | | 8,33% |
Vamos agora eleger o destaque da 15ª rodada. Confira os concorrentes e vote:
Elias (Figueirense) - Marcou os dois gols da importante vitória do Figueirense sobre o Atlético-MG por 2 a 1 e ajudou a derrubar Dorival Júnior.
Cortês (Botafogo) - Bem na defesa e no ataque, o lateral foi o melhor jogador da goleada do Botafogo por 4 a 0 sobre o Vasco.
Cícero (São Paulo) - Marcou três gols na Ressacada, um anulado, um por cobertura. Foi o nome da virada do São Paulo por 2 a 1 sobre o Avai.
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38 dias depois, a diretoria do Atlético-MG chegou à mesma conclusão. Foram 9 jogos e apenas 7 pontos conquistados neste período. Ou seja: 38 dias perdidos.
Contra o Figueirense, no capítulo final da história de Dorival Júnior no Atético-MG, erros recorrentes. Um time perdido e com muitas dificuldades no 3-5-2. Que errava passes em excesso na saída de bola e mostrava insegurança na defesa. Levou 2 a 0 no primeiro tempo, e não ameaçou o gol do adversário. Sem posse de bola, sem articulação, sem futebol.
No intervalo, Dorival Júnior ousou ao fazer três mexidas. Ao meu ver, errou em todas. O time ficou ainda mais exposto e seguiu sem articulação com três volantes no meio. Berola entrou para colocar velocidade contra um adversário fechado. E Guilherme, inexplicavelmente seguiu no banco.
O azar do técnico ainda foi enorme porque logo no primeiro lance da etapa final, Dudu Cearense marcou gol de cabeça mas se machucou no lance. Tentou seguir em campo, mas não conseguiu, deixando o Galo com um jogador a menos. Um Atlético incapaz de agredir e um Figueirense mais disposto a garantir o resultado do que a definir logo o confronto.
Dorival Júnior não deixou de ser um grande treinador. O trabalho ruim no Galo é daqueles casos difíceis de explicar no futebol. Assim como acontece no Cruzeiro, o time não é tão bom como se pensava, mas não é tão ruim quanto parece no momento.
Com outro técnico, há 40 dias, o Galo poderia brigar por alguma coisa no Campeonato Brasileiro. Mais uma vez, assume de vez o papel de brigar contra o rebaixamento. Precisa acertar na escolha do treinador (e Cuca não me parece, nem de longe, o melhor nome no mercado escasso).
O tempo de esperar e, principalmente, de errar, já passou para Alexandre Kalil.
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